Carlos de Campos

Carlos de Campos
12° Presidente do Estado de São Paulo
Período1 de janeiro de 1924 a
27 de abril de 1927
Vice-presidenteFernando Prestes de Albuquerque
Antecessor(a)Washington Luís
Sucessor(a)Antônio Dino Bueno
Deputado federal por São Paulo
Período1 de janeiro de 1919 a
31 de dezembro de 1924
Legislaturas11ª Legislatura (1919–1921)
12ª Legislatura (1922–1924)
Deputado Estadual de São Paulo
Período1 de janeiro de 1895 a
31 de dezembro de 1897
1 de outubro de 1900 a
31 de dezembro de 1915
Legislaturas[1]3ª Legislatura (1895–1897)
4ª Legislatura (1898–1900)
5ª Legislatura (1901–1903)
6ª Legislatura (1904–1906)
7ª Legislatura (1907–1909)
8ª Legislatura (1910–1912)
9ª Legislatura (1913–1915)
7°, 8° e 9° Presidente da Câmara de Deputados do Estado de São Paulo
Período15 de julho de 1907 a
16 de julho de 1915
Mandatos[2]de 1907 a 1908
de 1908 a 1909
de 1909 a 1910
de 1910 a 1911
de 1911 a 1912
de 1912 a 1913
de 1913 a 1914
de 1914 a 1915
Antecessor(a)João Álvares Rubião Júnior
Sucessor(a)Antônio Álvares Lobo
5° Vice-presidente da Câmara de Deputados do Estado de São Paulo
Período9 de abril de 1902 a
2 de julho de 1903
Senador Estadual de São Paulo
Período1 de janeiro de 1915 a
31 de dezembro de 1918
Secretário da Justiça
do Estado de São Paulo
Período1896-1897
PresidenteCampos Salles
Antecessor(a)João Batista de Melo Peixoto
Sucessor(a)Francisco de Toledo Malta
Intendente Municipal de Amparo[3]
Período18891891
Dados pessoais
Nascimento6 de agosto de 1866
Campinas, Província de São Paulo, Império do Brasil
Morte27 de abril de 1927 (60 anos)
São Paulo, Estado de São Paulo, República dos Estados Unidos do Brasil
Alma materUniversidade de São Paulo
PartidoPartido Republicano Paulista
Ocupaçãopolítico e advogado

Carlos de Campos (Campinas, 6 de agosto de 1866São Paulo, 27 de abril de 1927) foi um advogado e político brasileiro. Foi o décimo-segundo presidente do estado de São Paulo, tendo governado de 1 de maio de 1924 até o dia de sua morte, quando assumiu o governo interinamente o presidente do Senado Estadual Antônio Dino da Costa Bueno, em virtude da renúncia do vice-presidente do estado, Coronel Fernando Prestes de Albuquerque.

Carreira

Iniciou-se na política como membro do conselho da intendência municipal de Amparo, em 1890. Foi em seguida deputado estadual (de 1895 a 1915), presidindo a assembleia entre 1907 e 1915. Foi deputado federal (de 1918 a 1923).[1][2]

Carlos de Campos criou, em 1926, a Guarda Civil do Estado de São Paulo, que existiu até 1970.

Em seu governo, ocorreu em São Paulo, a Revolução de 1924, iniciada a 5 de julho. O Palácio dos Campos Elísios, sede do governo paulista, começou a ser incessantemente bombardeado pelas forças revoltosas em 9 de julho, tendo sido um de seus filhos atingido na perna por estilhaços. Carlos de Campos, depois de abrigar sua família em casa de parentes, determinou, estrategicamente, que todos membros do governo se retirassem para a estação ferroviária de Guaiaúna, no bairro da Penha, que passou a ser a sede provisória do Governo Estadual, até os revoltosos serem derrotados, em 28 de julho.[4] Em 27 de julho houve um encontro entre Carlos de Campos e o jornalista Paulo Duarte, que levava cartas do presidente da Associação Comercial, José Carlos de Macedo Soares, responsável por intermediar as negociações entre o governo e o revoltosos. Nas cartas Macedo Soares pede que seja declarado um cessar-fogo de 48 horas para que fosse discutida a rendição dos que se rebelaram em troca da anistia de seus atos. Carlos de Campos responde:

Além desse episódio, em seu mandato como Presidente do Estado de São Paulo, esteve à frente de várias iniciativas, entre as quais se destacam o apoio à produção de café, a fundação do Instituto do Café, a remodelação da Estrada de Ferro Sorocabana e a construção da estação de trem Júlio Prestes (na capital paulista), a fundação do Banco do Estado de São Paulo e do Instituto Biológico e a efetivação de obras hidroelétricas na Serra do Mar, em parceria com a companhia Light & Power, para suprir de energia elétrica a capital e região.[6][7]

Carlos de Campos também exerceu atividades ligadas ao jornalismo, à música e à cultura. Colaborou com jornais e foi redator-chefe do Correio Paulistano, periódico oficial do Partido Republicano Paulista. Como músico, compôs e publicou peças para piano e orquestra: valsas, polcas, suítes, além de canções, operetas e óperas. Ajudou a criar o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e foi um dos fundadores da Academia Paulista de Letras.[6][7]

Veio a falecer antes de terminar seu mandato como Presidente do Estado de São Paulo, em 27 de abril de 1927, de uma embolia cerebral.[7] O compositor brasileiro Ernesto Nazareth escreveu uma marcha fúnebre em sua memória.[8]

Acervo documental

O Arquivo Público do Estado de São Paulo abriga um acervo de Carlos de Campos com 400 documentos textuais, com predomínio de cartas, ofícios e telegramas, a maioria girando em torno da chamada Revolução de 1924.[7]

Referências

  1. a b ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO. «Deputados Estaduais: legislaturas anteriores (Capítulo 2)». Deputados Estaduais: Legislaturas anteriores. Consultado em 28 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2025 
  2. a b ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO. «II - Câmara Estadual - 1930/1891». Presidentes da Assembleia 
  3. ASSE. «Carlos de Campos, ex-presidente do Estado». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo 
  4. COHEN, Ilka Stern, Bombas sobre São Paulo, A Revolução de 1924, Editora Unesp, 2006. Pág. 37.
  5. «São Paulo cidade aberta». Hora do Povo. Arquivado do original em 20 de janeiro de 2008 .
  6. a b Ribeiro, Antônio Sérgio. «Verbete de Carlos de Campos em CPDOC-FGV» (PDF). Consultado em 8 de agosto de 2020 
  7. a b c d «Carlos de Campos - Guia do Acervo». icaatom.arquivoestado.sp.gov.br. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  8. «Marcha Fúnebre». Instituto Moreira Salles. Consultado em 31 de julho de 2021 

Ligações externas

Precedido por
Washington Luís
12º Presidente de São Paulo
1924–1927
Sucedido por
Júlio Prestes