Guilherme Derrite

Guilherme Muraro Derrite
Capitão Derrite
Deputado federal por São Paulo
Período1.º de fevereiro de 2019 até a atualidade [nota 1]
Secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo
Período1.º de janeiro de 2023 até
1 de dezembro de 2025 [nota 2] [1]
GovernadorTarcísio de Freitas
Antecessor(a)João Camilo Pires de Campos
Sucessor(a)Osvaldo Nico Gonçalves
Dados pessoais
Nome completoGuilherme Muraro Derrite
Nascimento10 de outubro de 1984 (41 anos)
Sorocaba, São Paulo, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Alma materAcademia de Polícia Militar do Barro Branco
Prêmio(s)Medalha do Pacificador[2]
PartidoPP (2018-2022)
PL (2022-2025)
PP (2025-atualidade)
Religiãocatólico romano
Profissãopolítico
policial militar
Websitewww.derrite.com.br
Serviço militar
LealdadePolícia Militar do Estado de São Paulo
Anos de serviço2003-2018
Graduação Capitão

Guilherme Muraro Derrite (Sorocaba, 10 de outubro de 1984), também conhecido como Capitão Derrite, é um policial militar e político brasileiro, filiado ao Progressistas (PP).[3] Atualmente exerce o cargo de deputado federal por São Paulo, eleito em 2018 e reeleito em 2022. Também foi secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas, cargo do qual se licenciou para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados. Foi o primeiro oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) a ocupar a pasta.

Formado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Derrite serviu na Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), unidade de elite da PMESP, onde comandou pelotões entre 2010 e 2015. Recebeu a Medalha do Pacificador e formou mais de mil policiais ao longo da carreira. Passou para a reserva remunerada como capitão em 2018, ao ingressar na política.

Sua trajetória política inclui relatoria de projetos como a Lei Complementar 191/2022, que retomou a contagem de tempo de serviço para profissionais de segurança durante a pandemia, e apoio ao fim das saídas temporárias de presos. Na Secretaria de Segurança Pública, implementou programas como Muralha Paulista e Moradia Segura, além de expandir o uso de câmeras corporais. Sua gestão é marcada por aumento de 98% nas mortes em intervenção policial entre 2023 e 2024, gerando críticas por suposta "milicianização" da pasta e pedidos de impeachment[carece de fontes?].

Derrite defende a classificação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, elogia o modelo de segurança de exceção de Nayib Bukele em El Salvador e anunciou pré-candidatura ao Senado Federal em 2026. [4][5] A proposta de enquadrar facções como grupos terroristas, segundo Derrite, permitiria ampliar mecanismos de cooperação internacional, endurecendo não apenas ações de combate internas, mas também fragilizando a soberania nacional por possibilitar a ocorrência de intervenções externas, isto é, operações ou pressões conduzidas por outros países e/ou organismos internacionais e justificadas pelo alinhamento a acordos globais de combate ao terrorismo.[6][7][8]

Biografia

Guilherme Muraro Derrite nasceu em 10 de outubro de 1984 em Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. Cursou o ensino médio em escola pública estadual da cidade e, aprovado no vestibular, ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003. Formou-se como aspirante a oficial em 2006, iniciando a carreira na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). Durante sua formação, destacou-se em disciplinas relacionadas a segurança pública e táticas operacionais, o que pavimentou sua trajetória na corporação.

É bacharel em ciências sociais e segurança pública, em direito, e possui pós-graduação em ciências jurídicas e direito constitucional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Antes de entrar na política, atuou como professor em cursos de formação policial e integrou temporariamente o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Derrite é casado e pai de dois filhos. Reside na capital paulista e mantém perfil ativo nas redes sociais, onde compartilha posicionamentos sobre segurança pública e política.[9]

Carreira na polícia militar

Derrite ingressou na carreira militar aos 18 anos, motivado por um "sonho de infância" de servir na polícia, conforme relatado em entrevistas. Aprovado no vestibular da Fuvest e com bolsas em instituições como o Colégio Universitário e o Anglo, optou pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em São Paulo, onde iniciou sua formação em 2003, formando-se em dezembro de 2006 como aspirante a oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP).

Após sua graduação, Derrite serviu inicialmente em batalhões operacionais na capital. Nesses batalhões, Derrite foi acusado de comandar o grupo de extermínio osasquense batizado de "Eu sou a morte" pelo seu colega de corporação e implicado no crime Wallace Oliveira Faria. Apesar disso, os depoimentos careciam de provas concretas e portanto não avançaram. [10]

Atuação na ROTA e promoções

Em 2010, promovido a 1º tenente, Derrite ingressou na Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), unidade de elite da PMESP especializada no combate ao crime organizado. Entre 2010 e 2013, comandou um pelotão da ROTA, participando de operações contra facções criminosas na capital paulista e região metropolitana. Em 2013, assumiu o comando de outro pelotão de Força Tática no 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.

Durante sua passagem pela ROTA, Derrite participou de diversas operações de combate ao crime organizado, recebendo elogios por sua atuação, incluindo a Medalha do Pacificador, concedida por serviços relevantes à corporação. Comandou pelotão da ROTA de 2013 a 2015, e contribuiu para a formação de mais de mil policiais militares no Curso de Formação de Soldados da PMESP. Prestou concurso interno e passou a servir no Corpo de Bombeiros, onde atuou como porta-voz durante o incêndio e desabamento do prédio no Largo do Paissandu, em 2018.

Confrontos armados e afastamentos

A carreira de Derrite na ROTA gerou elevado número de confrontos armados e mortes em serviço. Em entrevistas, ele admitiu ter participado de pelo menos cinco trocas de tiros que resultaram em óbitos, afirmando que foi "convidado a se retirar" da unidade em 2015 por "excesso de letalidade", por ordem superior de cunho político. Relatórios da Ouvidoria da Polícia apontaram críticas por suposto excesso de força, incluindo acusações de envolvimento em dez homicídios durante três anos e nove meses de serviço, embora sem condenação judicial ou provas concretas. Derrite retornou à ativa após revisões internas e seguiu carreira até alcançar o posto de capitão.[11][12][10]

Declarações de Derrite levantam questões a respeito de sua postura de trabalho, em 2021 o político afirmou que saiu da Rota “porque eu matei muito ladrão. A real é essa, simples. pá!”". Além disso Derrite criticou policiais que matam menos de três indivíduos em 5 anos de serviço, classificando isso como "vergonhoso" o Capitão depois se desculpou por suas declarações.[10]

Passagem para a reserva

Promovido a capitão em 2018, Derrite passou para a reserva remunerada no mesmo ano, aos 34 anos, para concorrer ao cargo de deputado federal, conforme exigido pela Lei Complementar nº 64/1990. Ao longo de 15 anos de serviço ativo (2003–2018), acumulou experiência em comandos operacionais e formação de pessoal, mas sua saída da ROTA e controvérsias sobre letalidade influenciaram sua transição para a política, onde continuou a defender pautas de endurecimento penal.

Carreira política

Derrite iniciou sua carreira política em 2018, ao deixar a reserva da Polícia Militar para concorrer ao cargo de deputado federal por São Paulo. Foi eleito na ocasião com 119.034 votos para uma vaga de deputado federal pelo Partido Progressista (PP) pelo estado de São Paulo, na 56.ª legislatura da Câmara dos Deputados (2019-2023). Sua campanha enfatizou pautas de segurança pública, com o slogan "Capitão Derrite: Polícia que protege", e contou com apoio de alas conservadoras, incluindo bolsonaristas. Derrite integrou o grupo de deputados policiais e defendeu a defesa das forças de segurança em debates sobre letalidade policial e crime organizado.[13]

Primeiro mandato (2019–2023)

Durante seu primeiro mandato, Derrite destacou-se por sua atuação em pautas relacionadas à segurança pública. Atuou como 2º vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), de março de 2019 a março de 2021, onde influenciou discussões sobre políticas antiterrorismo e fortalecimento das polícias. Foi suplente nas Comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) e de Cultura (CCULT). Como vice-líder do governo Jair Bolsonaro de maio de 2019 a setembro de 2020, e vice-líder do PP em 2021, alinhou-se a pautas conservadoras, como o endurecimento penal e a oposição a medidas de desarmamento civil.

Derrite foi relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 150/2020, aprovado como Lei Complementar 191/2022, que retomou a contagem de tempo de serviço para profissionais de segurança pública e saúde afetados pela pandemia de COVID-19. Relatou também o PL 6.579/2013, sancionado em 2024 como lei que extingue as saídas temporárias de presos (conhecidas como "saidinhas"), após licença temporária em 2024 para acelerar sua tramitação. Foi coautor de outros três projetos aprovados relacionados à segurança, incluindo propostas para aumento de penas em crimes contra agentes de segurança. [14]

Desenvolveu o plano de governo durante a campanha do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e atualmente é Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Derrite foi reeleito em 2022, desta vez pelo Partido Liberal (PL), onde obteve 239 772 votos.[15]

Secretário de Segurança do Estado de São Paulo (2023–2025)

Foi secretário da Pasta da Segurança Pública do Estado de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas,[16] empossado em 1.º de janeiro de 2023.[17] Sua gestão foi criticada pelo aumento exponencial de 98% nos índices de violência policial[18] a qual foi atrelada à percepção de impunidade aos agentes policiais que cometeram crimes ou agiram com abuso de poder, mesmo dentro da corporação.[19] A gestão também foi condenada em razão do caso do jovem Marcelo do Amaral, que teve imagens suas gravadas sendo jogado de uma ponte por um Policial Militar,[20] bem como pelas ações letais empregadas na Baixada Santista no início de 2024.[21]

Em 6 de dezembro de 2024, os deputados estaduais da oposição da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo protocolaram um pedido de impeachment contra Guilherme Derrite. O pedido foi feito após o aumento de casos de violência policial ocorridos no estado.[22]

Também em dezembro de 2024, os deputados estaduais Emídio de Souza e Ivan Valente entraram com ações na Justiça de São Paulo para pedir a suspensão da Ouvidoria Setorial criada pela Secretaria da Segurança Pública, sob a gestão de Guilherme Derrite. A ação pede a suspensão da Resolução 66/2024, que criou o novo aparelho, além da intimação para o Ministério Público de São Paulo acompanhar a questão. Para o deputado, a nova ouvidoria viola princípios constitucionais, e representa um “retrocesso administrativo”. Isso porque, uma vez vinculado diretamente à Secretaria de Segurança Pública, o novo aparelho não teria autonomia garantida, como acontece com a já existente Ouvidoria das Polícias. Além da falta de independência, o pedido aponta que a existência de duas ouvidorias irá gerar uma ambiguidade para o cidadão, desestimulando denúncias contra casos de má conduta policial. Segundo o texto, a criação da “ouvidoria paralela” mina o controle social sob a polícia e fragiliza a credibilidade das instituições públicas. A chamada “ouvidoria paralela” vem sendo questionada por entidades de direitos humanos que a veem como uma tentativa de esvaziamento da Ouvidoria das Polícias — órgão cuja função é receber denúncias, sugestões, reclamações, entre outros, envolvendo os agentes de segurança pública, com autonomia administrativa para apuração de violações.[23][24]

Retorno ao Progressistas e Pré-Candidatura ao Senado Federal

Em um evento em São Paulo no dia 22 de abril de 2025, Derrite oficializou sua saída do Partido Liberal (PL) e filiação ao Progressistas (PP).[25] A cerimônia contou com a forte presença de figuras políticas, como o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL); do deputado federal e presidente estadual do PP em São Paulo, Maurício Neves; além de diversas autoridades.

No evento, Derrite também anunciou a sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026.

Exoneração

Em 1 de dezembro de 2025, foi exonerado do cargo de Secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, e retornou de forma definitiva à Câmara dos Deputados para cumprir seu 2° mandato de deputado federal do Brasil (2023–2027), e no mesmo dia foi substituído na pasta de Segurança Pública pelo ex-delegado geral da Polícia Civil do Governo Rodrigo Garcia (2022), Osvaldo Nico Gonçalves, que era o então secretário-adjunto da Pasta.

Desempenho eleitoral

Ano Eleição Partido Candidato a Votos % Resultado Ref
2018 Eleições estaduais em São Paulo PP Deputado Federal 119 034 0,59% Eleito [26]
2022 Eleições estaduais em São Paulo PL Deputado Federal 239 772 1,01% Eleito [15]

Notas e referências

Notas

  1. Licenciado entre 1.º de janeiro de 2023 e 5 de novembro de 2025 para exercer o cargo de Secretário Estadual de Segurança Pública de São Paulo.
  2. Licenciado a partir de 5 de novembro de 2025 para reassumir mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados.

Referências

  1. «Derrite se licencia da Secretaria da Segurança de SP para voltar à Câmara e relatar PL sobre facções criminosas». G1. Consultado em 11 de novembro de 2025 
  2. «Boletim do Exército do Brasil de julho de 2020». Secretaria Geral do Exército do Brasil (pdf). Consultado em 10 de setembro de 2020 
  3. «Eleições 2018 - Tudo sobre as eleições presidenciais em outubro. Veja os candidatos, últimas notícias, gráficos das pesquisas eleitorais, debates e entrevistas com quem poderá ser eleito presidente do Brasil, governador, deputado federal, deputado estadual ou senador em 2018.». Eleições 2018. 28 de outubro de 2018. Consultado em 17 de dezembro de 2024 
  4. Lima, Daniela (1 de abril de 2025). «Secretário de Segurança de SP deixa o PL de olho no Senado pelo PP». G1 
  5. «Derrite se licencia do cargo para relatar na Câmara projeto que equipara facções a terroristas». Folha de S.Paulo. 6 de novembro de 2025 
  6. «Líder comemora mudança no projeto contra o crime organizado e diz que PT pode votar a favor - Notícias». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 15 de novembro de 2025 
  7. «Líder do PT critica mudanças no projeto antifacção; relator diz que busca eficiência da polícia - Notícias». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 15 de novembro de 2025 
  8. «Delegados da PF se manifestam sobre relatório do PL Antifacção de Derrite». VEJA. Consultado em 15 de novembro de 2025 
  9. «GUILHERME MURARO DERRITE | Biografia do Secretário». Portal do Governo de São Paulo. 1 de janeiro de 2023 
  10. a b c Lara (3 de maio de 2024). «Derrite já foi investigado por dezesseis homicídios - revista piauí». revista piauí - _pra quem tem um clique a mais. Consultado em 24 de outubro de 2025 
  11. Pagnan, Rogério (2 de agosto de 2023). «SP: Chefe das polícias saiu da Rota por excesso de mortes». Folha de S. Paulo. Consultado em 3 de dezembro de 2024. "A real? Porque eu matei muito ladrão", disse o capitão da reserva, ao ser questionado sobre o motivo que o levou a deixar a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), grande paixão de Derrite, conforme declarou durante praticamente toda a entrevista. 
  12. Serafini, Mariana (4 de abril de 2024). «Fora de controle». Carta Capital. Consultado em 3 de dezembro de 2024. Se ele está atirando para me matar, eu vou atirar na cabeça, no peito. Não vou atirar no joelho. Ó as pergunta... 
  13. «Veja os candidatos a deputado federal eleitos em SP». G1. 8 de outubro de 2018. Consultado em 17 de dezembro de 2024 
  14. «Biografia do Deputado Federal Guilherme Derrite». Câmara Federal 
  15. a b «Tarcísio e Haddad disputarão o segundo turno para o governo de São Paulo». G1. Consultado em 8 de outubro de 2022 
  16. «Segurança Pública». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 9 de fevereiro de 2023 
  17. «Veja os 25 secretários de governo nomeados por Tarcísio de Freitas em SP neste 1º de janeiro de 2023». G1. 1 de janeiro de 2023. Consultado em 9 de fevereiro de 2023 
  18. Figueiredo, Carolina. «Com Tarcísio e Derrite, mortes por PMs aumentaram 98% em SP». CNN Brasil. Consultado em 5 de dezembro de 2024 
  19. «Derrite criou sensação de impunidade na PM de SP, avaliam policiais». Folha de S.Paulo. 3 de dezembro de 2024. Consultado em 5 de dezembro de 2024 
  20. «Reinaldo Azevedo: Jogado da ponte: Derrite tem de ser demitido já. Ou Tarcísio peça pra sair». UOL. 4 de dezembro de 2024. Consultado em 5 de dezembro de 2024 
  21. «PM mata 1 a cada 15 h no litoral; ação é a mais letal de SP desde Carandiru». UOL. 22 de fevereiro de 2024. Consultado em 5 de dezembro de 2024 
  22. «Guilherme Derrite é alvo de pedido de impeachment na Alesp após casos de violência policial em SP». G1. 6 de dezembro de 2024. Consultado em 7 de dezembro de 2024 
  23. «Deputado do PT pede suspensão de "ouvidoria paralela" de Derrite | Metrópoles». www.metropoles.com. 16 de dezembro de 2024. Consultado em 17 de dezembro de 2024 
  24. «Mônica Bergamo: Deputados acionam Justiça e pedem suspensão da 'ouvidoria paralela' de Derrite». Folha de S.Paulo. 15 de dezembro de 2024. Consultado em 17 de dezembro de 2024 
  25. Rodrigo Rodrigues, Isabela Leite, Norma Odara e Júlia Vieira (22 de maio de 2025). «De olho na eleição de 2026, Derrite deixa PL de Bolsonaro, se filia ao PP e é aposta do partido para o Senado ou governo de SP». G1. Consultado em 23 de maio de 2025 
  26. «Eleições 2018 - Eleições em São Paulo». G1. Consultado em 8 de outubro de 2022