Claude Louis Hector de Villars
| Claude Louis de Villars | |||||
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| Marechal Geral de França Duque de Villars | |||||
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| Secretário de Estado da Guerra | |||||
| Mandato | 1 de outubro de 1715 a 24 de setembro de 1718 | ||||
| Antecessor(a) | Daniel Voysin de la Noiraye | ||||
| Sucessor(a) | Claude le Blanc | ||||
| Membro da Academia Francesa | |||||
| Reinado | 24 de maio de 1714 a 17 de junho de 1734 | ||||
| Predecessor(a) | Jean-François de Chamillart | ||||
| Sucessor(a) | O Visconde de Melun | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 8 de maio de 1653 Moulins-sur-Allier, | ||||
| Morte | 17 de junho de 1734 (81 anos) Turim, | ||||
| Sepultado em | Catedral de Turim | ||||
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| Cônjuge | Jeanne Angélique Rocque | ||||
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| Casa | Villars | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
| Brasão | ![]() | ||||
| Carreira militar | |||||
| País | |||||
| Serviço/ramo | Exército Real | ||||
| Anos de serviço | 1670–1734 | ||||
| Patente | Marechal | ||||
| Conflitos/guerras | Guerra Franco-Holandesa Guerra dos Nove Anos Guerra da Sucessão Espanhola Guerra da Sucessão Polaca | ||||
| Condecorações | |||||
Claude Louis Hector, Duque de Villars (Moulins-sur-Allier, 8 de maio de 1653 – Turim, 17 de junho de 1734) foi um político, diplomata, comandante militar e nobre francês, proeminente como um dos mais destacados líderes e estrategistas militares do período correspondente ao final do reinado de Luís XIV. Com uma carreira militar irregular, criticado por ser demasiadamente cauteloso, teve uma ascensão profissional lenta. Após a Guerra da Grande Aliança (1688-1697), Villars foi apontado embaixador perante o Sacro Império Romano-Germânico em Viena. Foi apenas durante a Guerra de Sucessão Espanhola na década de 1710 que conseguiu se destacar dos demais comandantes. Cruzando o rio Reno, obteve vitórias nas batalhas de Friedlingen (1702) e Höchstadt (1703), apesar de sua antipatia por seus aliados bávaros. [1] Retirado do front, Villars foi enviado para suprimir uma revolta huguenote no interior do país, enquanto, muito longe dali, as forças francesas eram destroçadas na Batalha de Blenheim (1704). Chamado de volta à guerra, teve um desempenho que não agradou o rei. Contudo, em 1709, foi considerado a única opção na desesperada tentativa de deter as forças inimigas comandadas pelo Duque de Marlborough e pelo Príncipe Eugénio de Saboia. A formidável linha de fortificações levantada por Vauban nas décadas anteriores vinha sendo perdida pouco a pouco, no curso do longo conflito.
A França, derrotada nos campos da Alemanha, estava na defensiva. Villars recebeu a ordem de tentar evitar a conquista de Mons, mas sem comprometer o exército francês com uma grande batalha. Villars, seguindo o costume da época, posicionou seu exército nas proximidades de Mons, de modo a proteger indiretamente aquela praça. No dia 11 de setembro os aliados (ingleses, holandeses, alemães e austríacos) o atacaram. A batalha de Malplaquet foi a mais sangrenta do século. As fortificações de campanha francesas e os flancos bem apoiados nas florestas compensaram a inferioridade numérica e técnica da tropa. Embora Villars tenha sido ferido e suas tropas tenham abandonado o terreno, a baixas aliadas foram muito superiores (30.000 mortos e feridos)[2] e causaram assombro na Inglaterra.
Após Malplaquet, os aliados se tornaram mais cautelosos e a Inglaterra acabou se retirando do conflito. Então, em 1712, energicamente pressionado pelos aliados comandados pelo príncipe Eugênio de Savoia, Villars reagiu com incomum ousadia. Por uma manobra indireta, retomou de assalto a pequena cidade de Denain, capturando grande volume de suprimentos e cortando a linha de abastecimento das forças invasoras. Depois, nas semanas seguintes, enquanto Eugênio recuava, Villars retomou, com velocidade incomum, diversas praças fortes que os aliados tinham levado dois anos para capturar. Foi uma vitória decisiva. Assim, quando Villars faleceu, em 1734, já havia entrado para a história por ter garantido à França uma paz mais do que honrosa ao final da Guerra de Sucessão Espanhola.
Referências
Bibliografia
- DELBRÜCK, Hans. The Dawn of Modern Warfare. Lincoln: University of Nebraska Press.
- KEEGAN, John et al. Who’s Who in Military History: from 1453 to the present day. London: Routledge, 1996.
- ZIEGLER, François. Villars, Le centurion de Louis XIV. Paris: Librairie Perrin, 1996.

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