Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas
| Tipo | Instituição cultural sem fins lucrativos |
|---|---|
| Fundação | 31 de outubro de 1901 |
| Sede | Campinas, SP, Brasil |
| Presidente | Alcides Ladislau Acosta |
| Vice | Marli Aparecida Marcondes |
| Fundadores |
|
| Website | https://www.ccla.org.br |
O Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) é uma instituição cultural da cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo, no Brasil. Fundado em 31 de outubro de 1901, por um grupo de intelectuais, é uma das mais longevas instituições campineiras no segmento cultural, tendo sido integrado por personalidades de importância para a cultura local e nacional.[1][2]
O prédio onde está a sede do CCLA é localizado na esquina da "Rua Bernardino de Campos" com a "Avenida Francisco Glicério", no centro da cidade, onde o Centro está desde 1942, quando o prédio foi inaugurado. Em 2017, esse mesmo prédio foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT) em 2017.[3]
História
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A ideia da sua criação surgiu por um grupo de cientistas, artistas e intelectuais da época, que tinha o objetivo de se reunir para estudos e produções, realizando uma importante conexão entre ciência e arte. Eram ligados ao Colégio Culto à Ciência e ao Instituto Agronômico de Campinas. Sua primeira sede localizada à Rua Barão de Jaguara, em 1902.[2][4]
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Em 1908, a sede mudou para um prédio na "Rua Conceição", esquina com a "Avenida Francisco Glicério". Permaneceu até o início dos anos 1940, quando a Prefeitura desapropriou e demoliu o edifício, como parte de um movimento de remodelação do centro, resultante do chamado "Plano Prestes Maia".
Com a verba recebida de indenização pela desapropriação, construíram um novo edifício em estilo art déco, que foi inaugurado em junho de 1942.
Localizado na esquina formada pela esquina da "Rua Bernardino de Campos" com a "Avenida Francisco Glicério", o CCLA permanece naquele mesmo prédio até os dias de hoje.O prédio do Centro de Ciências Letras e Artes foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT), o que se deu por meio da "Resolução SC-67", emitida em 19 de dezembro de 2017.[3][2][4]
Estrutura

O CCLA é dotado de uma biblioteca e dois museus, um deles dedicado ao maestro Carlos Gomes, e outro dedicado ao político Campos Sales, além de galerias de artes, salas de leituras e uma vitrine cultural e um auditório.[2].
A proposta do Centro continua basicamente a mesma, visando valorizar as diversas linguagens e manifestações artísticas, que promovem reflexões em diversos segmentos.[2][5]
A pinacoteca mantida pelo CCLA foi estabelecida no mesmo ano de inauguração do Centro. Ela reúne quadros das primeiras décadas do século XX da cidade de Campinas. Além disso, o núcleo do acervo também reúne obras do início do século XXI[1].
Além disso, por ter criado o primeiro cineclube de Campinas, o Centro já foi palco de muitos eventos e também já recebeu várias personalidades do país.[6]
Roubo de obras raras em 2013

Em 08 de agosto de 2013, a biblioteca do CCLA teve roubados cerca de 200 itens incluindo obras de arte, livros e documentos raros, entre os quais estavam obras francesas de botânica do século XVII, além de livros que pertenceram ao ex-presidente Campos Sales.
O roubo foi perpetrado por cinco pessoas, que fizeram funcionários e pesquisadores de reféns. Após o balanço das obras faltantes, que totalizam trinta e nove (39), a Polícia Federal considerou encaminhar uma lista com as obras à Interpol, com o objetivo de ampliar o raio de buscas. Segundo relataram mais tarde funcionários do CCLA, o grupo chegou ao local agindo de modo que indicava que eles sabiam exatamente o que levariam.[7][8]
Os trabalhos de investigação levaram cerca de três meses, e o grupo foi descoberto devido a câmeras de imóveis vizinhos ao CCLA. Além disso, funcionários do Centro contribuíram com fotografias, que ajudaram os agentes no reconhecimento dos suspeitos.

No dia 06 de novembro daquele mesmo ano, quatro suspeitos foram presos em flagrante quando tentavam roubar quadros em uma casa paroquial na cidade de Piracicaba. Na ocasião, foram apreendidas trinta e nove (39) obras. Outros dois (02) suspeitos foram detidos no dia seguinte, na capital do estado, em cumprimento de mandados de prisão emitidos pela Justiça Federal. Cerca de 23 das telas recuperadas integram a coleção de 180 quadros do CCLA.
As obras foram encontradas em um antiquário e na residência de um dos quatro suspeitos, que compunham uma quadrilha especializada em roubo de obras de arte e peças raras, e que haviam roubada outras obras em outros locais do estado. Rodrigo Galazzo, então delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil, o grupo responsável pelo roubo no CCLA já havia atuado até mesmo em outros estados, e também tinha conexões internacionais no mercado ilegal de obras de arte, um fator que tornou difícil a determinação do tamanho da organização criminosa.[9][10][11]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Centro de Ciências Letras e Artes». Campinas.com.br. Consultado em 27 de novembro de 2023
- ↑ a b c d e «Campinas». conheca.campinas.sp.gov.br. Consultado em 1 de dezembro de 2023
- ↑ a b «Campinas – Centro de Convivência Cultural de Campinas | ipatrimônio». Consultado em 1 de dezembro de 2023
- ↑ a b Campinas, IHGG (6 de novembro de 2018). «O Centro de Ciências, Letras e Artes (1901)». Consultado em 1 de dezembro de 2023
- ↑ Andrea (29 de novembro de 2023). «Artistas da ALCA participam da Exposição de Natal de Paz». AFPESP. Consultado em 1 de dezembro de 2023
- ↑ MAZZOLA, Gustavo Omar e BORGES, Luiz Carlos R. Centro de Ciências Letras e Artes – CCLA – Ano 101. Campinas: Komedi, 2002.
- ↑ «Centro faz balanço de obras raras roubadas de biblioteca em Campinas». G1 Campinas e Região. 13 de agosto de 2013. Consultado em 1 de dezembro de 2023. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2013
- ↑ «PF acionará Interpol para procurar obras raras roubadas em Campinas». G1 Campinas e Região. 12 de agosto de 2013. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2025
- ↑ TONON, Felipe (14 de novembro de 2013). «Exposição do CCLA homenageia policiais que recuperaram obras». Correio Popular. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ «Polícia prende quadrilha e recupera obras raras roubadas em São Paulo». G1 Campinas e Região. 7 de novembro de 2013. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ «CCLA reconhece telas roubadas em agosto e recuperadas pela DIG». G1 Campinas e Região. 8 de novembro de 2013. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2013