Convergência Nacional

Convergência Nacional
Convergencia Nacional
LíderBiagio Pilieri
FundadorJuan José Caldera
Fundação5 de junho de 1993 (32 anos)
SedeYaracuy,  Venezuela
IdeologiaConservadorismo social
Democracia cristã
Economia social de mercado
Humanismo cristão
Espectro políticoCentro-direita a Direita
Dividiu-se deCOPEI
Assembleia Nacional da Venezuela
0 / 277
Parlamento do Mercosul
0 / 32
Governadores
0 / 23
Prefeitos
0 / 337
Bandeira do partido
Página oficial
http://www.convergencia.org.ve/

O Convergência Nacional (em castelhano: Convergencia Nacional) é um partido político venezuelano fundado em 5 de junho de 1993 enquanto dissidência de um dos partidos majoritários do país à época, o Comitê de Organização Política Eleitoral Independente (COPEI). Expoente na defesa da democracia cristã, situa-se entre a centro-direita e a direita do espectro político.

Histórico

Eleição presidencial de 1993

Fundado por ex-militantes do COPEI que apoiavam a candidatura de Rafael Caldera para a presidência da Venezuela na eleição presidencial de 1993, o partido integrou a coalizão eleitoral Chiripero, formada também pelo Partido Comunista da Venezuela (PCV) e mais 10 partidos regionais politicamente inclinados à esquerda. Nesta eleição, a coalizão saiu vencedora ao conseguir eleger Rafael Caldera para a presidência com 1.710.772 votos, o que corresponde a 30,46% dos votos válidos.[1]

Relações com o chavismo

Inicialmente, o partido demonstrou apoio à tentativa de golpe de Estado em 1992 liderada pelo então tenente-coronel Hugo Chávez contra o então presidente Carlos Andrés Perez, do Ação Democrática, eleito na eleição presidencial de 1988 e deposto por impeachment após acusação de peculato. Inclusive, uma dos atos mais lembrados durante o governo de Rafael Caldera entre 1994 e 1999 foi justamente a concessão de indulto presidencial à Chávez, que após sair da prisão, reformou-se do Exército venezuelano para ingressar na carreira política, elegendo-se presidente na eleição presidencial de 1998.[2]

Entretanto, por discordar do projeto de elaboração de uma nova Constituição, o partido rompe com Chávez logo no início de seu governo em 1999 e passa a integrar a oposição. A partir daí, enfrenta uma forte decadência política que levou à diminuição progressiva de sua bancada parlamentar até retirar-se da Assembleia Nacional após aderir ao boicote promovido pelos partidos de oposição à eleição legislativa de 2005, que conferiu ao chavismo a primeira maioria qualificada desde sua chegada ao poder.[3]

Atuação política

De 1995 a 2004, o filiado Eduardo Lapi elegeu-se governador do estado de Yaracuy por 2 mandatos consecutivos.

Em 2008 integra-se à coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), lançando candidaturas em conjunto com os demais partidos-membros, voltando a eleger 1 deputado para a Assembleia Nacional na eleição legislativa de 2010, repetindo o feito na eleição de 2015.[4]

Em 2021, o partido foi autorizado pelo Conselho Nacional Eleitoral a participar das eleições regionais deste mesmo ano, bem como das próximas eleições nacionais para presidente em 2024 e para o parlamento em 2026.

Referências

  1. «Rafael Caldera, de ilustrísimo a chiripa». elestimulo.com (em espanhol). Consultado em 2 de março de 2022 
  2. «VenezuelaTuya». Venezuela Tuya. Consultado em 2 de março de 2022 
  3. Relea, Francesc (29 de novembro de 2005). «La oposición se retira de los comicios legislativos en Venezuela». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 2 de março de 2022 
  4. Aporrea.org (24 de fevereiro de 2011). «Diputado de oposición Biagio Pilieri es juramentado por el parlamento». Aporrea (em espanhol). Consultado em 2 de março de 2022