Álvaro da Costa (armeiro-mor)
| Álvaro da Costa | |
|---|---|
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| Nascimento | 1470 Castelo Branco |
| Morte | 1540 |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Filho(a)(s) | Duarte da Costa |
| Irmão(ã)(s) | Andreza Rodrigues da Costa |
| Ocupação | diplomata, armeiro-mor do reino |
| Título | Dom |
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D. Álvaro da Costa (São Vicente da Beira, Castelo Branco, c.1470–1540) foi um fidalgo da Casa Real, guarda-roupa, camareiro e conselheiro do rei D. Manuel I, ascendido ao cargo de armeiro-mor em 1511.
Biografia
É documentado na corte manuelina desde, pelo menos, 1499.[1] Foi ainda o primeiro Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Exerceu atividade diplomática enquanto embaixador português na corte de Espanha, cargo em que se destacou em 1517, pela sua intervenção no ajuste do terceiro casamento de D. Manuel I, com a Infanta D. Leonor, arquiduquesa de Áustria.[1]
Teve mercê de tratamento de Dom, concedida por D. Manuel I, e foi comendador de S. Vicente da Beira na Ordem de Cristo.[2]
O conhecido Livro do Armeiro-Mor tem esse nome precisamente por ter sido entregue à guarda D. Álvaro da Costa. O cargo e a guarda do livro mantiveram-se na sua família durante mais de dez gerações, motivo pelo qual este escapou ao Terramoto de 1755, que destruiu o Cartório da Nobreza.
A imagem de D. Álvaro da Costa consta do quadro Casamento de Santo Aleixo, executado em 1541 por Garcia Fernandes, sendo identificado por uma inscrição desenhada nas suas vestes.
Família
Segundo as pesquisas do escritor e genealogista Manuel Abranches de Soveral, seria filho de Martim Rodrigues de Lemos, nascido cerca de 1441, com Isabel Gonçalves da Costa (casaram no ano de 1468). Sendo assim parente dos Lemos, senhores da Trofa.[3]
Foi pai de D. Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil,[4] e tio-avô de Bartolomeu da Costa.[5]
Teve uma irmã, Andreza Rodrigues da Costa,[6] casada com Sebastião Nunes Frazão, escudeiro e homem nobre de Castelo Branco, cavaleiro da Ordem de Cristo e bisneto de Rui Frazão, alcaide de Alcanede em 1466.[3] São ascendentes dos Azevedos, depois donatários dos direitos reais de Paredes da Beira.[7]
Referências
- ↑ a b Seixas, Miguel Metelo de; Galvão-Teles, João Bernardo (2013). O património armoriado de D. Álvaro da Costa e de sua descendência (PDF). uma estratégia de comunicação?. [S.l.]: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa. ISBN 978-989-97066-8-2
- ↑ Manuel Abranches de Soveral. «Álvaro.0 da Costa». roglo.eu. Consultado em 14 de agosto de 2025
- ↑ a b Soveral, Manuel Abranches de. «Casa da Trofa. Lemos. Ensaio sobre a origem dos Lemos portugueses. Séculos XIV e XV». www.soveral.info. 1.4.2.2.2. Consultado em 14 de agosto de 2025
- ↑ Paes Leme, Margarida Maria de Carvalho Ortigão Ramos (Outubro 2018). «Costas com Dom: Família e Arquivo (Séculos XV-XVII)» (PDF). Cópia arquivada (PDF) em 7 agosto 2025
- ↑ Maria de Lurdes Rosa (coord.), D. Álvaro da Costa e a sua descendência. Poder, arte e devoção, pág 248, ed. IEM.
- ↑ «Andreza Rodrigues.0 da Costa». roglo.eu. Consultado em 14 de agosto de 2025
- ↑ Pinto, Alexandre de Sousa (2010). A Casa da Torre das Pedras. [S.l.]: Casa da Prova. p. 61. ISBN 978-9899582828
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