Entre os conflitos anteriores à invasão israelense de 1982, destaca-se a 'Operação Litani', que visava erradicar as bases da OLP do Líbano e deu apoio às milícias maronitascristãs como retaliação aos constantes ataques da OLP à população civil da Galileia (norte de Israel). A invasão de 1982 resultou na saída da OLP do Líbano e a criação da "Zona de Segurança", no sul do país, para evitar que a população civil israelense continuasse a sofrer ataques dos militantes do outro lado da fronteira. As tropas israelenses obtiveram sucesso na erradicação das bases da OLP, e abandonaram parcialmente o território em 1985. A invasão, no entanto, agravou a intensidade do conflito com as milícias libanesas locais, e resultou na consolidação de diversos movimentos xiitas locais no Líbano, incluindo o Hizbollah e o Amal, a partir do que até então era um desorganizado movimento de guerrilha. Ao longo dos anos, o número de vítimas militares dos dois lados aumentou, à medida que ambos os lados passaram a usar armamentos mais modernos, e o Hizbollah avançou em suas táticas. Até o final dos anos 1980, Israel e seu aliado, o Exército do Sul do Líbano (SLA), enfrentariam resistência de muitas facções libanesas desorganizadas. Entre as primeiras organizações de resistência estavam a Frente de Resistência Nacional Libanesa, liderada pelo Movimento Amal e o Partido Comunista Libanês; ao longo da década de 1990 a organização, com o apoio da Síria e do Irã, assumiu o posto de potência militar e principal grupo da região, monopolizando a administração da atividade de guerrilha no Sul do Líbano.
No ano 2000, cumprindo promessa de sua campanha eleitoral, Ehud Barak, o recém-eleito primeiro-ministro de Israel, retirou as tropas israelenses do sul do Líbano,[3] de acordo com a Resolução 425 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada em 1978; este recuo resultou, consequentemente, no colapso total do Exército do Sul do Líbano, principal aliado de Israel na região.[5] Apesar dos gestos israelenses, o governo libanês e o Hizbollah consideraram a retirada incompleta até que as tropas israelenses saíssem das Fazendas de Shebaa. Após a retirada, o Hizbollah passou a controlar, civil e militarmente, a parte sul do Líbano.
«Hezbollah 101: Who is the militant group, and what does it want?». Christian Science Monitor. 19 de julho de 2012. Iran has also played an instrumental role in building up Hezbollah's military capabilities over the years, which enabled the group's impressive military wing to oust Israel from south Lebanon in 2000
↑ abOnline NewsHour: Final Pullout - 24 de maio de 2000 (transcrição). "Israelis evacuate southern Lebanon after 22 years of occupation." Acessado em 15 de agosto de 2009.
↑UN Press Release SC/6878. (18 de junho de 2000). Security Council Endorses Secretary-General's Conclusion On Israeli Withdrawal From Lebanon As Of 16 June.