Crypsidromus nondescriptus
Crypsidromus nondescriptus
| |||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Espécime de Crypsidromus nondescriptus | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
| Crypsidromus nondescriptus (Mello-Leitão, 1926) | |||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||
Crypsidromus nondescriptus é uma espécie de aracnídeo da família Theraphosidae, pertencente à subfamília Theraphosinae. A espécie é endêmica do Brasil e foi descrita originalmente por Cândido Firmino de Mello-Leitão em 1926.[1]
Taxonomia
A espécie possui uma história taxonômica complexa, tendo sido transferida entre diversos gêneros ao longo de quase um século de estudos. Foi descrita inicialmente como Hapalopus nondescriptus por Mello-Leitão em 1926, baseando-se em um holótipo macho coletado em Ouro Preto, Minas Gerais.[1]
Em 1971, Wolfgang Bücherl, Timotheo e Lucas descreveram Cyclosternum melloleitaoi baseando-se em um espécime que não reconheceram como sendo o tipo de Mello-Leitão. Posteriormente, descobriu-se que ambas as descrições se referiam ao mesmo exemplar, tornando Cyclosternum melloleitaoi um sinônimo júnior de Hapalopus nondescriptus.[2]
Em 2012, Bertani, Nagahama e Fukushima reanalisaram o holótipo e espécimes recém-coletados da localidade-tipo, transferindo a espécie para o gênero Vitalius, estabelecendo a combinação Vitalius nondescriptus.[3]
Em 2023, Galleti-Lima e colaboradores, em uma análise filogenômica dos lasiodorifomes, transferiram a espécie para o gênero Proshapalopus.[4] No mesmo ano, Bertani reanalisou o holótipo de Crypsidromus isabellinus Ausserer, 1871 (espécie-tipo do gênero) e o considerou sinônimo sênior de Proshapalopus anomalus Mello-Leitão, 1923 (espécie-tipo de Proshapalopus). Com isso, o gênero Crypsidromus foi revalidado e Proshapalopus passou a ser considerado seu sinônimo júnior, resultando na atual combinação Crypsidromus nondescriptus.[5]
Descrição
Os machos de C. nondescriptus apresentam características diagnósticas que incluem um bulbo copulador com quilha apical curta e esporão tibial bífido com ramo prolateral estreito e ramo retrolateral quase reto. As fêmeas se distinguem de outras espécies de terafosíneos pelos pelos urticantes do tipo I, nos quais a região "a" é mais curta que a região "b".[3]
O holótipo macho apresenta as seguintes medidas: carapaça com 12,47 mm de comprimento e 11,42 mm de largura, quelíceras com 4,72 mm, abdômen com 12,70 mm de comprimento e 7,97 mm de largura.[3]
Distribuição e habitat
A espécie é conhecida da localidade-tipo em Ouro Preto, estado de Minas Gerais, Brasil. A região se caracteriza por áreas de Mata Atlântica em altitudes elevadas, com vegetação de floresta estacional semidecidual.[3]
História natural
Em janeiro de 2005, uma fêmea foi encontrada com saco de ovos sob um tronco caído. Mantida em cativeiro, o saco produziu 52 filhotes em 28 de janeiro de 2005. Destes, dois machos atingiram a maturidade sexual em janeiro de 2011 e fevereiro de 2012.[3]
Conservação
O holótipo da espécie estava depositado no Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ 43) e foi destruído no incêndio de 2018 que atingiu a instituição.[4]
Referências
- ↑ a b Mello-Leitão, C. F. (1926). «Algumas Theraphosoideas novas do Brazil». Revista do Museu Paulista. 14: 307-324
- ↑ Silva-Moreira, T. (2010). «Annotated check list of Arachnida type specimens deposited in the Museu Nacional, Rio de Janeiro. II–Araneae». Zootaxa. 2588 (1): 1-91. doi:10.11646/zootaxa.2588.1.1
- ↑ a b c d e Bertani, R.; Nagahama, R. H.; Fukushima, C. S. (2012). «Vitalius nondescriptus comb. nov. (Araneae: Theraphosidae: Theraphosinae): an example of theraphosid taxonomic chaos». Zoologia. 29 (5): 467-473. doi:10.1590/S1984-46702012000500011
- ↑ a b Galleti-Lima, A.; Hamilton, C. A.; Borges, L. M.; Guadanucci, J. P. L. (2023). «Phylogenomics of Lasiodoriforms: reclassification of the South American genus Vitalius Lucas, Silva and Bertani and allied genera (Araneae: Theraphosidae)». Frontiers in Ecology and Evolution. 11: 1-19. doi:10.3389/fevo.2023.1177627
- ↑ Bertani, R. (2023). «Taxonomic revision and cladistic analysis of Lasiodora C. L. Koch, 1850 (Araneae, Theraphosidae) with notes on related genera». Zootaxa. 5390 (1): 1-116. doi:10.11646/zootaxa.5390.1.1
Ligações externas
- «World Spider Catalog» (em inglês)
- «iNaturalist» (em inglês)
