Delta Force: Black Hawk Down
| Delta Force: Black Hawk Down | |
|---|---|
| Desenvolvedoras | NovaLogic Climax Group (Xbox) Rebellion Developments (PS2) Aspyr (Mac OS X) |
| Publicadoras | NovaLogic Aspyr (Mac OS X) |
| Distribuidora | NovaLogic |
| Diretores | John A. Garcia Brent Houston |
| Produtores | Wes Eckhart |
| Programadores | Mark Davis Kyle Freeman Eric Milota Kent Simon |
| Artista | Chris Tamburrino |
| Compositores | Russell Brower Ron Fish |
| Motor | Voxel Space (Black Hawk Engine) Asura (PlayStation 2) |
| Série | Delta Force |
| Plataformas | Microsoft Windows Mac OS X Xbox PlayStation 2 |
| Lançamento | Windows Mac OS X
|
| Gênero | Tiro em primeira pessoa |
| Modos de jogo | Um jogador, multijogador |
Delta Force: Black Hawk Down é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa desenvolvido e publicado pela NovaLogic, lançado em 23 de março de 2003 para Microsoft Windows. Em julho de 2004 foi publicado pela Aspyr para macOS.[1][2] Em 26 de julho de 2005, o jogo foi lançado para os consoles Xbox, desenvolvido pela Climax Studios, e PlayStation 2, desenvolvido pela Rebellion Developments.
O jogo é ambientado durante as operações militares dos Estados Unidos na Somália no início da década de 1990. O jogo se inspira em eventos reais relacionados à intervenção das Nações Unidas e à infame Batalha de Mogadíscio de 1993, que foi posteriormente retratada no livro e no filme Black Hawk Down (Falcão Negro em Perigo). Os jogadores assumem o papel de um soldado participando de missões em Mogadíscio e arredores, que vão desde escoltar comboios humanitários até combates urbanos contra milícias.
Delta Force: Black Hawk Down é o sexto título da série de jogos Delta Force.[3]
Jogabilidade
Ambientado na Somália no Leste da África, a campanha para um jogador é dividida em duas partes. A primeira metade consiste em operações fictícias baseadas em missões reais conduzidas pela UNITAF – o esforço de vários países liderados pelos Estados Unidos para conter a fome no país devastado pela guerra civil, como proteger os esforços de ajuda humanitária da ONU, proteger entregas de comida e desmantelar depósitos de armas. A segunda metade abrange a Operação Serpente Gótica, incluindo a incursão de 3 de outubro de 1993 para capturar tenentes do senhor da guerra somali Mohamed Farrah Aidid. O que começou como uma incursão rápida transformou-se em um longo tiroteio urbano após dois helicópteros UH-60 Black Hawk serem abatidos, exigindo que forças americanas, Rangers e operadores da Força Delta lutassem pela sobrevivência e resgate.
Delta Force: Black Hawk Down difere bastante das versões anteriores da série Delta Force. Enquanto a maioria dos jogos anteriores da série se concentram em combates ao ar livre de longa distância, e tem designs de missões em campo aberto, Delta Force: Black Hawk Down se concentra em combates de curta distância, com tiroteios em ambientes urbanos. Estes recursos já haviam sido apresentados em Delta Force: Urban Warfare de 2002. Muitos dos recursos que marcaram os primeiros jogos da série, como balística de balas, foram abandonados em favor de uma jogabilidade mais simples e focada na ação. Veículos Humvees, helicópteros UH-60 Black Hawk e MH-6 Little Birds desempenham papéis importantes para o transporte do jogador e sua equipe durante as missões. Existem também algumas missões em que caminhões, barcos e outros veículos locais e civis são usados. A campanha em Delta Force: Black Hawk Down é dividida em missões distintas. Enquanto a campanha é linear, na maioria das vezes, três missões estão disponíveis ao mesmo tempo, permitindo que o jogador as complete em qualquer ordem. A conclusão de uma missão salva o progresso da campanha e geralmente desbloqueia uma nova. As missões já concluídas podem ser acessadas a partir de uma lista de "ação instantânea" no menu. O jogador geralmente é acompanhado por um esquadrão de três soldados controlados por inteligência artificial. O jogador pode pressionar um botão no teclado para ordenar estes soldados a limpar cômodos com granadas de luz para cegar os inimigos durante uma incursão militar. No final de cada missão, uma tela de estatísticas revela o desempenho do jogador durante a missão; como número de civis ("não combatentes"), soldados amigáveis e inimigos mortos durante a missão. A versão de PlayStation 2 conta com comandos adicionais aos soldados que acompanham o jogador; como ordem de segurar ou abrir fogo, manter posição, avançar, providenciar cobertura, cura médica e munição. Estes comandos também são auxiliados pelo suporte para comandos de voz utilizando um headset para o console. A versão de PS2 também inclui uma tela de desempenho após uma missão, com um sistema de pontuação em forma de estrelas de acordo com a performance do jogador durante a missão. Se o jogador tiver um mal desempenho durante uma missão, poderá repetir a mesma missão ou missões já concluídas no menu de "ação instantânea" para melhorar seu desempenho e ganhar mais pontos. Quanto mais estrelas (pontos) o jogador ganhar, mais armas, melhorias, munição e kits médicos poderão ser desbloqueados no menu. Além de desbloquear armas, as estrelas ganhas também são usadas para personalizar o personagem e a equipe do jogador em habilidades como liderança, durabilidade, rapidez e precisão.
A versão para PC também possui um recurso de editor de missões com o qual os jogadores podem fazer suas próprias missões personalizadas.
Sinopse
A história do jogo é baseada em eventos reais e tem como contexto o envolvimento dos Estados Unidos e da ONU na Guerra Civil da Somália em 1993. O personagem do jogador começa como um soldado da 10ª Divisão de Montanha dos Estados Unidos. A primeira e curta metade da campanha consiste em três missões variadas nas quais os soldados da UNITAF e UNOSOM II tiveram de se envolver na vida real, como defender e entregar comboios de alimentos da ONU, proteger civis do ataque de milícias e apreender e destruir carregamentos de armas na região rural do país devastado pela guerra. A segunda metade e maior parte da campanha cobre os eventos da Operação Serpente Gótica na zona urbana de Mogadíscio, onde o personagem do jogador é transferido para 75º Regimento Ranger, e após duas missões, para o 1º Destacamento Operacional das Forças Especiais (Força Delta). Nesta parte da campanha, o jogador participa de incursões militares com a Força-Tarefa Ranger para capturar lideranças rebeldes e senhores da guerra, incluindo Mohamed Farrah Aidid. Esta operação culminou na conhecida Batalha de Mogadíscio em 3 e 4 de outubro de 1993 – dramatizada no filme Black Hawk Down. A batalha é destaque nos últimos cinco níveis.[4] Uma missão final com uma história alternativa sobre a morte de Aidid ocorre em 1996, dois anos após a batalha que vitimou 18 soldados americanos. O personagem do jogador participa de uma operação secreta em Mogadíscio para eliminar Aidid definitivamente. A missão é encoberta por um tiroteio entre clãs rivais para parecer que o esquivo general foi morto durante os combates.
Multiplayer
Além da campanha para um jogador, Delta Force: Black Hawk Down apresenta LAN e multiplayer online, com suporte para até 50 jogadores em uma única partida, quebrando o recorde das maiores batalhas multiplayer de console da época.[5]O modo multijogador expande ainda mais a experiência, suportando partidas grandes com múltiplos modos de jogo em cenários urbanos e desérticos. O arsenal inclui armas de fogo modernas autênticas, como fuzis M16, sistemas de precisão e armas de apoio para esquadrões, enquanto o design das missões mescla combates urbanos intensos com vastas áreas abertas. O multiplayer online é alimentado pelo NovaWorld (no PC) e pela GameSpy (nos consoles), que rastreia as estatísticas dos jogadores, aumenta a sua classificação e possui um sistema de matchmaking. Vários modos de jogo estão disponíveis, incluindo Deathmatch, Team Deathmatch e King of the Hill, bem como os baseados em objetivos do jogo. Como nos dois jogos anteriores da série Delta Force, os jogadores podem escolher uma dentre várias classes de personagens com características individuais. A versão de PlayStation 2 possui modos em tela dividida e algumas missões da campanha podem ser jogadas em modo cooperativo.
O multiplayer, tanto das versões de PC quanto das versões para consoles foi elogiado pela crítica na época.[6]
Desenvolvimento
O jornalista investigativo Mark Bowden, autor do livro Black Hawk Down: A Story of Modern War (no qual o filme é baseado), teria sido abordado sem sucesso pela Novalogic para emprestar sua experiência no conflito somali ao jogo.
Delta Force: Black Hawk Down usa o motor baseado no Comanche 4, com recursos do Voxel Space desenvolvido pela NovaLogic, um mecanismo de renderização de gráficos que permite mais detalhes e efeitos visuais avançados graças ao suporte ao shader. Além disso, o movimento dos veículos não estão mais restrito a caminhos predefinidos específicos e os motoristas controlados por inteligência artificial são capazes de evitar obstáculos. É o primeiro mecanismo usado pela série para suportar outras plataformas além do PC.
A versão para PlayStation 2 usa o mecanismo do motor Asura desenvolvido pela Rebellion Developments, conhecido por seu uso na série Sniper Elite. O motor também é usado para se adequar as limitações do console. O estúdio também esteve por trás do único outro título da série para o PlayStation, Delta Force: Urban Warfare. Ficou também evidente que a Rebellion redesenhou completamente o jogo do zero em relação a suas versões para PC e Xbox, com um estilo visual e modelos de personagens totalmente diferentes e mais inspirados no filme de Ridley Scott, bem como um sistema de estatísticas/experiência totalmente novo que se desenvolve conforme o jogador avança. A versão também conta com um novo sistema de emissão de comandos para os personagens de esquadrão controlados por IA, que também é auxiliado e estimulado pelo suporte a comandos de voz do console.[7]
Pacote de expansão
Em 2004, um pacote de expansão intitulado Delta Force: Black Hawk Down – Team Sabre foi lançado para PC. A versão para PlayStation 2 também desenvolvida pela Rebellion Developments foi lançada em 2006. Team Sabre adiciona duas campanhas fictícias que ocorrem na Colômbia e no Irã, respectivamente.
Recepção
A versão de PC de Delta Force: Black Hawk Down recebeu um prêmio "prata" de vendas da Entertainment and Leisure Software Publishers Association (ELSPA),[8] indicando vendas de pelo menos 100.000 cópias no Reino Unido.[9]
A versão para PC recebeu "críticas geralmente favoráveis", enquanto as versões para Xbox e PlayStation 2 receberam críticas mistas, de acordo com o agregador de análises de videogames Metacritic.[10][11][12]
Na época, a revista Maxim deu ao jogo uma pontuação oito de dez, primeiro dizendo da versão para PC: "Embora fosse impossível para o jogo imitar a emoção e o caos cru que definiram essa missão que virou desastre na vida real, os gráficos são o melhor que vimos em um campo de batalha ";[13] e depois das versões para PlayStation 2 e Xbox: "Beba de seu realismo militar em zonas de guerra lotadas e confusas, onde você pode se afogar em rios, matar civis inocentes e participar de fogo amigo. Você também pode participar de missões de combate online de 32 jogadores (50 no Xbox Live), o que tecnicamente é o dobro do caos sangrento de Halo 2. Veja, a política externa pode ser divertida!".[14] The Cincinnati Enquirer deu a versão para PC uma pontuação de três estrelas e meia de cinco e afirmou: "Se você pode perdoar a abordagem mais leve do jogo - uma que enfatiza a ação em vez da estratégia - você desfrutará de Black Hawk Down".[15] O Sydney Morning Herald concedeu duas estrelas e meia para as versões de PS2 e Xbox, afirmando: "A campanha solo carece do brilho de outros shooters militares, mas as opções decentes do modo Multiplayer para vários jogadores impedem que o produto pareça sem cor".[16]
Referências
- ↑ Taylor, Martin (4 de abril de 2003). «Delta Force: Black Hawk Down Review» (em inglês). EuroGamer. 1 páginas. Consultado em 18 de outubro de 2009
- ↑ Dragon, Blue-eyed (14 de abril de 2003). «Review: Delta Force: Black Hawk Down» (em inglês). GamePro. 1 páginas. Consultado em 18 de outubro de 2009. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2008
- ↑ Osborne, Scott (25 de março de 2003). «Delta Force: Black Hawk Down Review» (em inglês). GSpot. 2 páginas. Consultado em 18 de outubro de 2009
- ↑ «Review: Delta Force: Black Hawk Down» (em inglês). CVG. 1 páginas. Consultado em 18 de outubro de 2009
- ↑ Black Hawk Down to Feature 50 Players on Xbox Live at teamxbox.com news Arquivado em 2006-12-10 no Wayback Machine
- ↑ .https://www.playstation.com/en-us/games/delta-force-black-hawk-down-ps2/
- ↑ https://www.eurogamer.net/fi-blackhawkdown-ps2x
- ↑ «ELSPA Sales Awards: Silver». Entertainment and Leisure Software Publishers Association. Arquivado do original em 21 de fevereiro de 2009
- ↑ Caoili, Eric (26 de novembro de 2008). «ELSPA: Wii Fit, Mario Kart Reach Diamond Status In UK». Gamasutra. Arquivado do original em 18 de setembro de 2017
- ↑ «Delta Force: Black Hawk Down for PC Reviews». Metacritic. Consultado em 31 de dezembro de 2014
- ↑ «Delta Force: Black Hawk Down for PlayStation 2 Reviews». Metacritic. Consultado em 31 de dezembro de 2014
- ↑ «Delta Force: Black Hawk Down for Xbox Reviews». Metacritic. Consultado em 31 de dezembro de 2014
- ↑ Boyce, Ryan (25 de março de 2003). «Delta Force: Black Hawk Down (PC)». Maxim. Consultado em 1 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 4 de abril de 2003
- ↑ Cunningham, Sean (26 de julho de 2005). «Delta Force: Black Hawk Down (PS2, Xbox)». Maxim. Consultado em 1 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 2 de março de 2006
- ↑ No entanto, a Detroit Free Press deu à versão de Xbox duas estrelas de quatro, dizendo: "Os fãs de combate militar podem querer alugar isso só para participar dos combates caóticos gigantescos".<ref name=Detroit
- ↑ Fish, Eliot (3 de setembro de 2005). «Killing vroom». The Sydney Morning Herald. Consultado em 1 de janeiro de 2015