Criopreservação

Criopreservação ou crioconservação é um processo onde células ou tecidos biológicos são preservados através do congelamento a temperaturas negativas, geralmente entre -156 e −196 °C (o ponto de ebulição do nitrogênio líquido ou em fase de vapor).[1]
Criopreservação de células estaminais
A criopreservação de células estaminais é a técnica de isolar e manter as células estaminais a baixas temperaturas para que toda a sua composição permaneça inalterada e a sua viabilidade mantida por tempo indefinido. O processo de criopreservação requer que as amostras, que contém células estaminais, sejam sujeitas a um arrefecimento moderado e controlado para salvaguardar a viabilidade das células. Após a chegada à temperatura de 196º negativos as células estaminais poderão ser mantidas neste estado por tempo indefinido.
Processo de criopreservação de sangue
No momento em que as amostras de sangue, que contém células estaminais hematopoiéticas, chegam ao laboratório inicia-se o processo de separação das células estaminais e é também realizada a contagem celular que determina o número de leucócitos, o número de células mononucleadas e o número de células hematopoiéticas (CD34+), assim como também a análise da viabilidade dessas células. Esta fase engloba, ainda, os testes que indicarão se a amostra está ou não contaminada por bactérias, vírus ou fungos.
Após a separação celular, em que são separadas as células estaminais das várias células que constituem o nosso sangue, procede-se à fase da Criopreservação – cada amostra é devidamente identificada, procedendo-se, de seguida, à descida gradual de temperatura. De seguida a amostra é colocada num contentor de Azoto líquido ou em fase de vapor, podendo ficar criopreservada por tempo indeterminado. O controlo de descida de temperatura diminui a possibilidade de perda de viabilidade celular da amostra evitando a formação de cristais de gelo no seu interior.
Criopreservação na reprodução assistida
A criopreservação é amplamente utilizada na reprodução humana assistida, permitindo o congelamento de gametas (óvulos e espermatozoides) e embriões para uso futuro. O procedimento é essencial em tratamentos de fertilização in vitro, preservação da fertilidade em pacientes oncológicos e em casos de planejamento reprodutivo.[2]
Em temos de reprodução assistida, a criopreservação moderna é realizada preferencialmente por vitrificação, técnica que utiliza altas taxas de resfriamento e soluções crioprotetoras concentradas para evitar a formação de cristais de gelo e garantir maior viabilidade celular após o descongelamento.[3]
Ver também
- Criobiologia
- Criogenia
- Criónica
- Crioprotectores
Referências
- ↑ http://www.ufrgs.br/topicosembriao/Criopreserv.html
- ↑ «Cryopreservation of oocytes and embryos: a committee opinion». ASRM. 2021. Consultado em 6 de novembro de 2025
- ↑ «Crioarmazenamento: como é realizado o congelamento de embriões». Mater Prime. 2024. Consultado em 6 de novembro de 2025