Catedral de Nossa Senhora da Consolação (Marajó)

Catedral de Nossa Senhora da Consolação
Fachada da Catedral.
Informações gerais
Estilo dominanteBarroco
Início da construção23 de agosto de 1937
Fim da construção15 de novembro de 1941
Inauguração19 de março de 1942
Religiãocatolicismo
DiocesePrelazia de Marajó
Geografia
PaísBrasil
CidadeSoure
Coordenadas🌍
Localização em mapa dinâmico

A Catedral de Nossa Senhora da Consolação é um templo católico localizado no município de Soure, na ilha de Marajó, no estado do Pará, Brasil. É sede da Prelazia de Marajó e um importante centro religioso e cultural da região.[1]

No dia 21 de novembro de 2024 foi sepultado na Catedral o corpo de Dom José Luis Azcona Hermoso, que foi bispo da Prelazia do Marajó.[2][3]

História

Desde os primeiros anos da Prelazia do Marajó os frades da Ordem dos Agostinianos Recoletos (OAR) encomendaram as missões nos campos e rios do Marajó sob o orago de Nossa Senhora da Consolação. A Catedral da Prelazia no município de Soure, Pará, é dedicada a padroeira dos Agostinianos, em 1951, enquanto tinha Frei Alquílio Álvares Díez como pároco, que mas tarde chegaria a ser o segundo bispo prelado, indiciou junto com a reforma da Igreja uma série de "apoteoses agostinianas" na cúpula da Catedral.

Cúpula

Fonte:[4]

A cúpula está dividida em quatro apoteoses, todas elas referentes à vida de Santo Agostinho de Hipona: A que fica acima do altar-mor representa Santo Agostinho na cena tradicional do que: "Quo me vertar nescio" (Não sei para onde me virar). O santo está vestido com vestes episcopais e, de joelhos, contempla no firmamento a imagem de Nossa Senhora da Consolação e o Crucifixo, ficando perplexo sem saber a qual se dirigir. Do peito de Maria, vem à sua boca um jato de leite, enquanto das chagas do lado de Jesus, vem um jorro de sangue. Pequenos Anjos sustentam seu bácuo e seus livros. Outros, no alto, fazem a corte a Jesus e à Maria.

A outra apoteose, que está ao lado da epístola, representa o batismo de Santo Agostinho: Santo Ambrósio de Milão, vestido com ornamentos episcopais derrama água sobre a cabeça de Agostinho. Este, vestindo túnica preta, porém, sem capuz, recebe, com semblante arrependido, as santas águas batismais. Santa Mônica de Hipona, prostrada, assiste ao ato. Vê-se o Espírito Santo, em forma de pomba, descendo sobre o santo. Anjos trazem os santos óleos e a toalha.

O quadro que está acima da mesa da comunhão, representa a transverberação: Santo Agostinho, de joelhos, vestido com o hábito recoleto, traz em sua mão direita o coração ardendo em chamas. Sobre nuvens, aparece a imagem da Consolação. As cores da túnica e manto são as mesmas que as da imagem que há no altar-mor. Sobre seu colo, está o menino Jesus que num alarde, como de inveja, traspassa com uma flecha o coração de Agostinho. Esta passagem, mostra o grande amor do Santo à Maria.

Finalmente, ao lado do Evangelho, temos Santo Agostinho sentado e rodeado de seus monges no momento em que lhes dava a norma de vida ou Regra: No livro aberto se lêem as primeiras palavras da mesma: “Ante omnia fratres carissimi” (Acima de tudo, queridos irmãos). Baixando da cúpula junto ao presbitério encontramos a imagem de Agostinho e Mônica prostrados ante a Nossa Senhora da Consolação, respectivamente, recebendo a correia da Virgem e do menino Jesus.

Ver também

Ligações externas

Referências

  1. «Cathedrals in Brazil». gcatholic.org. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  2. Belém.com.br (21 de novembro de 2024). «Corpo de Dom Azcona é velado na igreja Matriz de Soure, hoje (21)». Belém.com.br - Quem é de Belém e do Pará, anuncia aqui!. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  3. «Dom Azcona, Bispo Emérito do Marajó, morre aos 84 anos, em Belém». O Liberal. 20 de novembro de 2024. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
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