Clemens Brentano

Clemens Brentano
Nascimento9 de setembro de 1778
Koblenz-Ehrenbreitstein
Morte28 de julho de 1842 (63 anos)
Aschafemburgo
SepultamentoAschafemburgo
CidadaniaReino da Prússia
Progenitores
  • Peter Anton Brentano
  • Maximiliane Brentano
CônjugeSophie Mereau, Auguste Bußmann
Filho(a)(s)Magdalena Maria Brentano
Irmão(ã)(s)Ludovika Katharina Maria Bordes, Bettina von Arnim, Sophie Brentano, Gunda von Savigny, Christian Brentano, Franz Dominicus Brentano, Georg Brentano
Alma mater
Ocupaçãoescritor, poeta, colecionador de contos de fadas, dramaturga, folk song collector, fairy tales writer
Empregador(a)Universidade de Marburgo
Obras destacadasAbendständchen
Movimento estéticoromantismo
Religiãocatolicismo

Clemens Wenzeslaus Brentano de La Roche (Ehrenbreitstein, Coblença, 9 de setembro de 1778Aschaffenburg, 28 de julho de 1842) foi um poeta e romancista alemão.[1]

Sua irmã Bettina von Arnim era correspondente de Goethe. Seu pai era descendente de italianos da Lombardia.

Biografia

Die Gründung Prags (1852)

Clemens Brentano nasceu filho de Peter Anton Brentano e Maximiliane von La Roche,[2] uma rica família de comerciantes em Frankfurt em 9 de setembro de 1778.[3] A família de seu pai era de ascendência italiana. Sua avó materna era Sophie von La Roche. Sua irmã era a escritora Bettina von Arnim, que, numa idade jovem, idolatrou e se correspondeu com Goethe, e, em 1835, publicou a correspondência como Goethes Briefwechsel mit einem Kinde (Correspondência de Goethe com uma criança). Clemens Brentano estudou em Halle e Jena, residindo posteriormente em Heidelberg, Viena e Berlim. Ele foi próximo de Wieland, Herder, Goethe, Friedrich Schlegel, Fichte e Tieck.[4]

De 1798 a 1800 Brentano viveu em Jena, o primeiro centro do movimento romântico. Em 1801, mudou-se para Göttingen, e tornou-se amigo de Achim von Arnim. Casou-se com a escritora Sophie Mereau em 29 de outubro de 1803. Em 1804, mudou-se para Heidelberg e trabalhou com Arnim no Zeitungen für Einsiedler e Des Knaben Wunderhorn. Depois que sua esposa Sophie morreu em 1806, casou-se pela segunda vez em 1807 com Auguste Bussmann (cuja meio-irmã, Marie de Flavigny, mais tarde por casamento a Condessa Marie d'Agoult, se tornaria a companheira do pianista e compositor Franz Liszt). Nos anos entre 1808 e 1818, Brentano viveu principalmente em Berlim,[4] e de 1819 a 1824 em Dülmen, Vestfália.

Em 1818, cansado de sua vida um tanto inquieta e instável, retornou à prática da fé Católica e retirou-se para o mosteiro de Dülmen, onde viveu por alguns anos em estrita reclusão.[5] Ele assumiu lá o cargo de secretário da freira visionária católica, a Bem-aventurada Anne Catherine Emmerich.[4]

Foi alegado que de 1802 até sua morte ela portava as chagas da Coroa de Espinhos, e de 1812 o estigma completo, uma cruz sobre seu coração e a ferida da lança. Clemens Brentano fez sua conhecimento em 1818 e permaneceu ao pé da cama da estigmatizada copiando seus ditados até 1824. Quando ela morreu, ele preparou um índice das visões e revelações de seu diário, A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (publicado em 1833). Uma dessas visões tornada conhecida por Brentano mais tarde resultou na identificação da suposta Casa da Virgem Maria em Éfeso pelo Abade Julien Gouyet, um padre francês, durante 1881. No entanto, algumas investigações póstumas em 1923 e 1928 tornaram incerto quanto dos livros que ele atribuiu a Emmerich eram na verdade sua própria criação e as obras foram descartadas para seu processo de beatificação.[6][7]

A última parte de sua vida ele passou em Regensburgo, Frankfurt e Munique, ativamente envolvido na promoção da fé católica. Brentano auxiliou Ludwig Achim von Arnim, seu cunhado, na coleta de canções folclóricas formando Des Knaben Wunderhorn (1805–1808),[5] na qual Gustav Mahler se baseou para seu ciclo de canções. Em 1835, a pintora suíça Emilie Linder, pintou o famoso retrato dele. Ele morreu em Aschaffenburg.[8]

Brentano, cujos primeiros escritos foram publicados sob o pseudônimo Maria, pertencia ao grupo de Heidelberg de escritores românticos alemães, e suas obras são marcadas por excesso de imaginário fantástico e por modos abruptos e bizarros de expressão. Seus primeiros escritos publicados foram Satiren und poetische Spiele (Leipzig, 1800), um romance Godwi oder Das steinerne Bild der Mutter (2 vols., Frankfurt, 1801), e um drama musical Die lustigen Musikanten (Frankfurt, 1803). De seus dramas os melhores são Ponce de Leon (1804), Victoria und ihre Geschwister (Berlim, 1817) e Die Grundung Prags (Pest, 1815).[5]

De modo geral sua melhor obra é a coleção de Romanzen vom Rosenkranz (publicado postumamente em 1852); suas histórias curtas, e mais especialmente a encantadora Geschichte vom braven Kasperl und dem schönen Annerl (1817), que foi traduzida para o inglês, foram muito populares.[5]

As obras completas de Brentano, editadas por seu irmão Christian, apareceram em Frankfurt em 9 vols. (1851–1855). Seleções foram editadas por J. B. Diel (1873), M. Koch (1892), e J. Dohmke (1893). Veja J. B. Diel e William Kreiten, Klemens Brentano (2 vols, 1877–1878), a introdução à edição de Koch, e R. Steig, A. von Arnim und K. Brentano (1894).[5]

Poemas

  • Eingang
  • Frühlingsschrei eines Knechtes
  • Abendständchen
  • Lore Lay
  • Auf dem Rhein
  • Wiegenlied
  • An Sophie Mereau
  • Ich wollt ein Sträusslein binden
  • Der Spinnerin Lied
  • Aus einem kranken Herzen
  • Hast du nicht mein Glück gesehen?
  • Frühes Lied
  • Schwanenlied
  • Nachklänge Beethovenscher Musik
  • Romanzen vom Rosenkranz
  • Einsam will ich untergehn
  • Rückblick

Obras religiosas

  • Die Barmherzigen Schwestern in Bezug auf Armen- und Krankenpflege (Cuidado dos Pobres e Doentes pelas Irmãs da Misericórdia) (1831) (Nova edição editada por Renate Moering)
  • Lehrjahre Jesu (Os Anos Formativos de Jesus) (1822) Parte I e II (Editado por Jürg Mathes); Edição de 1983 por W. Kohlhammer, Berlim – ISBN 3-17-008658-8
  • Das bittere Leiden unsers Herrn Jesu Christi[9] (A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo)[10] (1858-1860 em uma edição retrabalhada por Karl Erhard Schmoeger; primeira edição autêntica 1983, Nova edição por Bernhard Gajek e Irmengard Schmidbauer) ISBN 3-17-012652-0, ISBN 3-17-004917-8
  • Das Leben der heil. Jungfrau Maria (A Vida da Santa Virgem Maria) (1852, póstuma) ISBN 3-557-91005-9, ISBN 978-3-557-91005-3, ISBN 3-7171-0961-8, ISBN 978-3-7171-0961-7
  • Biographie der Anna Katharina Emmerick (Biografia de Anna Katharina Emmerich) (inacabada, 1867-1870 na edição de Schmoeger; primeira edição autêntica 1981)
  • Tagebuchaufzeichnungen: Geheimnisse des Alten und des Neuen Bundes: Aus den Tagebüchern des Clemens Brentano (Notas de um Diário: Segredos do Antigo e Novo Testamentos dos Diários de Clemens Brentano) ISBN 3-7171-0962-6, ISBN 978-3-7171-0962-4

Referências

  1. Registro sobre Clemens Brentano no Rheinland-Pfälzische Personendatenbank
  2. John F. Fetzer, Clemens Brentano, Twayne Publishers, 1981, p. 11.
  3. Crawford, Heidi. "Clemens Bretano", Encyclopedia of the Romantic Era, 1760-1850, Christopher John Murray (ed.), p. 109, Routledge, 2013 ISBN 9781135455798
  4. a b c «CATHOLIC ENCYCLOPEDIA: Klemens Maria Brentano». newadvent.org 
  5. a b c d e Chisholm 1911.
  6. Father John O' Malley (15 de março de 2004). «A Movie, a Mystic, a Spiritual Tradition». America. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2011 
  7. Emmerich, Anne Catherine, and Clemens Brentano. The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ. Anvil Publishers, Georgia, 2005 pages 49-56 (Note: the hard copy of this book has a wrong ISBN printed within its frontmatter, but the text (and the wrong ISBN) show up on Google books as published by Anvil Press)
  8. Conzemius, Victor (27 de novembro de 2008). «Linder, Emilie». Historisches Lexikon der Schweiz (em alemão). Consultado em 2 de abril de 2021. Cópia arquivada em 30 de julho de 2019 
  9. Emmerich, Anna Katharina (1852). Das bittere Leiden unsers Herrn Jesu Christi. [S.l.: s.n.] 
  10. Emmerich, Anna Katharina (1862). «The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ». google.com 

Fontes


Ligações externas