Controvérsias envolvendo Marcelo Crivella

Foto oficial de Crivella como senador pelo Rio de Janeiro.

Está é uma lista de controvérsias envolvendo Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro, ex-senador pelo estado homônimo e que exerce a função de deputado federal pela mesma universidade federativa.[1]

Ligação com a IURD

A ligação entre Marcelo Crivella e a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é alvo frequente de críticas.[2][3][4] Apesar de não ter sido comprovado, a IURD é acusada de fazer propaganda eleitoral pelo senador, o que é um crime eleitoral.[5] Em sua estratégia, Crivella busca a independência política em relação à igreja, para atingir eleitores não fiéis.[6] Durante um culto, Crivella diz:

Os Evangélicos ainda vão eleger um presidente da república que vai trabalhar por nossas igrejas para cumprirmos a missão de levar o evangelho a todas as nações da Terra.
 
Marcelo Crivella, [7].

Crivella foi investigado pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado, sob suspeita de ter enviado dinheiro ilegalmente a paraísos fiscais por meio das empresas Unimetro e Cremo, ligadas à Igreja Universal e Rede Record.[8] Foi investigado também em processo contra as empresas Investholding e Cableinvest, por supostos crimes contra o sistema financeiro - o caso foi arquivado por falta de provas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2006.[9]

Crivella já foi acusado de utilizar cargos públicos para beneficiar a IURD. O projeto "Cimento social", criado por Crivella quando era Senador e que tinha como objetivo a reforma de casas em áreas de baixa renda, beneficiava famílias inscritas numa lista feita pela Igreja Universal. Após protestos, a lista foi refeita. Em 2018, quando era Prefeito do Rio de Janeiro, Crivella prometeu a pastores e líderes evangélicos facilitações de acesso a auxílios na rede municipal de saúde, como cirurgias de catarata e varizes. Segundo o Prefeito, em reunião a portas fechadas, "se os irmãos tiverem alguém na igreja com problema de catarata, se os irmãos conhecerem alguém, por favor falem com a Márcia. É só conversar com a Márcia que ela vai anotar, vai encaminhar, e daqui uma semana ou duas eles estão operando". O mesmo procedimento deveria ser feito no tratamento de varizes, apontando Crivella que os presentes na reunião deveriam falar com "a Márcia".[10] O episódio ficou conhecido como "Fala com a Márcia",[11][12][13][14] e Crivella foi acusado de utilizar a máquina pública para beneficiar lideranças evangélicas.[15]

A Prefeitura do Rio, em nota, informou que a reunião teve como objetivo prestar contas e divulgar serviços importantes para a sociedade, entre eles o mutirão de cirurgias de catarata e o programa sem varizes.[10] Três pedidos de impeachment de Crivella foram protocolados na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e uma CPI foi criada.[16] A abertura de impeachment foi rejeitada pela Câmara Municipal, por 29 votos a 16.[17] Já a CPI conclui não haver provas contra o prefeito Marcelo Crivella. Segundo o relatório final da Comissão, não foi encontrada "violação aos princípios da administração pública nem aos princípios de lealdade, legalidade e imparcialidade às instituições públicas".[18]

O Ministério Público Eleitoral, por meio de sua Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE-RJ), pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro a cassação do mandato de Crivella, por uso indevido da máquina pública e abuso de poder político. Na ação é ainda requerida a declaração de inelegibilidade de Crivella por oito anos.[19] Segundo a PRE, o encontro de Crivella com as lideranças evangélicas teve o "claro intuito de beneficiar eleitoralmente o grupo político do prefeito, o que prejudicou a igualdade de concorrência entre os candidatos das eleições deste ano".[19] Em nota divulgada à imprensa, a Prefeitura do Rio afirmou que Crivella "recebeu com tranquilidade" o pedido da PRE, afirmando que a acusação tem "cunho político", e que o encontro "estava previsto na agenda do Prefeito e as audiências como a ocorrida fazem parte da rotina política do Chefe do Poder Executivos".[19] Em agosto de 2020 o processo se encontrava na fase de alegações finais.[20]

Em 2020, a IURD foi acusada de interferir na eleição de conselheiros da Comissão de Ética dos Conselhos Tutelares do Município do Rio. Segundo denúncia apresentada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a votação teria sido fraudada para ampliar o domínio da Igreja Universal no órgão. A eleição se deu em janeiro de 2020, e resultou na escolha de cinco conselheiros, todos evangélicos.[21] Logo após a eleição, a Prefeitura do Rio criou a função de "Coordenadoria de Apoio aos Conselhos Tutelares", e nomeou para ocupar o cargo ex-conselheiro e membro da IURD, que foi posteriormente afastado da função por suspeita de corrupção. Conselheiros ouvidos pelo G1 acusaram a Prefeitura de transformar os Conselhos Tutelares em "currais eleitorais".[21] Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que a eleição dos conselhos é organizada pelos próprios conselheiros, sem sua interferência.[21]

Declarações sobre homossexuais, religiões africanas e católicos

Senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) durante discurso no plenário do Congresso Nacional durante sessão solene

Em seu livro Evangelizando a África, onde relata os dez anos em que viveu no continente, Crivella faz críticas a praticamente todas as religiões, apresentadas como "diabólicas" e classifica a homossexualidade como "conduta maligna", "terrível mal" e "condição lamentável". Na publicação, afirma que a Igreja Católica e outras religiões que se denominam cristãs "pregam doutrinas demoníacas." Segundo ele, a Igreja Católica "tem pregado para seus inocentes seguidores a adoração aos ídolos e a veneração a Maria como sendo uma deusa protetora". Crivella dispara também contra o espiritismo, o hinduísmo, o qual ele afirma que "a ênfase é sempre no derramamento de sangue seguido da ingestão do sangue quente de uma criança inocente", e religiões africanas, que, segundo o livro, abrigam "espíritos imundos" e "permitem toda sorte de comportamento imoral, até mesmo com crianças de colo". O livro foi publicado em inglês em 1999 sob o título de Mutis, Sangomas and Nyangas: Tradition or Witchcraft? (Mutis, sangomas e nyangas: Tradição ou feitiçaria?). A edição brasileira foi lançada pela Editora Gráfica Universal, que pertence à Igreja Universal, em 2002.[22] A obra Evangelizando a África responsabiliza práticas religiosas pelas dificuldades do continente ao dizer que "na miséria e na pobreza, vemos o ódio do diabo e seus demônios que trabalham descaradamente através de tantas seitas e religiões". Ao tratar das religiões orientais, Crivella afirma: "No mundo amarelo, os espíritos imundos vêm disfarçados de forças e energias da natureza". Situação parecida, afirma, com a verificada no "mundo vermelho", onde vivem os indianos, "escravos de uma falsa religião".[22]

Em nota enviada ao jornal O Globo sobre o livro, Crivella disse amar "os católicos, espíritas, evangélicos e a todos" e pediu perdão caso os tenha ofendido "alguma vez". Crivella afirmou que o pedido também vale “em relação à homossexualidade”. No texto, o senador diz que o livro foi escrito "há décadas" quando ele vivia na África, "num ambiente de guerras, superstição e feitiçaria".

Durante a campanha para eleições municipais de 2016, Crivella tentou desfazer a imagem de intolerância em relação a homossexuais e a religiões de matriz africana. Além de ter se reunido com representantes de religiões e de movimentos LGBT, assinou a "Carta-compromisso com os direitos humanos contra a violência, o racismo e a intolerância religiosa", redigida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. O candidato se deixou fotografar com umbandistas e declarou apoiar a união civil de homossexuais. Ressalvou, porém, que, no casamento religioso, a "família deve ser mantida como ela é". Ele também classificou as referências ao catolicismo de "equivocadas e extremistas feitas por um jovem missionário, cujo zelo imaturo da fé, levou a cometer esse lamentável erro."[23] O senador também disse que era "um rapazinho intolerante", quando escreveu o livro, e que não voltou a cometer os mesmos erros. "A gente aprende com o tempo", disse Crivella.[24]

Em uma postagem no YouTube localizada pelo jornal O Estado de S. Paulo de junho de 2014 que registra Crivella durante o Cenáculo da Fé, no templo no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, em outubro de 2012, o bispo licenciado diz: "Vocês já repararam como os homossexuais são devotados as suas mães? Já repararam como os homens que se relacionam com outros homens têm verdadeira idolatria pela imagem da sua mãezinha querida? 'Mamãe, mamãe, mamãe, minha mãezinha, minha mãezinha'. Você vê como uma criança pode sofrer no útero da mãe. [...] De tal maneira é a vida, que muitas vezes a gente acusa pessoas, às vezes acusam e tratam tão mal um homossexual sem saber os dramas que ele vive, as angústias que ele sofre, os seus problemas. Às vezes se diz: 'fulano é um pau que nasce torto, e não tem jeito'. Às vezes, a mãe tentou um aborto". A mesma lógica se aplica, segundo Crivella, a "muita gente da favela, meninos envolvidos no tráfico, nas drogas”, que nasceriam "já desesperados". "Imagina você estar no útero da sua mãe e a sua mãe, por uma série de problemas, tentar te matar, não conseguir. Como depois você vai encarar o mundo? É difícil".[24] No vídeo, Crivella também ironiza indiretamente católicos pela forma como rezam o terço, ao falar da beleza da oração Pai Nosso. "O sujeito vai e se confessa. 'Qual o seu pecado?'. 'Eu roubei a galinha do meu vizinho' (...). 'Reza dez Pais Nossos' (gesticula como se fosse o terço) 'Pai Nosso, Pai Nosso, Pai Nosso...' Aí vai uma outra desajuizada e fala: 'eu roubei o marido da minha vizinha'. 'Então, vai rezar 500 pai nossos, sua pecadora.' 'Pai Nosso, Pai Nosso, Pai Nosso. Ai, meu Deus, Perdi a conta. Vou começar tudo de novo.', encerrou Crivella, provocando mais risos na plateia.[24] Como resposta ao vídeo, Crivella afirmou em nota que a frase sobre homossexuais foi pinçada em um "momento eleitoral" e "mais uma vez tenta carimbar no candidato uma visão de intolerância que não corresponde à sua vida pública". Disse também que as declarações "tampouco representam o sentido da longa explanação de onde as palavras foram retiradas com objetivo político".[24]

No segundo turno da eleição municipal de 2020, fez ataques a seu adversário, Eduardo Paes, dizendo que se este fosse eleito, iria distribuir o chamado "kit-gay". As acusações de Crivella levaram o Ministério Público eleitoral a denunciá-lo por difamação eleitoral e propaganda falsa.[25] A justiça determinou que Crivella publicasse em sua conta oficial do Facebook um direito de resposta do PSOL após declarações falsas sobre o partido. Ao lado do Deputado Otoni de Paula, Crivella havia afirmado que Paes teria acertado a Secretaria da Educação com o partido para difundir a pedofilia nas escolas.[26] Durante o debate realizado pela Rede Globo em 27 de novembro de 2020, afirmou que Eduardo Paes transformou a cidade na "a capital mundial do turismo gay" e que desfilava no Carnaval com o "chapeuzinho de Zé Pelintra", em referência a entidade da Umbanda cuja vestimenta inclui o chamado chapéu-panamá.[27][28] A declaração foi considerada como preconceituosa por muitos seguidores de religiões de matriz africana.[29][30][31]

Relações com o Grupo Globo

Desde seu início de mandato como Prefeito, Marcelo Crivella teve relação conturbada com o Grupo Globo, sobretudo com o jornal O Globo e a emissora Rede Globo,[32] a quem acusa de atuar como um "partido de oposição" a seu governo.[33] A relação entre o Grupo Globo e Crivella já foi comparada pela imprensa a uma "guerra".[34][35] Os ataques de Crivella teriam um fundo eleitoral: a disputa com a emissora supostamente atrairia o eleitorado do Presidente da República, Jair Bolsonaro.[36]

Em junho de 2019, a Prefeitura do Rio começou a veicular peça publicitária na qual questiona lógica dos gastos de carnaval, afirmando que a Globo comercializaria "cotas milionárias" vendendo patrocínio ao evento.[37] A Globo foi incluída no plano de mídia da campanha com outras emissoras, mas se recusou a exibir a publicidade.[37] Segundo a emissora, o comercial traria "incorreta imputação à Globo", razão pela qual foi recusado. Afirmou ainda a Rede Globo que "não vende patrocínio do carnaval", mas sim "cotas de suas transmissões, cujos direitos compra por valores significativos". Para a Globo, "o filme em questão faz parecer que a Globo se beneficia dos valores repassados pela prefeitura às escolas de samba, o que não é verdade".[37]

Um mês depois, em julho de 2019, após o jornal O Globo publicar reportagens sobre uma série de obras emergenciais da Prefeitura do Rio que teriam sido realizadas sem cobertura contratual, ensejando a abertura de investigações no Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, Crivella instaurou sindicância para analisar as contratações sem licitação da Fundação Roberto Marinho feitas por seu antecessor, Eduardo Paes.[38] Em nota, a Fundação afirmou que todos os contratos com o município “estão em perfeita conformidade com a legislação aplicável”, criticando a atuação de Crivella no caso.[38] Já o Grupo Globo emitiu nota repudiando as acusações, afirmando que Crivella "mente e manipula fatos para esconder as graves denúncias que atingem a sua gestão”.[39]

No final de 2019, após o jornal O Globo divulgar que o Ministério Público do Rio de Janeiro estaria investigando um suposto "balcão de negócios" na Prefeitura do Rio,[40] Crivella proibiu que reportagem do jornal participasse de uma coletiva de imprensa.[41] Um dia antes, ao ser questionado pelo jornal acerca da investigação do MP-RJ, Crivella postou em sua rede social e na da Prefeitura que não mais responderia ao jornal, a quem acusou de fazer "panfleto político".[42] O jornal O Globo publicou nota na qual lamentou a decisão de Crivella, afirmando que ao não mais responder ao periódico, "o prefeito deixa de prestar esclarecimentos não ao jornal, mas à população do Rio de Janeiro, que o elegeu".[42] Segundo pesquisa do Datafolha, o boicote de Crivella ao Globo foi rejeitado por três em cada quatro (76%) cariocas.[43] Ainda no final de 2019, Crivella postou vídeo no qual chamou os jornalistas da Globo de "canalhas", acusando-os de agirem "porque querem dinheiro".[44]

Reunião com funcionários da Comlurb e pedido de votos

Em setembro de 2018, em reunião com funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Crivella pediu votos para vários políticos de seu partido. Um dos políticos para o qual Crivella pediu votos foi Marcelo Hodge (PRB), seu filho, que foi apresentado no evento como pré-candidato a deputado estadual.[45] Em vídeo da reunião, Crivella pede "humildemente" votos a seu filho, afirmando que "não é o prefeito que tá pedindo, nem é o pai do Marcelinho. É um carioca".[46] A reunião se deu na quadra da escola de samba Estácio de Sá, e o grupo de funcionários foi para o local em carros oficiais da Comlurb.[47] A Prefeitura do Rio afirmou que não houve qualquer ilegalidade na reunião, e que Marcelo Crivella participou do evento como convidado e fora do horário de expediente.[46] Já o presidente da Comlurb disse que o evento foi aberto ao público, repudiando ainda "qualquer tipo de ação política".[46]

O ocorrido motivou uma denúncia do Ministério Público Eleitoral, imputando ao Prefeito a acusação de abuso de poder econômico.[45] Na denúncia, o MPE pediu que o mandato de Crivella fosse cassado, e que Crivella fosse declarado inelegíve, bem como condenado ao pagamento de multa.[48] No dia 24 de setembro de 2020, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) concluiu o julgamento da denúncia, e por unanimidade (7-0) declarou Marcelo Crivella inelegível por seis anos,[47] condenando-o ainda ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil.[48] O pedido de cassação foi rejeitado.[48] Com a decisão, Crivella não poderá disputar as eleições de 2020, no qual é candidato à reeleição, a menos que a condenação seja revertida ou suspensa em instância superior. Poderá, no entanto, continuar com sua campanha enquanto não esgotar todos os recursos cabíveis junto ao Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal.[48] Em 13 de outubro, o Ministro Mauro Campbell Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu liminar para suspender os efeitos da decisão do TRE-RJ enquanto o caso não for julgado pelo Plenário do Tribunal. Com a decisão, Crivella voltou a ficar elegível.[49]

Ataque contra jornalista

Em abril de 2019 Marcelo Crivella se recusou a responder uma jornalista e a empurrou. Ele foi questionado sobre o fim das interdições que ocorria no Rio de Janeiro após um temporal. Marcelo Crivella acusou a repórter que trabalha na TV Globo de "fazer campanha contra o Rio de Janeiro".[50]

Após insistência da repórter atrás da informação, Crivella virou-se de costas para a repórter e a empurrou para afastar o microfone: "Não, não quero falar com vocês". Crivella acusou a TV Globo de fazer "chantagem" e "campanha política" por mostrar os problemas da cidade do Rio de Janeiro: "o que a Globo quer é dinheiro em sua propaganda. O que ela quer é que a gente faça uma festa no Carnaval e ela possa vender R$ 240 milhões com a prefeitura pagando todo o Carnaval".[50]

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota:

"[Crivella estava em] ato não condizente com os princípios constitucionais da transparência na administração pública e da garantia do acesso a informações públicas (…) A Abraji considera a atitude do prefeito diante dos questionamentos de Larissa Schmidt incompatível com seu cargo. Agentes públicos têm o dever de fornecer informações sobre suas atividades e de respeitar o trabalho dos jornalistas de levar tais informações ao público. Discriminar meios de comunicação é antidemocrático e fere a liberdade de imprensa.[50]

Recolhimento de livros da Bienal do Rio de Janeiro

No dia 5 de setembro de 2019, Crivella pediu para recolher exemplares do romance gráfico dos Jovens Vingadores, intitulado "A cruzada das crianças" da Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel da Editora Salvat, que tem a imagem de um beijo entre dois personagens masculinos, da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A prefeitura carioca alegava que a obra desrespeitava artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apesar dos livros estarem lacrados e o conteúdo não ter nenhuma imagem erótica, seja na capa ou nas folhas internas.[51]

Em resposta, a Bienal disse que não iria retirar livros e que dava "voz a todos os públicos". No dia seguinte, todos os exemplares se esgotaram em pouco mais de meia hora, mas fiscais da prefeitura foram à Bienal para identificar e lacrar livros considerados "impróprios". A organização da Bienal então recorreu à Justiça para garantir "pleno funcionamento do evento" e um desembargador concedeu liminar impedindo que os livros fossem recolhidos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também disse que prefeitura não tem poder para recolher obras literárias e a fiscalização não encontrou conteúdo em 'desacordo com a legislação'.[51]

No sábado, no entanto, uma nova decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) mandou recolher livros com temática LGBT para o público jovem e infantil que não estejam lacrados. Como resposta, público da Bienal fez um 'beijaço' contra a ordem de Crivella para apreender livros. Fiscais da prefeitura foram ao evento pelo segundo dia e novamente não encontram nada de irregular. A Bienal do Livro do Rio informou que iria recorrer da decisão do TJ-RJ no Supremo Tribunal Federal (STF), "a fim de garantir o pleno funcionamento do evento e o direito dos expositores de comercializar obras literárias sobre as mais diversas temáticas – como prevê a legislação brasileira.".[51] No dia seguinte, atendendo ao parecer da procuradora-geral, Raquel Dodge, e também da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o ministro Dias Toffoli, do STF, suspendeu a decisão do TJ-RJ que autorizava o recolhimento das obras, afirmando no despacho "que o regime democrático pressupõe um ambiente de livre trânsito de ideias, no qual todos tenham direito a voz".[52]

Em 18 de setembro de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Marcelo Crivella a pagar 100 mil por mandar recolher os livros com beijo gay na Bienal do Livro.[53]

Guardiões do Crivella

Em 31 de agosto de 2020, o programa RJ2 da Rede Globo denunciou que grupos de servidores públicos municipais estariam fazendo "rondas" em unidades de saúde para intimidar repórteres e pacientes. Atuando em duplas, os servidores tentariam atrapalhar as reportagens com denúncias sobre a situação da saúde pública e intimidar cidadãos para que não falem mal da prefeitura.[54] Segundo o RJ2, o esquema era coordenado por três grupos de WhatsApp, um deles nomeado "Guardiões do Crivella". Entre os participantes de um dos grupos estaria um número de celular que seria do prefeito Marcelo Crivella.[54] Também fariam parte do grupo secretários municipais, colaboradores diretos do prefeito Marcello Crivella e o Procurador-geral do município do Rio, Marcelo Silva Moreira Marques.[55] Segundo a matéria, um dos servidores teria confirmado que o Crivella acompanha os grupos, incentivando sua atuação; um dos supostos envolvidos seria assessor especial do Prefeito. Ainda segundo a denúncia, a prática ocorria desde 2019, tendo sido intensificada durante a pandemia de COVID-19.[54]

Em nota, a Prefeitura do Rio não negou a criação de tais grupos; argumentou, contudo, que eles serviriam para reforçar o atendimento unidades de saúde municipais no sentido de "melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública". A nota ainda acusou "parte da imprensa" de veicular informações errôneas sobre as unidades de saúde, e que "uma falsa informação pode levar pessoas necessitadas a não buscarem o tratamento onde ele é oferecido, causando riscos à saúde". Marcelo Crivella inicialmente não se pronunciou sobre a denúncia; no dia seguinte, postou texto bíblico em seu perfil oficial em rede social.[56] Posteriormente, sua assessoria oficial acusou a Globo de “fazer manipulação da notícia na porta dos hospitais”, razão pela qual os servidores da Prefeitura estariam na entrada das unidades de saúde. Segundo a nota, os funcionários teriam a função de "esclarecer a população e rebater mentiras que são repetidas no noticiário da emissora”. O comunicado ainda acusa a emissora de fazer chantagem "para que receba dinheiro de publicidade".[57] No mesmo dia, o Prefeito postou em rede social vídeo acusando a Rede Globo de atuar "como verdadeiro partido político de oposição", disseminando notícias falsas sobre a situação das unidades de saúde. Sobre os servidores públicos, Crivella tachou a denúncia de "acusações infundadas, caluniosas e montadas", e que os funcionários atuavam como "cidadãos que comparecem para esclarecer e orientar os usuários".[58]

A denúncia do RJ2 provocou fortes reações. O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou inquérito para investigar o caso, pedindo esclarecimentos ao Prefeito.[59] O Ministério Público Federal pediu ao MP-RJ que apurasse possível crime eleitoral.[60] A vereadora Teresa Bergher (PSDB) afirmou que iria propor a instalação de uma CPI.[61] Já a bancada do PSOL protocolou pedido de impeachment de Crivella na Câmara Municipal,[62] que foi rejeitado por 25 votos a 23.[63] Entidades jornalísticas criticaram o episódio. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) emitiu nota afirmando que os episódios ocorridos na porta de hospitais mostram que "não estamos diante de fatos isolados, mas de uma política do prefeito pra constranger repórteres e cidadãos". Para a ABI, trata-se de um "atentado contra a democracia por parte do prefeito Marcelo Crivella".[64] A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo classificou o ocorrido como "retrocesso autoritário", e uma "estratégia para minar a democracia e a liberdade de imprensa".[64] O Repórteres sem Fronteiras considerou a denúncia "gravíssima" e disse que a "prática é incompatível com um regime democrático".[64] Também se pronunciaram repudiando os atos a Federação Nacional dos Jornalistas, a Associação Nacional de Jornais e a Human Rights Watch.[64]

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciou operação policial - batizada de operação "Freedom" ("liberdade", em inglês) - contra a atuação dos servidores, investigando a prática dos crimes de associação criminosa, atentado contra a segurança ou o funcionamento de serviços de utilidade pública e peculato.[65] A juíza Soraya Pina Bastos, do plantão judiciário, expediu nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados a funcionários do esquema.[66] Os pedidos de busca e apreensão foram requeridos pela Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE).[67] Segundo o delegado do caso, a rapidez da decisão judicial se deu em razão de temor de que os funcionários municipais destruíssem provas dos supostos crimes.[68] Dois servidores foram levados para a delegacia para prestar esclarecimentos.[65]

Em outubro de 2021, foi divulgado que alguns dos funcionários exonerados dos Guardiões do Crivella passaram a fazer parte do governo de Cláudio Castro (PL).[69]

Acusações de corrupção e prisão

Em 2018, a Operação Lava Jato iniciou a investigação "Operação Câmbio, Desligo", que visava desarticular esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior.[70] No curso das investigações, foi preso o doleiro Sérgio Mizrahy, que firmou delação premiada com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).[40] Em sua delação, que foi homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Mizrahy afirmou que haveria um "balcão de negócios" dentro da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, comandada pelo empresário Rafael Alves, irmão do presidente da Riotur, Marcelo Alves.[40] Segundo Mizrahy, Rafael Alves agiria em conluio com seu irmão para que empresas fossem contratadas pela Prefeitura em troca de propina.[71] Para dificultar a identificação dos beneficiários do esquema, as empresas eram registradas em nome de "laranjas".[71] Mizrahy não soube dizer se Crivella estaria ou não envolvido no suposto esquema.[71][72] Marcelo Alves foi nomeado presidente da Riotur por Crivella, logo nos primeiros dias de seu governo;[73] já seu irmão tinha sido doador das campanhas eleitorais de Crivella em 2014 e 2016.[74][75] Ambos negam as acusações, e afirmam que as acusações são baseadas apenas no depoimento do delator.[75]

Com base na delação de Mizrahy, o MP-RJ iniciou a operação "Hades", que teve alvo investigar supostas irregularidades na Riotur.[76] Em 10 de março de 2020, o TJ-RJ expediu 17 mandados de busca e apreensão, que tiveram como alvos, dentre outros, a sede da Riotur e endereços ligados aos irmãos Alves.[76] Durante as apreensões, Crivella ligou para Rafael Alves, para perguntar se a Riotur era alvo de apreensões;[77] o celular foi atendido por um dos delegados da operação, que se identificou e explicou o que ocorria. Crivella então desligou o celular; a cena toda foi filmada pela Polícia Civil.[78][79] Com a análise do conteúdo do aparelho, a investigação apontou grande proximidade entre Rafael e Crivella, que utilizaria uma sala da Riotur - apesar de não ter cargo no órgão - para receber empresários.[78] Quinze dias depois da operação, Marcelo Alves foi exonerado do cargo de Presidente da Riotur.[77]

Em setembro do mesmo ano, foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e funcionais de diversos agentes públicos, além de endereços ligados aos empresários. Dentre os locais devassados pelo órgão ministerial, se encontravam o Palácio da Cidade, local de trabalho do Prefeito do Rio de Janeiro, a sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova,[80] e a residência de Crivella.[71] Crivella teve seu celular apreendido, mas se recusou a fornecer sua senha, alegando sua utilização em outros dispositivos.[81] Segundo o Ministério Público, Crivella não entregou seu celular, mas sim o aparelho de outra pessoa, com um chip antigo; para o MP-RJ, tal conduta teve "inequívoco intuito de obstruir e (...) dificultar ao bom andamento da investigação".[82] Também foi alvo dos mandados Mauro Macedo, primo do bispo Edir Macedo e ex-tesoureiro de Crivella, que teve seu celular apreendido.[71] Marcelo Crivella publicou vídeo em suas redes sociais afirmando que a operação era "estranha", considerando a proximidade do período eleitoral e o fato de ser candidato à reeleição; segundo ele, a Prefeitura não teria feito nenhum pagamento a uma das empresas investigadas. Afirmou ainda que colocaria à disposição seus sigilos bancário, telefônico e fiscal.[83]

Em 22 de dezembro de 2020, Crivella foi preso preventivamente, acusado de ser o "vértice" e líder de uma organização criminosa que tinha como objetivo “aliciar empresários para participação nos mais variados esquemas de corrupção", segundo denúncia do Ministério Público.[84] A organização criminosa teria arrecadado pelo menos R$ 50 milhões.[85] A prisão de Crivella foi determinada pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, que determinou ainda seu afastamento do cargo de Prefeito,[77] argumentando que a manutenção de Crivella em seu cargo "implicaria em riscos à ordem pública".[86] Como o vice de Crivella, Fernando Mac Dowell, falecera em 2018, assumiu interinamente o cargo o Presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (DEM).[77] Ao ser preso, Marcelo Crivella afirmou que era alvo de uma "perseguição política", e que seu governo foi o que "mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro".[87] No final do mesmo dia, Crivella foi posto em prisão domiciliar pelo Presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, que manteve seu afastamento do cargo de Prefeito.[88]

Referências

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  2. «Rio». Veja. Abril. 25 de setembro de 2002 
  3. «BARBOSA, Leocimar Rodrigues. Procurando o Paraíso – Uma análise dos movimentos fundamentalistas das religiões monoteístas. Goiânia: Universidade Católica de Goiás, 2005.». Tede.biblioteca.ucg.br. Arquivado do original em 24 de abril de 2016 
  4. «ABGLT faz campanha contra Crivella no Rio». Estadão.com.br [ligação inativa] 
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