Catedral de Turim
| Catedral de Turim | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Arquiteto(a) | Amedeo di Francesco da Settignano |
| Religião | catolicismo |
| Diocese | Arquidiocese de Turim |
| Geografia | |
| País | Itália |
| Localização | Turim |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |

A Catedral de Turim, cujo nome oficial é o de Catedral Metropolitana de São João Batista, é o principal templo da Igreja Católica Romana em Turim, do norte da Itália. É especialmente famosa por ser o local de guarda do Santo Sudário. É sede episcopal da Arquidiocese de Turim.
Dedicada a São João Batista, foi construída entre 1491 e 1498. A igreja fica no local se localizava o teatro da antiga cidade romana, na Praça São João. A área sagrada cristã original incluía três igrejas, dedicadas a São Salvador, Santa Maria de Domno e São João batista, a principal. Segundo algumas fontes, a consagração deste foi realizada por Agilolfo, rei dos lombardos. Aqui, em 662, Garibaldo, duque de Turim, foi assassinado na igreja por um seguidor de Godeberto.
As três igrejas foram demolidas entre 1490 e 1492. A nova catedral foi iniciada em 1491 sob desenho de Amedeo di Settignano de Francisco, também conhecido como Meo del Caprino, que a terminou em sete anos, adotando um estilo renascentista. O campanário, no entanto, é mais antigo, tendo sido erguido em 1469. Filippo Juvarra introduziu algumas modificações no século XVII. O Papa Leão X oficialmente confirmou-a como sede metropolitana em 1515.
Um projeto para o alargamento da catedral, a fim de criar um lugar mais luxuoso para o Santo Sudário, foi lançado em 1649, quando Bernardino Quadri chegou a Turim. Quadri baseou-se em um projeto anterior de Carlo di Castellamonte, com uma capela oval atrás do coro. Em 1667 Guarino Guarini foi chamado para completar o projeto. A cúpula, cujas obras se arrastaram por 28 anos, foi concluída em 1694. A capela do Santo Sudário foi adicionada à estrutura em 1668-1694.
A catedral é o lugar do enterro do Santo Pier Giorgio Frassati (1901-1925), natural de Turim, atleta e benfeitor dos pobres, chamado o "santo para os jovens do Terceiro Milênio". Ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1990.
História
A atual Catedral está localizada em uma das áreas históricas mais ricas da cidade de Turim, a poucos passos da área arqueológica, e quase adjacente ao Teatro Romano da antiga Julia Augusta Taurinorum. A área sagrada, na antiguidade, consistia em três igrejas cristãs primitivas, provavelmente construídas sobre edifícios públicos pré-existentes[1] ou templos pagãos, dedicadas a São Salvador, a Santa Maria de Domno e a São João Batista.
Principal entre os três, acredita-se, por esta razão, que a consagração do edifício a São João Batista pode ser atribuída aos lombardos e, mais precisamente, a Agilulfo (rei de 591 a 615), cuja esposa, Teodolinda, fez com que São João Batista fosse proclamado padroeiro do reino.[2]
A reconstrução renascentista
As três principais igrejas da cidade foram demolidas entre 1490 e 1492; o campanário, construído anteriormente e concluído apenas em 1469, encomendado pelo bispo João de Compeys e dedicada a Santo André, permaneceu intacto e ainda é visível hoje, ao lado da catedral, nos seus 48 metros de altura originais.
Em 22 de julho de 1491, a regente de Saboia, viúva de Carlos I, Bianca di Monferrato, lançou a primeira pedra da nova catedral, sempre dedicada a São João. A construção, fortemente desejada, tanto pelo duque, quanto pelo bispo, Domenico Della Rovere, foi confiada a Amedeo de Francisco da Settignano, também conhecido como "Meo del Caprino", que trabalhou nela até sua morte, em 1501. As obras da catedral foram concluídas em 1505. Em 21 de setembro daquele ano ocorreu a consagração, com uma missa solene celebrada pelo arcebispo titular de Laodiceia da Síria, Baldassarre Bernezzo, visto que o novo bispo da cidade, Giovanni Ludovico Della Rovere, estava, naquele momento, em Roma, defendendo sua causa contra o abade de San Mauro Torinese, que ameaçava se separar da diocese de Turim.
Embora a construção da estrutura tenha sido confiada a Caprino, não está claro quem supervisionou o projeto. Alguns citam Baccio Pontelli, que também trabalhou para o Papa Sisto IV; outros também atribuem o projeto da obra ao próprio Caprino.[3]
Em 1515, Papa Leão X, um parente do bispo, elevou a igreja de São João, agora concluída, ao status de sé metropolitana.
A ampliação do século XVII
O projeto de ampliação da catedral, com o objetivo de criar um ambiente adequado para a conservação do Sudário, remonta a 1649, quando Bernardino Quadri, após desentendimentos com Francesco Borromini, ocorridos no canteiro de obras da Basílica de São João de Latrão, chegou a Turim, à corte de Carlos Emanuel II.
A ideia de Quadri baseava-se numa correção ao projeto anterior de Carlo di Castellamonte, que previa uma capela oval situada atrás do coro do edifício, criando assim um espaço circular. Contudo, na prática, a cúpula do arquiteto de Lugano não ultrapassou a altura e a imponência da catedral.
Em 1667, Guarino Guarini, que trabalhava na Igreja Real de San Lorenzo, não muito longe da catedral, desde 1666, foi chamado para concluir a obra. A cúpula, cuja construção durou vinte e oito anos, foi concluída em 1694 com uma missa solene. A elegância de sua estrutura contava com os mármores que, do preto na base, clareavam gradualmente em direção ao topo.
A pedido do re Carlos Alberto, a catedral foi ainda mais enriquecida com uma cópia em painel da Última Ceia de Leonardo da Vinci. Esta, foi criada por Luigi Cagna em 1835 e fixada na contra fachada da igreja, o único ponto capaz de suportar os mais de 900 quilos da obra.[4]
Como algumas lápides indicam, três núncios papais em Turim também foram sepultados na catedral. Eram eles: Francesco Bacod, bispo de Genebra, que faleceu em 1º de julho de 1568; Corrado Tartarini de Città di Castello e bispo de Forlì, que faleceu em 1602; e Giambatista Lando, que faleceu em 1648.
Referências
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Turin Cathedral», especificamente desta versão.
- ↑ Rescigno, Carlo (5 de outubro de 2025). «Spigolature cumane. Tre frammenti ceramici dagli scavi di Fondo Valentino». Quaderni di ACMA (3): 333–347. ISSN 3035-1502. doi:10.69590/v5nnts84. Consultado em 27 de dezembro de 2025
- ↑ Giuseppe Colli. Storia di Torino, editrice il Punto, Torino, 2002. [S.l.: s.n.]
- ↑ Merlini, Carlo. Palazzi e curiosità storiche torinesi. Torino: Stamperia Rattero
- ↑ Cagna, Luigi. «A Última Ceia»
