Convém Martelar

Convém Martelar
 Brasil
1920 •  p&b •  20 min 
Género comédia
Direção Manoel F. de Araújo
Elenco António Silva
Josefina Silva
Albino Vidal
Adhemar Gonzaga
Carlos Barbosa
Manoel F. de Araújo
Idioma mudo (intertítulos em português)

Convém Martelar é um curta-metragem mudo brasileiro do gênero comédia, dirigido por Manoel F. de Araújo e António Silva, sendo o último também produtor. A Amazônia Filmes foi a companhia produtora, sendo o fotógrafo João Stamato o operador da câmera. Era um filme de propaganda para o Elixir de Inhame Goulart. No elenco estavam artistas como Josefina Silva, Albino Vidal, Carlos Barbosa e Adhemar Gonzaga, este último alguns anos mais tarde fundaria o estúdio Cinédia.[1]

Sinopse

O assunto foi o casamento de uma melindrosa, cujas aspirações iam ser sacrificadas porque os pais, levados pelo dinheiro, queriam casá-la com um pândego. O verdadeiro eleito por se tratar de um sifilítico da marca, quase às portas da tuberculose, resolveu tomar o Elixir de Inhame, ficou bom e forte. No dia do casamento apresenta-se o rapaz radicalmente curado, depois de várias peripécias casando-se com sua bem amada enquanto o pândego era corrido a pontapés.[1]

Elenco

Lançamento

Convém Martelar foi lançado em 28 de janeiro de 1920 no Cine Central. Segundo o jornal A Noite, o longa teve grande sucesso quando exibido no Central, onde teve 32 sessões de exibições seguidas.[2] Para comemorar o sucesso obtido, Goulart Machado, fundador do Elixir de Inhame Goulart, reuniu a equipe do filme e fez um almoço íntimo em sua residência.[3]

Resposta crítica

As resenhas da crítica especializada foram mistas.

O jornal D. Quixote do Rio de Janeiro faz uma crítica positiva ao filme. A fotografia é elogiada, dito que "... o título não foi imaginado se não para servir de contraste com as encantadoras cenas mudas ...". O filme é dito como uma prova de que a nacionalização do cinema é ideal e uma preocupação que deveria prender e orientar o gosto artístico do público. Ao final, o jornal afirma que o longa tem obtido um justo sucesso e que deveria merecer quentes aplausos onde for exibido.[4]

Em contrapartida, o jornal O Estado de Florianópolis de Santa Catarina diz que o filme provocou uma manifestação negativa, por se tratar de uma propaganda.[5]

Preservação

Assim como praticamente quase todos os filmes brasileiros da era muda, não sobraram cópias de Convém Martelar. No final dos anos 50, houve uma afirmação de que a firma ainda possuía os negativos originais da obra, porém não se sabe se eles ainda existem nos dias atuais.[1]

Referências

  1. a b c «CONVÉM MARTELAR». Cinemateca Brasileira 
  2. «A Noite» , 4 de agosto de 1920
  3. «Fon Fon: Semanario Alegre, Politico, Critico Espusiante» , 28 de fevereiro de 1920
  4. «D. Quixote» , 18 de fevereiro de 1920
  5. «O Estado de Florianópolis» , 30 de maio de 1921

Ligações externas