Chapim-da-montanha
Chapim-da-montanha
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Poecile gambeli (Ridgway, 1886) | |||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||
![]() Área de distribuição de Poecile gambeli
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| Sinónimos | |||||||||||||||
| Parus gambeli | |||||||||||||||
O chapim-da-montanha (Poecile gambeli)[1] é uma pequena ave canora da ordem Passeriformes e da família Paridae.
Taxonomia
O nome específico homenageia o naturalista William Gambel [en]. Anteriormente, o chapim-da-montanha era classificado no gênero Parus junto com outros chapins, mas dados de mtDNA da sequência do citocromo b e estudos de morfologia indicam que a separação em Poecile reflete melhor as relações entre essas aves.[2] Estudos de filogenética molecular demonstraram que o chapim-da-montanha é grupo-irmão do chapim-de-cabeça-preta (Poecile atricapillus).[3][4]
Descrição
Adultos de ambos os sexos possuem uma faixa preta na cabeça que se conecta a uma linha pós-ocular preta, situada atrás de sobrancelhas brancas bem marcadas. O dorso e os flancos são cinzentos, com partes inferiores de um cinza mais claro. O bico é curto e preto, e apresentam um "babador" preto no pescoço. A envergadura média dos adultos é de 19 cm, e o comprimento total varia entre 13 e 15 cm. O chapim-da-montanha é uma das 55 espécies de Paridae.[5] Ele pode ser distinguido de outros chapins norte-americanos por uma linha branca que atravessa a lateral de sua faixa preta na cabeça, enquanto outras espécies da região possuem a faixa preta sólida. Além disso, sua localização, alcance geográfico e habitat também o diferenciam das demais 55 espécies de chapins.[6]
Distribuição e habitat
Habitantes comuns das regiões montanhosas do oeste dos Estados Unidos e do Canadá, sua distribuição se estende do sul do Yukon até a Califórnia e os estados das Montanhas Rochosas nos Estados Unidos. Alguns chapins-da-montanha podem migrar localmente para altitudes mais altas no verão e descer para as encostas das montanhas no inverno, embora esse comportamento não seja amplamente documentado.[7]
Reprodução
Eles se reproduzem de forma monogâmica, produzindo uma ou duas ninhadas por ano. Cada ninhada tem, em média, de 5 a 9 ovos.[8] Os ovos são brancos, geralmente com pintas cor de terracota, embora, ocasionalmente, possam ser completamente brancos.[9] A incubação, realizada pela fêmea, dura 14 dias. Os filhotes são altriciais e permanecem no ninho por 21 dias, sendo alimentados por ambos os pais.
Nidificação
Os chapins-da-montanha constroem seus ninhos em cavidades. É comum encontrar ninhos em madeira, mas, como não conseguem escavar madeira não amolecida, eles também utilizam cavidades naturais ou previamente feitas por outras espécies. Dentro do ninho, a fêmea constrói uma barreira de entrada com materiais como pelos, que serve como proteção para os ovos quando ela deixa o ninho. Esses materiais também podem ser usados para isolar o ninho, caso a cavidade seja grande.[8] A profundidade média dos ninhos varia entre 13 e 27 cm.[10] Os chapins-da-montanha podem reutilizar ninhos por vários anos. Suas populações são frequentemente limitadas a locais com bons pontos de nidificação e muitas cavidades disponíveis.[9]
Dieta
Sua dieta principal consiste em insetos durante o verão e a temporada de reprodução, enquanto sementes de coníferas e outras plantas são consumidas ao longo do ano. Eles se penduram na parte inferior dos galhos e em troncos de árvores, procurando comida na casca ou quebrando sementes com o bico. Os chapins-da-montanha também consomem uma ampla variedade de insetos, incluindo lagartas, besouros, ovos de insetos, pupas e aranhas.[9] Passam a maior parte das horas de luz buscando alimento. Sua dieta é considerada onívora, com cerca de 30% composta por plantas e o restante por insetos. Graças à dieta rica em insetos, os chapins-da-montanha ajudam a controlar populações de insetos.[10]
Vocalização
Seu chamado é um chick-adee-dee-dee rouco, enquanto seu canto é um assobio descendente de três ou quatro notas, como fee-bee-bay ou fee-bee-fee-bee. O canto soa como se estivesse assobiando a palavra em inglês "Cheeseburger".[11] Eles viajam em pares ou pequenos grupos e, após a temporada de reprodução, podem se juntar a bandos mistos de alimentação. Na escolha de parceiros, as fêmeas tendem a preferir machos mais dominantes, com cantos mais altos e corpos maiores, o que torna as vocalizações um fator crucial na reprodução.[12]
Comportamento
Os chapins-da-montanha habitam uma ampla gama de altitudes e tipos de ecossistemas em áreas montanhosas, o que resulta em diferentes níveis de atividade e comportamentos, como o armazenamento de alimentos.[13] Há evidências de que possuem cognição espacial [en] relacionada ao armazenamento de alimentos.[14] Em áreas urbanas, parecem se adaptar rapidamente a novos estímulos, o que pode facilitar a nidificação em ambientes dominados por humanos.[15] Filhotes frequentemente deixam grupos de adultos para forragear no verão, mas retornam para bandos com aves mais velhas no inverno.[16] São aves muito ativas, frequentemente vistas agarradas a galhos finos ou penduradas de cabeça para baixo.[17]
Galeria
Referências
- ↑ a b BirdLife International (2017). «Poecile gambeli». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2017: e.T22711724A118689035. doi:10.2305/IUCN.UK.2017-3.RLTS.T22711724A118689035.en
. Consultado em 12 de novembro de 2021
- ↑ Gill, Frank B.; Slikas, Beth; Sheldon, Frederick H. (2005). «Phylogeny of titmice (Paridae): II. Species relationships based on sequences of the mitochondrial cytochrome-b gene». Auk. 122: 121–143. doi:10.1642/0004-8038(2005)122[0121:POTPIS]2.0.CO;2
- ↑ Johansson, Ulf S.; Ekman, Jan; Bowie, Rauri C. K.; Halvarsson, Peter; Ohlson, Jan I.; Price, Trevor D.; Ericson, Per G. P. (2013). «A complete multilocus species phylogeny of the tits and chickadees (Aves: Paridae)». Molecular Phylogenetics and Evolution. 69 (3): 852–860. Bibcode:2013MolPE..69..852J. PMID 23831453. doi:10.1016/j.ympev.2013.06.019
- ↑ Tritsch, Christian; Martens, Jochen; Sun, Yue-Hua; Heim, Wieland; Strutzenberger, Patrick; Päckert, Martin (2017). «Improved sampling at the subspecies level solves a taxonomic dilemma – A case study of two enigmatic Chinese tit species (Aves, Passeriformes, Paridae, Poecile)». Molecular Phylogenetics and Evolution. 107: 538–550. Bibcode:2017MolPE.107..538T. PMID 27965081. doi:10.1016/j.ympev.2016.12.014
- ↑ Johansson, Ulf S.; Ekman, Jan; Bowie, Rauri C. K.; Halvarsson, Peter; Ohlson, Jan I.; Price, Trevor D.; Ericson, Per G. P. (1 de dezembro de 2013). «A complete multilocus species phylogeny of the tits and chickadees (Aves: Paridae)». Molecular Phylogenetics and Evolution (em inglês). 69 (3): 852–860. Bibcode:2013MolPE..69..852J. ISSN 1055-7903. PMID 23831453. doi:10.1016/j.ympev.2013.06.019
- ↑ «MOUNTAIN CHICKADEE | The Texas Breeding Bird Atlas». txtbba.tamu.edu. Consultado em 18 de outubro de 2021
- ↑ «Mountain Chickadee». BirdWeb (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021
- ↑ a b «Mountain Chickadee Overview, All About Birds, Cornell Lab of Ornithology». www.allaboutbirds.org (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2021
- ↑ a b c «Mountain Chickadee». Audubon (em inglês). 13 de novembro de 2014. Consultado em 15 de outubro de 2021
- ↑ a b Thome, Kate. «Parus gambeli (mountain chickadee)». Animal Diversity Web (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2021
- ↑ Quinn, Charles (2006). A Nature Guide to the Southwest Tahoe Basin: Including Desolation Wilderness and Fallen Leaf Lake. [S.l.]: CraneDance Publications. p. 141. ISBN 0970889542
- ↑ Bonderud, Erica S.; Otter, Ken A.; Burg, Theresa M.; Marini, Kristen L. D.; Reudink, Matthew W. (2018). «Patterns of extra-pair paternity in mountain chickadees». Ethology (em inglês). 124 (6): 378–386. Bibcode:2018Ethol.124..378B. ISSN 1439-0310. doi:10.1111/eth.12747
- ↑ Pietra, A.M.; Branch, C.L.; Bridge, E.S.; Pravosudov, V.V. (2018). «Daily foraging routines in food-caching mountain chickadees are associated with variation in environmental harshness». Animal Behaviour. 143: 93-104. doi:10.1016/j.anbehav.2018.07.011
- ↑ Sonnenberg, Benjamin R.; Branch, Carrie L.; Pitera, Angela M.; Bridge, Eli; Pravosudov, Vladamir V. (2019). «Natural Selection and Spatial Cognition in Wild Food-Caching Mountain Chickadees». Current Biology. 29 (4): 670-676
- ↑ Heales, Heather E.; Flood, Nancy J.; Oud, Madison D.; Otter, Ken A.; Reudink, Matthew W. (2024). «Exploring differences in neophobia and anti-predator behaviour between urban and rural mountain chickadees». Journal of Urban Ecology. 10 (1): juae014. doi:10.1093/jue/juae014
- ↑ «Mountain Chickadee Life History, All About Birds, Cornell Lab of Ornithology». www.allaboutbirds.org (em inglês). Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ «Mountain Chickadee - Rocky Mountain National Park (U.S. National Park Service)». www.nps.gov (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021
- Alsop, Fred J. III (2001). Smithsonian Birds of North America, Western Region. New York City: DK Publishing, Inc. ISBN 0-7894-7157-4
Ligações externas
- Chapim-da-montanha - Poecile gambeli - USGS Patuxent Bird Identification InfoCenter
- Chapim-da-montanha Species Account - Cornell Lab of Ornithology
- Chapim-da-montanha photo gallery at VIREO (Drexel University)
- Chapim-da-montanha videos, photos, and sounds at the Internet Bird Collection
- BirdLife species factsheet for Poecile gambeli
- Avibase (em português) — {{{3}}} (Ver mapa de distribuição)
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