Chapim-mexicano

Chapim-mexicano

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Paridae
Gênero: Poecile
Espécie: P. sclateri
Nome binomial
Poecile sclateri
(O. Kleinschmidt, 1897)
Distribuição geográfica
Área de distribuição de Poecile sclateri
Área de distribuição de Poecile sclateri
Sinónimos
Parus sclateri

O chapim-mexicano (Poecile sclateri)[1] é uma pequena ave canora da ordem Passeriformes e da família Paridae. Frequentemente, ainda é classificado no gênero Parus junto com outros chapins, mas dados de mtDNA da sequência do citocromo b e estudos de morfologia sugerem que a separação em Poecile reflete melhor as relações entre essas aves (Gill et al., 2005). A American Ornithologists' Union já considera Poecile como um gênero distinto há algum tempo.

Os adultos medem entre 12,5 e 13,5 cm de comprimento, com uma envergadura de 18 a 21 cm e peso variando de 7,5 a 11 g. Ambos os sexos possuem uma faixa preta na cabeça, bochechas brancas e um bico curto e preto. O dorso e os flancos são cinzentos, com partes inferiores de um cinza mais claro. Semelhante ao chapim-de-cabeça-preta e ao chapim-da-montanha, o chapim-mexicano pode ser identificado por seu "babador" preto mais longo, que se estende do queixo até a parte superior do peito. Uma faixa esbranquiçada abaixo do "babador" prossegue pelo centro da barriga.

É uma espécie residente permanente das terras altas arborizadas do oeste, centro e nordeste do México. Sua distribuição também se estende ao norte, alcançando as montanhas Chiricahua no extremo sudeste do Arizona e as montanhas Animas [en] no extremo sudoeste do Novo México. Embora seja majoritariamente não migratória, os chapins-mexicanos podem descer para altitudes mais baixas durante o inverno rigoroso.

O canto do chapim-mexicano é distinto de outros chapins, caracterizado por um assobio trinado e áspero, como chischu-wur, e um rico cheelee. Eles viajam em pares ou pequenos grupos e, frequentemente, juntam-se a bandos mistos de alimentação.

A fêmea constrói o ninho em cavidades de árvores ou tocos, a até 18 m acima do solo, utilizando gramíneas, musgos, tiras de casca e forrando-o com pelos de animais. Ela põe entre cinco e oito ovos brancos, ovais, com finas manchas marrom-avermelhadas. Embora a biologia reprodutiva da espécie não seja completamente conhecida, estima-se que a incubação, realizada pela fêmea, dure de 11 a 14 dias, e os filhotes altriciais deixem o ninho entre 18 e 21 dias.

Referências

  1. a b BirdLife International (2020). «Poecile sclateri». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T22711732A137665061. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-3.RLTS.T22711732A137665061.enAcessível livremente. Consultado em 13 de novembro de 2021 

Fontes adicionais

  • Alsop, F. J., III (2001). Smithsonian Birds of North America, Western Region. DK Publishing, Inc., New York City. ISBN 0-7894-7157-4
  • Del Hoyo, J., Elliot, A., & Christie D. (eds). (2007). Handbook of the Birds of the World. Volume 12: Picathartes to Tits and Chickadees. Lynx Edicions. ISBN 978-84-96553-42-2
  • Gill, F. B., Slikas, B., & Sheldon, F. H. (2005). Phylogeny of titmice (Paridae): II. Species relationships based on sequences of the mitochondrial cytochrome-b gene. Auk 122: 121–143. DOI: 10.1642/0004-8038(2005)122[0121:POTPIS]2.0.CO;2 HTML abstract

Ligações externas