Elcione Barbalho

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Elcione Barbalho
Elcione em 2014
Deputada Federal pelo Pará
Período1 de fevereiro de 2007
até a atualidade
1 de fevereiro de 1995
até 1 de fevereiro de 2003
Vereadora de Belém
Período1 de janeiro de 2005
até 31 de janeiro de 2007
Primeira-dama do Pará
Período15 de março de 1991
até 2 de abril de 1994 15 de março de 1983
até 15 de março de 1987
GovernadorJader Barbalho
Dados pessoais
Nascimento5 de outubro de 1944 (81 anos)
Belém, Pará
Alma materUniversidade Federal do Pará
CasamentoJader Barbalho (div.)
PartidoMDB (1981–presente)
AssinaturaAssinatura de Elcione Barbalho

Elcione Therezinha Zahluth Barbalho (Belém, 5 de outubro de 1944) é uma pedagoga e política brasileira. Filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), atualmente é deputada federal pelo Pará.[1]

Biografia

Filha de Domingos Salim Zahluth e de Nair Rodrigues de Brito Zahluth, Elcione Barbalho nasceu na Cidade Velha, em Belém do Pará, em 5 de outubro de 1944.[2]

Formou-se em pedagogia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1968 e, ainda no mesmo ano, tornou-se inspetora de educação e secretária de departamento da Secretaria de Educação do Pará (SEDUC). Em 1970, trabalhou como supervisora educacional da Johnson & Johnson do Brasil e, em 1971, concluiu especialização em administração escolar pela mesma universidade.[1][2][3]

Entre 1971 e 1975, foi diretora de educação e cultura do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Belém; entre 1987 e 1988, diretora administrativa e financeira do jornal Diário do Pará; entre 1983 e 1987, coordenadora estadual da Legião Brasileira de Assistência/Programa Nacional do Voluntariado (LBA/Pronav); entre 1990 e 1994, diretora da Rede Brasil Amazônia de TV Ltda; e entre 1983 e 1987, e 1991 e 1994, atuou como presidente da Ação Social Integrada Governo Estadual.[1][2][3]

Além disso, Elcione Barbalho foi casada com o político paraense Jader Barbalho, sendo primeira-dama do Pará nas duas vezes em que ele foi governador (1983-1987 e 1991-1994), com quem teve dois filhos: Helder Barbalho, atual governador do Pará, e Jader Filho. Mesmo após a separação do casal, manteve o sobrenome Barbalho e tem participações nas empresas do ex-marido.[2]

Trajetória política

Filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) desde 1981, Elcione Barbalho foi primeira-dama do estado do Pará nos períodos de 1983-1987 e 1991-1994, quando foi presidente dos conselhos estaduais de pessoas portadoras de deficiência (1984-1987) e de entorpecentes (1986-1987), além de participar de vários seminários, conferências e congressos sobre a prevenção do uso abusivo de drogas, e trabalhar na implantação e direção do Projeto de Alimentação do Menor (1986-1987).[2] Já durante o segundo governo de Jader Barbalho, presidiu o Conselho Curador da Fundação Carlos Gomes, o Conselho de Administração da Companhia de Habitação Popular (Cohab), e foi diretora da Santa Casa de Misericórdia e da Comissão Estadual de Segurança Alimentar.[2][3]

Em 1994, concorreu pela primeira vez ao cargo de deputada federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), atual MDB, e, alcançando a soma de 153.860 votos (14,71% dos votos válidos), foi eleita como a deputada mais votada no estado.[4] Durante o mandato, integrou as comissões de Seguridade Social e Família e de Direitos Humanos. Além disso, destacou-se por votar a favor do fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás, contra o fim do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo pela Petrobras.[2] Em junho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), criado como fonte complementar de recursos para a saúde. Ainda no mesmo ano, disputou a prefeitura de Belém do Pará mas, obtendo 88.123 votos, o equivalente a 16,77% dos votos válidos, ficou em 3º lugar.[2]

Em 1998, foi reeleita ao cargo de deputada federal com a soma de 88.777 votos (5,15% dos votos válidos), sendo a candidata mais votada do PMDB e a segunda de todo o estado. Durante o segundo mandato, foi segunda vice-presidente da Comissão permanente da Amazônia e Desenvolvimento Regional (CINDRA); terceira vice-presidente da Comissão Permanente de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN); titular da Comissão Permanente de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Violência e Narcotráfico (CSPCCO); e representante da Câmara dos Deputados, na reunião da Comissão da Mulher do Parlamento Latino-Americano, realizada em São Paulo, em 1999.[2]

Em 2002, disputou uma vaga no Senado Federal mas, mesmo angariando 962.496 votos, o equivalente a 20,32% dos votos válidos, não conseguiu ser eleita, sendo superada pelos candidatos Ana Júlia Carepa, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Duciomar Costa, do Partido Social Democrata (PSD). Em 2003 e após o fim do seu mandato na Câmara dos Deputados, assumiu a Secretaria Paraense Extraordinária de Assuntos Institucionais.[2]

Em 2004, foi eleita vereadora de Belém com a maior votação do município com 20.220 votos, na legenda do PMDB.[2] Dois anos depois, porém, concorreu novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados e conseguiu ser eleita deputada federal pelo Pará com a soma de 114.465 votos (3,67% dos votos válidos). Durante o terceiro mandato como deputada federal, em 2007 foi vice-líder do bloco formado por PMDB, PTB, PSC e PTC na câmara, permanecendo até o ano de 2009. Além disso, presidiu a Comissão Permanente de Seguridade Social e Família, foi 2ª vice-presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), integrou a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), além de atuar na comissão especial destinada a acompanhar a aplicação das Leis de Anistia, e da comissão externa que buscava apurar as condições e aplicações dos recursos da saúde nos hospitais dos estados do Pará e do Amapá.[2]

Ainda na terceira legislatura como deputada, apresentou o Projeto de Lei (PL) 3578/2008,[5] referente à instituição da isenção de pagamento da taxa de inscrição em vestibulares e concursos públicos para cidadãos com vulnerabilidade socioeconômica; e o PL 4018/2008,[6] referente à destinação de 30% dos royalties e participações especiais provenientes da exploração de petróleo e gás natural geradas na camada pré-sal ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).[2]

Em 2010, foi reeleita deputada federal para a 54.ª legislatura com a soma de 209.635 votos (6,12% dos votos válidos), na legenda do PMDB. Durante o quarto mandato, foi membro titular da Procuradoria Parlamentar da Mulher e integrou a Comissão de Minas e Energia. Além disso, foi uma dos autoras do PL-3945/2012,[7] que tinha como objetivo facilitar pesquisas científicas relativas ao diagnóstico e tratamento de doenças negligenciadas.[2]

Já em 2014, foi reeleita ao cargo de deputada federal para a 55.ª legislatura (2015-2019), angariando a soma de 87.632 votos (2,33% dos votos válidos). Durante o mandato, em 17 de abril de 2016, Elcione Barbalho votou contra a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[8][9] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e,[9] em abril de 2017, foi favorável à Reforma Trabalhista.[9] Além disso, em agosto de 2017, votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[9][10]

Por fim, em outubro de 2018, Elcione Barbalho foi reeleita para o seu 6° mandato na Câmara dos Deputados na legenda do MDB, angariando a soma de 165.202 votos, o equivalente a 4,18% dos votos válidos.[11]

Referências

Bibliografia