Companhia Sueca das Índias Ocidentais
| Companhia Sueca das Índias Ocidentais | |
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| Nome nativo | Svenska Västindiska Companiet |
| Aktiebolag | |
| Atividade | Comércio internacional, tráfico de escravos |
| Fundação | 31 de outubro de 1786 (239 anos) |
| Fundador(es) | Gustavo III da Suécia |
| Destino | Dissolvida |
| Encerramento | 22 de maio de 1805 |
| Sede | Estocolmo, Reino da Suécia |
| Área(s) servida(s) | América do Norte, Índias Ocidentais |

A Companhia Sueca das Índias Ocidentais (em sueco: Svenska Västindiska Companiet) foi uma companhia majestática estabelecida na Suécia, em 1786, com sede na cidade de Estocolmo, destinada ao comércio com as chamadas Índias Ocidentais, designação sueca das ilhas do Caribe, isto é das Antilhas e Bahamas.
Os proprietários da companhia eram homens de negócios suecos e o próprio rei Gustavo III, o maior acionista, com 10% do capital. Os lucros seriam repartidos entre a Coroa, à qual cabiam 25%, e a Companhia, responsável pelos 75% restantes.
Entre 1786 e 1805, a companhia dirigiu as suas atividades comerciais a partir da colónia sueca de São Bartolomeu (Sankt Barthélemy), nas Antilhas, com o objetivo de desenvolver o comércio da Suécia com a região das Antilhas, assim como da América do Sul e da América do Norte.
Por concessão real, a companhia possuía o direito de realizar o comércio de escravizados provenientes de Angola e da costa africana (”Kompaniet är fritt att bedriva slavhandel på Angola och den Afrikanska kusten, där sådant är tillåtet.”). A ilha de São Bartolomeu era um porto franco (tullfri hamn) de recebimento, armazenamento e exportação de escravos, usando navios com bandeira sueca. Um importante produto sueco neste contexto eram as correntes e grilheta metálicas com que eram acorrentados os escravos.
Inicialmente um êxito comercial, a companhia entrou em declínio com a abolição da escravatura promovida pelos britânicos e com a queda de Napoleão. A empresa foi dissolvida em 1805, e a Suécia acabaria por vender a colônia de São Bartolomeu em 1878.[1][2][3][4]
Referências
- ↑ «Västindiska kompaniet» (em sueco). Svensson. Consultado em 9 de abril de 2017
- ↑ Hans Norman. «När Sverige skulle bli kolonialmakt» (em sueco). Populär historia, 2001. Consultado em 9 de abril de 2017
- ↑ «Västindiska kompaniet» (em sueco). Projekt Runeberg - Nordisk familjebok. Consultado em 9 de abril de 2017
- ↑ «SLAVERIET – NÅGOT SOM ÄVEN SVENSKAR PROFITERADE PÅ» (em sueco). Det Gamla Göteborg. Consultado em 9 de abril de 2017
