Carl Jonas Love Almqvist

Carl Jonas Love Almqvist
Nascimento
Morte
26 de setembro de 1866 (72 anos)

NacionalidadeSuécia Sueco
OcupaçãoEscritor
Principais trabalhosTörnrosens bok

Carl Jonas Love Almqvist (n. Estocolmo, Suécia, 28 de novembro de 1793 - m. Bremen, Alemanha, 26 de setembro de 1866) foi um escritor, professor, pastor e compositor sueco. [1][2][3][4][5]

CJL Almqvist é autor de uma obra incluída no Cânone Cultural da Suécia (Sveriges kulturkanon), uma lista oficial de obras e realizações particularmente importantes para a herança cultural do país: Det går an – literalmente Isso "dá certo". [7] [8] [9]

Biografia

Ele estudou na Universidade de Uppsala e depois trabalhou como escriturário em Estocolmo. Em 1823, ele desistiu do cargo e, no outono do ano seguinte, mudou-se para Adolfsfors-Köla, no norte de Värmland, onde ele e alguns amigos, inspirados por Jean-Jacques Rousseau, pretendiam viver um idílio rural. Foi lá em 1824 que ele se casou com Anna Maria Andersdotter Lundström (1799-1868) e teve dois filhos. Em 1828, tornou-se professor na escola experimental Nya Elementar em Estocolmo, onde foi reitor de 1829 a 1841. Almqvist foi ordenado pastor em 1837, mas não conseguiu encontrar trabalho, e depois de publicar Det går an, em 1839, desistiu totalmente dessa carreira; sustentando-se trabalhando para vários jornais (incluindo Aftonbladet e Jönköpingsbladet). [10][11][12]

Em junho de 1851, Almqvist fugiu da Suécia sob suspeita de fraude e tentativas de envenenamento contra um velho usurário chamado Johan Jacob von Scheven, a quem devia 18 000 riksdaler. Ele chegou aos Estados Unidos no final de agosto e viajou amplamente com o nome de Lewis Gustawi. Na Filadélfia, no terceiro aniversário de sua partida de Estocolmo, ele casou-se com a proprietária de uma casa de hospedegem de 69 anos, Emma Nugent. Em 1865, Almqvist tentou voltar para a Suécia, mas só foi até Bremen, onde morreu.[10][11]

As sua ideias radicais entraram em conflito com a sociedade da época.
No seu ensaio ”Om brottsliges behandling” (1821), Carl Jonas Almqvist defende que o criminoso é um doente que deve ser tratado e não castigado.
E no seu pequeno romance ”Det går an” (1839), insurge-se contra o casamento e defende o direito da mulher à maioridade e ao trabalho. [13] [1]

Seus trabalho

Ele escreveu muitos livros e poemas. Foi um escritor muito versátil e multi-facetado, com textos românticos e textos realistas, interessado pelo radicalismo social e pela mística religiosa. As sua ideias radicais entraram em conflito com a sociedade da épocaː

  • No seu ensaio ”Om brottsliges behandling” (1821), Carl Jonas Almqvist defende que o criminoso é um doente que deve ser tratado e não castigado;
  • E no seu pequeno romance ”Det går an” (1839), insurge-se contra o casamento e defende o direito da mulher à maioridade e ao trabalho;[3][14]
  • Em seu romance Drottningens juvelsmycke, o personagem principal, Tintomara, não é nem homem nem mulher, e estimula homens e mulheres a se apaixonarem;
  • E em seu romance Det går an, uma mulher vive com um homem sem ser casada com ele. Esses livros levaram a igreja e o estado a condená-lo e chamá-lo de revolucionário perigoso. No entanto, ele ainda manteve influência com seus escritos e é considerado um dos mais importantes reformadores sociais suecos do século XIX.[10][11]

Algumas obras

  • Törnrosens bok (1833–51), coletânea temática de novelas, dramas e ensaios
  • Amorina (1822, rev. 1839), romance dramático [15]
  • Drottningens juvelsmycke (1834), romance
  • Det går an (1839), romance [16]
  • Songes (1849), poemas

Ver também

Referências

  1. a b Bertil Romberg e Eva Öhrström. «Carl Jonas Love Almqvist» (em sueco). Nationalencyklopedin – Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 14 de fevereiro de 2016 
  2. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Carl Jonas Love Almqvist». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 325. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 
  3. a b Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Carl Jonas Love Almqvist». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 26. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  4. Herman Hofberg, Frithiof Heurlin, Viktor Millqvist, Olof Rubenson. «Carl Jonas Ludvig (Love) Almquist» (em sueco). Projekt Runeberg – Svenskt biografiskt handlexikon. Consultado em 30 de maio de 2016 
  5. Linnell, Björn (1999). «Svensk litteratur före 1900». Litteraturhandboken (em sueco). Estocolmo: Forum. p. 351. 848 páginas. ISBN 91-37-11226-0 
  6. «Carl Jonas Love Almqvist (1793-1866)» (em sueco). Litteraturbanken 
  7. «En kulturkanon för Sverige» (PDF) (em sueco). Statens offentliga utredningar 2025. Consultado em 1 de dezembro de 2025. Det går an (Carl Jonas Love Almqvist, 1839)… O amor nascente é retratado de forma delicada e envolvente. A franqueza da personagem feminina em relação a uma relação igualitária tem um grande potencial para o futuro. (p.122) 
  8. Rebecca Lundberg, Joachim Voss Sundell. «Här är Sveriges nya kulturkanon: Strindberg och Pippi Långstrump» (em sueco). SVT Nyheter. Consultado em 1 de dezembro de 2025. Cânone cultural – lista completa... Literatura, prosa... ”Det går an” (É possível), de Carl Jonas Love Almqvist. 
  9. «En svensk kulturkanon» (PDF) (em sueco). SOM-institutet (Universidade de Gotemburgo). Consultado em 1 de dezembro de 2025. O objetivo do cânone é tornar a cultura sueca acessível a mais pessoas, e que ela possa ser usada para contribuir para a educação, a comunidade e a inclusão... 
  10. a b c "Carl Jonas Love Almqvist (1793–1866)". bartleby.com.
  11. a b c "Carl Jonas Lovis (Love) Almquist". Svenskt biografiskt lexikon.
  12. Schuback, Cecília Sá Cavalcante (2019). «Pequenos escritos reunidos August Strindberg». Viso - Cadernos de estética aplicada. 13 (24). Niterói: Universidade Federal Fluminense. 33 páginas. 8:0 Todas as suas tentativas de reforma já naufragaram antes. ISSN 1981-4062. Consultado em 29 de setembro de 2025. ... Almqvist tentou virar fazendeiro, mas fracassou. Ele estava muito velho para se reformar e a cultura o havia destruído… Carl Jonas Love Almqvist (1793-1866). Escritor sueco... 
  13. Lars Lönnroth (2006). «"Fuga Poética" De Almqvist». Brathair - Revista de Estudos Celtas e Germânicos. 6 (2). p. 118. ISSN 1519-9053. Consultado em 17 de outubro de 2025. Det går an (Isso “dá certo”), que foi publicada no mesmo ano. Com a sua crítica bem formulada sobre o casamento, esse novo texto – que hoje encaramos como uma obra inocente, e não tão revolucionária – tornou-se um escândalo de proporções colossais. 
  14. Bertil Romberg e Eva Öhrström. «Carl Jonas Love Almqvist» (em sueco). Nationalencyklopedin – Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 14 de fevereiro de 2016 
  15. Lars Lönnroth (2006). «"Fuga Poética" De Almqvist». Brathair - Revista de Estudos Celtas e Germânicos. 6 (2). p. 118. ISSN 1519-9053. Consultado em 17 de outubro de 2025. Amorina foi o grande e incompleto projeto da juventude de Carl Jonas Love Almqvist, um melodrama romântico e transgressor, que trata de assassinato, loucura,incesto e amor superador. 
  16. Lars Lönnroth (2006). «"Fuga Poética" De Almqvist». Brathair - Revista de Estudos Celtas e Germânicos. 6 (2). p. 118. ISSN 1519-9053. Consultado em 17 de outubro de 2025. … uma história de amor aparentemente romântica, Det går an (Isso “dá certo”), que foi publicada no mesmo ano… 

Ligações externas