Josefina Silva
Josefina Silva
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| Nome completo | Josefina Barco Silva |
| Nascimento | 10 de janeiro de 1898 Encarnação, Lisboa, Portugal |
| Morte | 18 de fevereiro de 1993 (95 anos) São Domingos de Benfica, Lisboa, Portugal |
| Ocupação | atriz |
| Atividade | 1918-1985 |
| Cônjuge | António Silva (1920-1971) |
| Outros prêmios | |
| Medalha de Mérito Cultural (1986) | |
Josefina Barco Silva (Encarnação, Lisboa, 10 de janeiro de 1898[1] — São Domingos de Benfica, Lisboa, 18 de fevereiro de 1993[2]) foi uma atriz portuguesa.
Biografia
Filha de um cantor lírico e sapateiro, Emílio Enrico Barco, natural de Vicenza (freguesia de São Marcos), em Itália, e de sua mulher, Guilhermina Lopes, doméstica, natural de Celorico da Beira (freguesia de Mesquitela), iniciou-se ainda muito nova na arte de representar. Foi seu padrinho de batismo o tenor italiano Carlo Cartica. A sua primeira peça foi Casa de Bonecas do dramaturgo norueguês, Henrik Ibsen.[3][1]
A sua estreia oficial, deu-se aos 15 anos de idade, como corista no Teatro São Luiz (na época designado por Teatro República),[4] na revista “De Capote e Lenço”[1] do escritor teatral e cinematográfico português João Bastos.[4]
Em 1914, antes de partir para o Brasil, trabalhou no Teatro Apolo como corista bailarina.[1]
Conheceu António Silva no Brasil, onde casaram a 23 de agosto de 1920.[3][1] Os dois artistas regressaram a Portugal com a Companhia de Teatro Santanella-Amarante.[1]
Fez parte de Os Comediantes de Lisboa[5] e mais tarde, do elenco da Companhia do Teatro Nacional, onde, em fevereiro de 1983, desempenhou um curto mas brilhante papel como Maria Josefa, a louca mãe de Bernarda Alba, na peça A Casa de Bernarda Alba.[1]
Faz teatro radiofónico na RCP ao lado do seu marido, e de nomes como Rogério Paulo, Paulo Renato, Isabel Wolmar, Carmen Dolores, Laura Alves e Álvaro Benamor[6].
Morreu a 18 de fevereiro de 1993, na freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa.[3]
Prémios
- Medalha de Mérito Cultural[7]
- Prémio Lucília Simões do SNI (1964) pela representação em Divinas Palavras de Ramón María del Valle-Inclán[8]
- Prémio de Prestígio da Casa da Imprensa Nacional (1985)[1]
- Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (26 de Abril de 1985)[9]
Filmografia
Entre a sua filmografia encontram-se: [10][11]
- 1930 - Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros
- 1982 - A Vida É Bela?!
Teatro (algumas peças)
- 1949 - Dois Maridos em Apuros - Cinema Odéon[12]
- 1967 - Feliz Aniversário - Teatro Avenida
- 1976 - O Círculo de Giz Caucasiano - Teatro Aberto
Referências
- ↑ a b c d e f g h O Grande Livro dos Portugueses ISBN 972-42-0143-0
- ↑ Cinema Português (Instituto Camões)
- ↑ a b c «Livro de registo de baptismos da Paróquia da Encarnação - Lisboa (1898)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 19 verso e 20, assento 41
- ↑ a b Vida de João Bastos
- ↑ Cinema Português (Instituto Camões)
- ↑ DIAS, Patrícia Costa (2011). A Vida com um Sorriso - Histórias, experiências, gargalhadas, reflexões de Isabel Wolmar. Lisboa: Ésquilo. p. 39. ISBN 978-989-8092-97-7. OCLC 758100535
- ↑ «Portal da Cultura (Ministério da cultura - 2008)» (PDF). Consultado em 26 de novembro de 2009. Arquivado do original (PDF) em 19 de janeiro de 2010
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadasC - ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Josefina Barco Silva". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de agosto de 2019
- ↑ «Pessoas do Cinema Português: Josefina Silva». Memoriale - Cinema Português. Consultado em 25 de maio de 2025
- ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Cinema Português: Josefina Silva». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 25 de maio de 2025
- ↑ http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=05786.050.12234#!4