Carlos Vaz de Melo

Carlos Vaz de Mello
63° Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Período9 de maio de 1899
até 6 de maio de 1903
Antecessor(a)Artur César Rios
Sucessor(a)Francisco de Paula Oliveira Guimarães
Dados pessoais
Nascimento8 de setembro de 1842
Morte3 de novembro de 1904 (62 anos)
Viçosa
PartidoPRM

Carlos Vaz de Mello (Congonhas de Sabará, 8 de setembro de 18423 de novembro de 1904) foi um político e empresário brasileiro. Foi presidente da Câmara dos Deputados e senador durante a República Velha.[1]

Biografia

Filho do engenheiro Fernando Vaz de Melo e de sua esposa, Sofia Adelaide de Andrade, Carlos tinha seis irmãos: Aurélio, Fernando, Domingos, Cornélio (prefeito de Belo Horizonte), Séptimo e Lívia.

Em 1859, aos dezessete anos de idade, ele entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Três anos depois, seu pai foi assassinado, o que o levou a trabalhar para sustentar seus estudos, taquigrafando as aulas de seus professores e organizando matérias de seus colegas. Em 1864, bacharelou-se e regressou a Minas Gerais, onde exerceu a advocacia por um ano.

No dia 13 de setembro de 1865, em Sabará, Carlos casou-se com sua prima, Maria Augusta Vaz de Melo. Tiveram dezesseis filhos: Felipe, Alice (educadora e enfermeira[2]), Mário, Gragina, Maria, Carlos, Sylvia, Clélia (esposa de Artur Bernardes e primeira-dama do Brasil entre 1922 e 1926), Sylvio, Fernando, Sophia, Lívia, Maria Augusta, Cyro, Sebastião e Washington.

Em janeiro de 1866, tornou-se juiz municipal da Comarca de Ubá e delegado de polícia desta cidade. Dez anos mais tarde, foi apontado juiz de Santa Rita do Turvo (atual Viçosa), cargo que ocupou até 1882. Com a Lei Saraiva, Vaz de Melo demitiu-se do cargo de magistrado.

Em maio de 1882, Carlos tornou-se deputado geral. Mais tarde, ele fundou em Viçosa duas fábricas de tecidos e o semanário Cidade de Viçosa. Em abril de 1892, depois de ser anistiado por Floriano Peixoto, pois liderara uma revolta armada contra as autoridades do município, tornou-se seu partidário.

Filiado ao Partido Republicano Mineiro (PRM), Carlos Vaz de Melo exerceu, por três mandatos, os cargos de deputado federal, tornando-se presidente da Câmara (1886 a 1894, 1897 a 1899 e 1900 a 1902), e senador federal, entre 1903 e 1904.

Devastado pela enfermidade e pela morte de dois filhos, vitimados pela febre amarela, Carlos Vaz de Melo deixou, ao morrer, a política de Viçosa dividida em dois partidos: um dirigido por seu genro, Artur Bernardes, e outro por seu amigo, José Teotônio Pacheco.

Ligações externas

Referências

Ver também

Precedido por
Artur César Rios
Presidente da Câmara dos Deputados
1899 — 1903
Sucedido por
Francisco de Paula de Oliveira Guimarães