Cuandu
| Cuandu | |
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| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Mammalia |
| Ordem: | Rodentia |
| Família: | Erethizontidae |
| Gênero: | Coendou |
| Espécies: | C. prehensilis
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| Nome binomial | |
| Coendou prehensilis (Linnaeus, 1758)
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| Sinónimos | |
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O ouriço-cacheiro (Coendou prehensilis), ou cuandu, é o nome vulgar de um roedor arborícola, notívago e herbívoro, encontrado no Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Paraguai, Suriname, Bolívia e Trinidad, com um único registro do Equador.Também conhecido como porco-espinho,[2] cuandu e cuim.[3] Em Portugal, é conhecido como porco-espinho-brasileiro ou, simplesmente, porco-espinho, já que o nome ouriço-cacheiro é reservado para o Erinaceus europeus, que pertence a um ouriço da família Erinaceidae.
Etimologia
"Cuandu" procede do tupi antigo kûandu. Cuim vem do tupi ku'ĩ, designando uma espécie de cuandu.[3]
Nomes vernáculos
- Língua kwazá[4]: açu
- ouriço ou ouriço-cacheiro (Brasil).
Descrição
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O ouriço-cacheiro é um mamífero de 30 a 60 centímetros de comprimento e de 2 a 4 quilogramas de peso máximo, seu corpo é coberto por espinhos curtos e pontiagudos em cor esbranquiçada ou amarelada, misturada com o pelo mais escuro. Esse animal tem hábitos arborícolas, segurando-se com sua cauda preênsil, e transita com frequência pelas bordas das matas de galeria, onde pode entrar em contato com animais domésticos e pessoas.
São animais noturnos e crepusculares. À noite, saem para procurar alimento, principalmente frutos (Eisenberg e Redford, 1999), com diversas adaptações fisiológicas e metabólicas para a herbivoria. Vivem solitários ou em pares, produzindo um único filhote por ninhada. São animais que têm vida reprodutiva de até 12 anos. O ouriço-cacheiro recém-nascido é coberto com cabelos vermelhos e espinhos pequenos, que se endurecem pouco depois do nascimento.
Bibliografia
- WOODS, C. A.; KILPATRICK, C. W. Infraorder Hystricognathi. In: WILSON, D. E.; REEDER, D. M. (Eds.). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 3. ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. v. 2, p. 1538-1600.
Referências
- ↑ «Coendou prehensilis». Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade - SALVE. Consultado em 11 de dezembro de 2023
- ↑ «Dicionário Aulete»
- ↑ a b NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 235.
- ↑ Manso, Laura Vicuña Pereira. 2013. Dicionário da língua Kwazá. Dissertação de mestrado. Guajará-Mirim: Universidade Federal de Rondônia. (PDF).

