Cristóvão de Brito
| Cristóvão de Brito | |
|---|---|
| Nascimento | 1485 Reino de Portugal |
| Morte | 1563 Reino de Portugal |
| Cidadania | Portugal |
| Irmão(ã)(s) | Lopo de Brito, Jorge de Brito |
| Ocupação | fidalgo, comandante militar |
| Lealdade | Império Português |
![]() | |
Cristóvão de Brito, filho de João de Brito Nogueira e de D. Brites de Lima, foi um fidalgo e militar português do século XVI.[1]
Biografia
Era representante de um ramo segundogénito dos Brito e Nogueira, morgados de Santo Estêvão em Beja e de São Lourenço, em Lisboa.
Teve três irmãos que se destacaram na história do Estado da Índia, no primeiro quartel do século XVI: Lopo de Brito, 2.º capitão do Ceilão português, Jorge de Brito, capitão das Molucas e António de Brito, fundador do Forte de São João Baptista de Ternate.[2]
Acompanhou à Índia D. Lourenço de Almeida.[1]
Regressando a Portugal, voltou ao Oriente em 1511, seguindo na Armada da Índia de que era capitão-mor D. Garcia de Noronha, da qual também faziam parte seu irmão Jorge de Brito e Manuel de Castro Alcoforado.
Chegando a Cananor, soube que Afonso de Albuquerque havia partido para a Conquista de Malaca, achando-se em perigo a cidade de Goa. Logo foi em sua defesa, obrigando os mouros a levantar o cerco.[1]
Fez uma terceira viagem àquelas regiões em 1514, como Capitão-Mor duma Esquadra, tornando lá uma quarta vez, em 1524.
Por ordem de D. Henrique de Meneses, foi combater os mouros de Dabul, que tinham tomado um navio que vinha de Ormuz carregado de cavalos.[1]
Era grande a superioridade do inimigo, e Cristóvão de Brito foi vitimado na peleja. Mas os Soldados, que não deram por falta do seu Capitão, continuaram o combate, matando o Chefe inimigo e infligindo aos mouros uma grande derrota.[1]
Casamento
Foi casado com D. Brites de Ataíde, irmã de D. Luís de Ataíde, depois 3.º conde de Atouguia e vice-rei da Índia.
Sem geração, tendo os seus bens, instituídos em morgadio, passado para os senhores das honras e quintas de Barbosa e Ataíde, descendentes do seu irmão, o acima referido Lopo de Brito, capitão de Ceilão.[3][4]
Referências
- ↑ a b c d e Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 5. 102
- ↑ «Jorge Brito (II) | Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa». eve.fcsh.unl.pt. Consultado em 5 de outubro de 2025.
Todos os irmãos de Jorge de Brito, incluindo o mais velho, Pedro de Mendonça, filho do primeiro casamento de João de Brito com D. Maria de Mendonça, procuraram o Oriente como espaço de serviço régio, a saber: Pêro de Mendonça, capitão da armada de 1504; Lopo de Brito foi capitão do Ceilão (1519-1522), António de Brito capitão das Molucas (1522) e Cristóvão de Brito capitão da armada de 1511 e capitão-mor da de 1514. O avô destes Britos era Mem de Brito Nogueira que sucedeu no morgado de S. Estêvão de Beja (...) Em 1520, regressou para o Oriente como capitão-mor da armada, tendo como missão construir uma fortaleza em Ternate, nas Molucas. Morreu em Samatra em 1521, razão pela qual foi substituído pelo seu irmão António de Brito
- ↑ «D. Francisco de Azevedo e Ataíde: Subsídios para a sua biografia». www.academia.edu. p. 110. Consultado em 5 de outubro de 2025
- ↑ Vila-Santa, Nuno (2015). «Entre o Reino e o Império: A carreira político-militar de D. Luís de Ataíde (1516-1581)». Lisboa: Instituto de Ciências Sociais. 447 (pos. Kindle). ISBN 978-9726714194. Consultado em 5 de outubro de 2025.
falecimento de Cristóvão de Brito e consequente viuvez de D. Brites de Ataíde. A condição de esposa de Cristóvão de Brito, o qual falecera em 1563, deixando testamento, em 1560, a favor do seu sobrinho João de Brito, do irmão António de Brito e secundariamente a favor da própria D. Brites, importava a D. Luís de Ataíde para manter a ligação com os ricos Britos.
.jpg)