Cerveja em Portugal
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O mercado português das cervejas é dominado por duas grandes marcas, a Super Bock, do antigo Grupo Unicer, agora designado de Super Bock Group, no Grande Porto, e pela Sagres, da Central de Cervejas (empresa detida a 100% pelo grupo Heineken), em Lisboa. É quase um derby norte/sul entre dois gigantes, que arrecadam as preferências de boa parte dos consumidores.[1]
Em termos de vendas, em 2022, as cervejas com álcool corresponderam a 98,1%, enquanto 1,9% corresponderam a cerveja sem álcool/0%.[2] A maioria da cerveja vendida era lager.
História
Estudos arqueológicos recentes demonstram que os Lusitanos, povos pré-romanos que habitaram a Península Ibérica, viviam essencialmente de uma agricultura rudimentar, do pastoreio e da recolha de produtos que a natureza oferecia. Como relatou Estrabão, bebiam água e uma espécie de cerveja de cevada, pois o vinho era apenas usado em festins. Após a derrota dos Lusitanos e de outras tribos que habitavam a Península Ibérica pelos conquistadores Romanos, a história da cerveja passa por um período de obscurantismo pois, os romanos tinham preferência pelo vinho. Só com a queda do Império Romano do Ocidente e a chegada dos povos bárbaros é que se voltou a consumir cerveja em quantidades significativas.[3]
No período áureo dos Descobrimentos Portugueses, Portugal tornou-se um ponto estratégico de trocas comerciais e eram frequentes os desembarques de cerveja nos portos das cidades, maioritariamente alemã, flamenga e inglesa, embora o vinho tivesse uma tradição marcadamente dominadora no país, fazendo com que a cerveja fosse sobretudo consumida por estrangeiros que aqui viviam ou estavam de passagem.[4]
No século XVII existia na cidade de Lisboa um local chamado de Pátio da Cerveja, situado na freguesia da Conceição Nova.[3] No século XVIII é interdita a importação de cerveja, imposta por D. João V para proteger a produção de vinho.[5]
Século XIX
Foi no final do século XVIII e ao longo do século XIX que a indústria da cerveja se consolidou em Portugal através da produção industrial.
Em 1836, foi fundada em Lisboa a Fábrica da Cerveja da Trindade, instalada na Rua Nova da Trindade.[3] Em 1870 é fundada também em Lisboa a fábrica cervejaria Jansen, onde vai nascer um prato lisboeta chamado de Bife à Jansen.[6][7] Em 1872, Henry Price Miles, um britânico radicado na Madeira fundou a Cervejaria Atlântica “Atlantic Brewery”. A 7 de março 1890, nasce no Porto a Companhia União Fabril Portuense das Fábricas de Cerveja e Bebidas Refrigerantes (CUFP), resultante da união de sete fábricas de cerveja e refrigerantes: seis do Porto e uma de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo.[8] Nos Açores, em 1893 nascia a Melo Abreu.[9]
Século XX
Em 1914 é inaugurada a Fábrica Leão, no entanto esta fábrica só funcionou até 1916 devido ao impacto negativo da Grande Guerra.[8] Em 1916 Portugal entra na I Guerra mundial ao lado dos Aliados e contra a Alemanha. Por esse motivo a Fabrica de cerveja Germânia é renomeada de Portugália.[10] Na ilha da Madeira em 1922 é fundada a Fábrica Leão. Nos anos 30 a CUFP lança duas novas marcas de cerveja: a Super Bock e a Zirta, logo seguidas pelo aparecimento da Nevália, uma cerveja que existiu apenas durante os anos da II Grande Guerra e que serviu para preservar as outras marcas face à deficiente qualidade das matérias-primas.[3] Em 1934, nascia a Sociedade Central de Cervejas. Um ano mais tarde, o património da Fábrica de Cervejas Trindade, incluindo a sua cervejaria, é integrado na Central de cervejas.[3] Também nesse ano, nascia na ilha da Madeira a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM), resultado da fusão entre a Fábrica Leão e a Fábrica "Atlantic Brewery”.
Em 1935 o consumo de cerveja em Portugal era de 1 litro anual por habitante..[11]
A marca Sagres surgiria em 1940, aproveitando-se então o clima de relativa euforia que se vivia no país devido à realização da Exposição do Mundo Português. Procurando ocupar os diferentes segmentos de mercado, a Central de cervejas criaria em 1941 a Imperial, uma marca de luxo que ainda hoje é sinónimo de cerveja de barril servida em copo.[3] Em 1941 a CUFP lança a Vitória, marca da qual se venderam grandes quantidades aos soldados aliados que se encontravam em Gibraltar.[3]
Em 1960 o consumo de cerveja em Portugal era de 4,6 litros anual por habitante.[11]
No ano de 1964 é inaugurada em Leça do Balio a fabrica da CUFP onde hoje se fabrica a cerveja Super Bock.[3] Em 1967 nasce a cerveja Coral, hoje principal marca de cervejas na Madeira e propriedade da Empresa de Cervejas da Madeira. Em 1968 é inaugurada pela Central de cervejas a fábrica de Vialonga.[3]
Nacionalizações
Após a Revolução de 25 de Abril de 1974 seguiu-se um período de reorganização do sector cervejeiro, sendo a indústria cervejeira nacionalizada.
Em 1977 o Conselho de Ministros decidiu criar duas empresas públicas, surgindo assim, a Unicer - "União Cervejeira, E.P.", resultado da fusão da CUFP com a COPEJA (localizada em Santarém), com a IMPERIAL (localizada em Loulé) e com a RICAL (fábrica de refrigerantes em Sta. Iria da Azóia), e a Centralcer – Central de Cervejas, E.P. resultado da fusão da Sociedade Central de Cervejas com a Cergal – Cervejas de Portugal.[3]
A década de 80 é um período de consolidação das duas empresas nacionalizadas, com a modernização dos processos de fabrico e distribuição e a introdução de novas marcas e novos produtos. Em 1989 o consumo de cerveja ultrapassa o consumo de vinho em Portugal.[11] Em 1989 a Unicer é privatizada e no ano seguinte é a vez da Central de Cervejas.
Século XXI
Em 2003 a Central de cervejas foi adquirida pela Scottish & Newcastle e mais tarde em 2008 pela Heineken.[3] Em 2010 a Drinkin foi adquirida pelos Espanhóis da Font Salem.[12]
Nos últimos anos, especialmente a partir de 2011 começaram a aparecer micro cervejarias por todo do pais.[11] Este fenómeno levou ao lançamento de novos produtos, capazes de satisfazer os consumidores habituais e trazer para o convívio dos apreciadores de cerveja, aqueles a quem uma cerveja clássica não satisfaz. Em 2017 a Unicer muda de nome e passa a chama-se Super Bock Group.[11] Atualmente, o mercado nacional é dominado pelos dois grandes fabricantes: o Super Bock Group e a Central de cervejas, os quais controlam aproximadamente 90% do mercado de cerveja.[13]
Patrono
As confrarias remontam à Idade Média, época em que os mestres de cada ofício (mester) se organizavam nas chamadas irmandades mesteirais com o objetivo de defender interesses comuns ligados à sua atividade. Surgem assim nessa época as primeiras confrarias de mestres cervejeiros.[14]
A existência de um patrono remonta às origens medievais das confrarias, enquanto irmandades de mestres, numa época de intensa religiosidade em que a invocação de figuras santas para ultrapassar as dificuldades diárias era uma prática comum. Daqui resultou que quase todos os ofícios ou profissões passassem a ter o seu santo protetor, uma tradição que ainda hoje conseguimos atestar.[14]
Portugal é um exemplo, ao ter uma forte associação a São Jorge e prova disso são as histórias, romarias, igrejas e nomes de localidades a ele dedicadas. Desta forma, foi também a escolha natural para patrono da Confraria da Cerveja.[14]
O dia de São Jorge, 23 de abril, é uma data ligada à tradição cervejeira. É o dia que habitualmente marcava o fim do período anual de produção de cerveja, dada a aproximação da época de calor, e é também a data da promulgação da Reinheitsgebot (Lei da Pureza da Cerveja) pelo duque Guilherme IV da Baviera, em 1516, que instituiu os ingredientes base para o fabrico de cerveja: água, malte de cevada e lúpulo. A levedura de cerveja não era conhecida à época.[14]
Festivais
Em Portugal existem alguns festivais cervejeiros como o Aveiro Craft Beer Festival, o WOW Porto, o Cerveja em Lisboa, e o Hopen Braga Beer Festival.[1]
Mercado
O mercado cervejeiro é controlado em mais de 90% por dois grupos, o grupo Super Bock Group e a Central de Cerveja.[13]
Consumo
Em 2023 foram consumidos 6.232.000 hectolitros, sendo o consumo per capita de 60 litros anuais.[15] Em 2022 o canal on-trade foi responsável por 67% do consumo, enquanto o canal off-trade foi responsável por 33%.[2]
Em 2022 venderam-se 11.200.000 litros de cerveja sem álcool/0%, o que corresponde a 1,9% do mercado total de cervejas.[2]
Produção
Em 2021 existiam mais de 100 cervejarias ativas.[16] Em 2023 foram produzidos 7.554.000 hectolitros de cerveja.[15] O valor de impostos gerados pelo fabrico foi de 109 milhões de euros.[15] O fabrico de cerveja foi responsável por 2.516 empregos diretos[15] e 80.000 indiretos.[16]
Exportações/Importações
Em 2023 foram exportados 1.498.000 hL de cerveja.[15] Para os países da União Europeia foram exportados 1.065.000 hL e para o resto do mundo 433000 hL.[15] As importações de cerveja foram de 99.000 hL em 2023.[15]
Cervejarias industriais
As cervejarias industriais a operar em Portugal são:
Super Bock Group (Carlsberg)
- Fundação: Em 1890.[16] Fabricas: Leça do Balio.[17]
- Marcas:
- Volume de negócios em 2023: 582 milhões de euros.[21]
- Produção em 2023: mais de 300.000.000 de litros.[22]
- Quotas de mercado:
Central de Cervejas (Heineken)
- Volume de negócios em 2009: 445 milhões de euros.[29]
- Produção em 2023: mais de 200.000.000 de litros.[22]
- Quotas de mercado por marcas, em 2017: Sagres 42,7%;[30] em 2014: Heineken 1,7%.[31]
Font Salem (Estrella Damm)
- Volume de negócios em 2019: 150 milhões de euros.[34]
- Produção em 2022: 3.000.000 hL (Cerveja e refrigerantes).[35]
ECM - Empresa de Cervejas da Madeira
- Fundação: Em 1872, na ilha da Madeira.[16][36]
- Marcas de origem Portuguesas: Coral, Portuguesa.[33][16]
- Volume de negócios em 2022: 58 milhões de euros.[37]
- Produção em 2024: 36 milhões de litros (cerveja e refrigerantes).
Melo Abreu
- Marcas de origem Portuguesas: Especial.
Importadas
As cervejas importadas são:
- Marcas importadas: Estrella Damm.[38]
Cervejarias artesanais
No final do século XX cansados da uniformidade das grandes marcas de cervejas comerciais, os consumidores começaram a procurar sabores mais autênticos e variados. Essa procura vai levar a reintrodução de técnicas tradicionais e a experimentação de novos ingredientes, levando ao aparecimento de micro cervejarias. Em 2011 existiam em Portugal somente 7 micro cervejarias, em 2014 existiam 35, em 2015 passaram para 64[39] e em 2021 existiam mais de 100 micro cervejarias ativas.[16][40]
As cervejarias artesanais a operar em Portugal por região, são:
Região Norte
- Quinas, cervejaria fundada em 2018, está localizada no município de Valongo.[33][16]
- Lupum, cervejaria fundada em 2017, está localizada no município de Vila Nova de Gaia[16]
- Sovina, cervejaria fundada em 2011, está localizada no município do Porto.[16]
- Marcas: Sovina.[16]
- Nortada, cervejaria fundada em 2017, está localizada no município do Porto.[41]
- Post Scriptum, cervejaria fundada em 2015, está localizada no município da Trofa.[16]
Região Centro
- Xarlie, cervejaria fundada em 2017, está localizada no município de Leiria.[33][16]
- Vadia, cervejaria fundada em 2010, está localizada no município de Oliveira de Azeméis.[33]
- Rapada, cervejaria fundada em 2015, está localizada no município de Oliveira do Hospital.[43]
Região de Lisboa e Vale do Tejo
- Dois Corvos, cervejaria fundada em 2015, está localizada na zona de Marvila, Lisboa.[16][33][16][41]
- Lince, cervejaria fundada em 2016, está localizada na zona de Marvila, Lisboa.[16][33][16]
- Musa, cervejaria fundada em 2016, está localizada na zona de Marvila, Lisboa.[16]
- Oitava Colina, cervejaria fundada em 2015, está localizada no bairro da Graça, Lisboa.[16]
- Hoppy House Brewing, cervejaria fundada em 2018.
- Pertence a Central de cervejas e está localizada junto ao local onde esteve localizada a primeira cervejaria de Lisboa (a Fábrica da Trindade), fundada em 1836.[44]
- Marcas: Trindade, Topázio, Onyx e Lagunitas.[16][44]
- HopSin, está localizada no município de Sintra.[41]
- The Browers Company, cervejaria fundada em 2019, está localizada Hub Criativo do Beato, Lisboa.[16]
- Pertence ao Super Bock Group.[45] Produz 120.000 litros de cerveja por ano.[46]
- Marcas: Browers. Tem Tap Room e restaurante.[47]
Região do Alentejo
- Barona, cervejaria fundada em 2015, está localizada no município do Marvão.[16]
- Estroina, cervejaria fundada em 2018, está localizada no município de Mértola.[48][49]
- Marcas: Estroina.
Região do Algarve
- Dos Santos, cervejaria fundada em 2018, está localizada no município de Lagoa.[16]
- Marafada, cervejaria fundada em 2015, está localizada no município de Silves.[50][51]
- Marcas: Marafada. Aceita visitas a fabrica.
Região da Madeira
Região dos Açores
- Koriska, cervejaria fundada em 2017, está localizada no município da Lagoa, ilha de São Miguel.[16]
Ver também
Referências
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