Desmond Parsons

Desmond Parsons
Nascimento13 de dezembro de 1910
Morte4 de julho de 1937 (26 anos)
Zurique
CidadaniaSuíça
Progenitores
  • William Parsons, 5th Earl of Rosse
  • Lois Lister-Kaye
Causa da mortelinfoma

O Honorável Desmond Edward Parsons FRAS (Londres, 13 de dezembro de 1910 - Zurique, 4 de julho de 1937) foi um aristocrata britânico, sinólogo amador e esteta, considerado "um dos homens mais magnéticos de sua geração".[1] Ele teve uma amizade apaixonada com James Lees-Milne, foi o único e verdadeiro amor de Harold Acton e o amor não correspondido de Robert Byron.

Biografia

Nascido em 13 de dezembro de 1910, era o terceiro filho de William Parsons, 5.º Conde de Rosse e Frances Lois Lister-Kaye (1882–1984), e o irmão mais novo de Michael Parsons, 6.º Conde de Rosse.[1]

Ele estudou no Eton College, onde teve uma amizade apaixonada com James Lees-Milne.[2] Parsons ingressou na Universidade de Oxford e depois na Real Academia Militar de Sandhurst.[3][4]

Em 1934, Desmond Parsons, um linguista brilhante, foi à China para visitar seu amigo e possível amante, Harold Acton, que atuava como professor na Universidade de Pequim.[3] De acordo com os amigos de Acton, Parsons foi o "único e verdadeiro amor de sua vida".[5][4]

Na China, Parsons visitou as cavernas de Dun Huang. Ele removeu uma pintura de parede usando ferramentas e foi pego quando tentou levá-la em seu veículo.[6] Ele foi libertado após a intervenção do governo britânico. Suas fotografias do local foram posteriormente adquiridas pelo Instituto Courtauld.[3]

Robert Byron e Desmond Parsons na China

Parsons também foi o grande, mas não correspondido, amor de Robert Byron, um escritor de viagens. Em 1934, eles viveram juntos em Pequim, onde Parsons desenvolveu a linfoma de Hodgkin.[7] Seu irmão, que o estava visitando, conseguiu trazer Parsons de volta para a Europa, onde ele morreu em 4 de julho de 1937.[3] Byron morreu em 1941 quando o navio em que viajava foi atacado durante a Segunda Guerra Mundial.[1]

Legado

No início da Segunda Guerra Mundial, Acton enviou de volta ao Castelo de Birr a coleção de arte chinesa de Parsons.[3] O jornal da Royal Asiatic Society, da qual ele se tornou membro residente no ano de sua morte,[8] o homenageou com um obituário destacando sua "capacidade incomum de observação" e "fino instinto acadêmico", bem como "personalidade encantadora e honestidade transparente de propósito".[9]

Referências

  1. a b c Payne, Tom (2003). «A brilliant boy who died in terrible times». The Telegraph. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  2. «THE LIFE OF JAMES LEES-MILNE». Consultado em 3 de outubro de 2017 
  3. a b c d e «Desmond Parsons and China». Birr Castle. 24 de março de 2016. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  4. a b Mungello, David Emil (2012). Western Queers in China: Flight to the Land of Oz. [S.l.]: Rowman & Littlefield. p. 92. ISBN 9781442215573. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  5. Aldrich, Robert; Wotherspoon, Garry (2002). Who's who in Gay and Lesbian History: From Antiquity to World War II. [S.l.]: Psychology Press. p. 4. ISBN 9780415159838. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  6. IDP News Issue No. 44: Desmond Parsons in Chinese Archives
  7. Wood, Frances (2009). The Lure of China : history and Literature from Marco Polo to J.G Ballard. [S.l.]: Long River Press. p. 179. ISBN 9789620427398. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  8. «Anniversary Meeting». Journal of the Royal Asiatic Society (em inglês). 69 (3). 20 de julho de 1937. p. 542–569. ISSN 1474-0591. doi:10.1017/S0035869X00086366 – via Cambridge 
  9. Yetts, W. Perceval (outubro de 1937). «Hon. Desmond Parsons». Journal of the Royal Asiatic Society (em inglês). 69 (4). p. 726. ISSN 1474-0591. doi:10.1017/S0035869X00091863