Henrique de Barcelos
Henrique de Barcelos | |
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| Dados pessoais | |
| Nome completo | Henrique de Barcellos |
| Nascimento | 26 de fevereiro de 1854 Ilha Terceira, Província Central dos Açores, Reino de Portugal e dos Algarves |
| Morte | 09 de fevereiro de 1911 (56 anos) Campinas, Estado de São Paulo, Estados Unidos do Brasil |
Henrique de Barcellos (Ilha Terceira, 26 de fevereiro de 1854 – Campinas, 02 de setembro de 1911) foi um jornalista, professor e escritor nascido em Portugal e radicado no Brasil. É conhecido por ter fundado diversos periódicos na cidade de Campinas, tais como o Correio de Campinas e o Comércio de Campinas, por ter sido um dos fundadores do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (CCLA), além de ter sido diretor e professor de língua portuguesa no Colégio Estadual Culto à Ciência.[1][2][3][4][5]
Biografia
Nascido no dia 26 de fevereiro de 1854, na Ilha Terceira, na Província Central do arquipélago dos Açores, Henrique de Barcelos deixou sua terra ainda jovem, rumo ao Império do Brasil. Ao aportar, Barcelos se estabeleceu inicialmente na cidade do Rio de Janeiro, onde permaneceu até que, em 1873, mudou para a então Província de São Paulo, tendo se estabelecido na cidade de Campinas.[2][3]
Chegando em Campinas, tentou fazer carreira no comércio, mas não obteve sucesso, o que levou ao jornalismo. Sua carreira na imprensa teve início ainda em 1873, num pequeno periódico local, voltado especificamente para o público feminino, chamado “A Sensitiva”, um jornal fundado por Hilário Magro Júnior, irmão de José Maria Lisboa, autor das primeiras publicações do jornal, realizadas na forma de Almanaque.[2][3]

No ano seguinte, ao lado de José Gonçalves Pinheiro e Antonio Sarmento, Barcelos fez circular o primeiro número do jornal semanal “A Mocidade”.[2][3]
No ano de 1875, Barcelos fundou o jornal Diário de Campinas, do qual foi diretor durante dez anos, até deixar o jornal A Mocidade, em 01 de janeiro de 1885, quando fundou outro jornal, o Correio de Campinas.[2][3]
Já naquele tempo, Barcelos gozava de prestígio nos círculos intelectuais de Campinas, tanto que foi nomeado diretor do Colégio Culto à Ciência, veio a deixar suas atividades no Correio. Exerceu o cargo de diretor no período de 1898 a 1900. No mesmo Colégio, Barcelos também lecionou a disciplina de Língua Portuguesa.[4][5][2][3]

deixar o cargo de diretor do colégio, Barcelos tentou mais uma vez tentou empreender no comércio. No entanto, em pouco tempo percebeu que fora um erro, levando-o a abandonar o comércio novamente.[2][3]
Em 1901, foi um dos fundadores do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, onde também integrou a Comissão de Revistas e Publicações. No mesmo ano, retornou à imprensa, dessa vez fundando mais um periódico, o Comércio de Campinas, jornal que circulou até fins da década de 1910. [2][3][6]
Dirigiu o Comércio de Campinas até o dia 02 de setembro de 1911, quando repentinamente veio a falecer.[2][3]
Foi sepultado no Cemitério da Saudade.[2][3]
Além de seus trabalhos no jornalismo e na Educação municipal, Henrique de Barcelos também escreveu peças para teatro, dentre os quais se destacaram "Os Dois Pagens", "Amores do Sr. Antão","Apuros de um Jornalista" e "Gato de Botas".[2][3][7]
Referências
- ↑ FANTINATTI, João Marcos (24 de novembro de 2006). «Pró-Memória de Campinas-SP: Personagem: Henrique de Barcellos». Pró-Memória de Campinas-SP. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k VILLAGELIN, Arthur Nazareno Pereira (1980). «Rua "A Sensitiva"». Centro de Memória-UNICAMP. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k VILLAGELIN, Arthur Nazareno Pereira (1958). «Rua Henrique de Barcelos». Centro de Memória-UNICAMP. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ a b «CECC - DIRETORES». cultoaciencia.net. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ a b «COLÉGIO ESTADUAL CULTO À CIÊNCIA - MONOGRAFIA». cultoaciencia.net. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ «Ciências». Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA). 12 de agosto de 2014. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ ARAÚJO, Marecilda Bezerra de. «Manuais pedagógicos, cartilhas escolares e a formação do homem republicano no grupo escolar Barão do Rio Branco em Parelhas-RN, 1919-1922». Repositório institucional da UFRN (Tese de Doutorado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Consultado em 3 de dezembro de 2025
