Capitães da Areia
| Capitães da Areia | ||||
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| Autor(es) | Jorge Amado | |||
| Idioma | português | |||
| País | ||||
| Linha temporal | Década de 1930 | |||
| Localização espacial | Salvador, Bahia | |||
| Editora | José Olympio | |||
| Lançamento | 1937 | |||
| Páginas | 342 | |||
| Cronologia | ||||
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Capitães da Areia é um romance do escritor brasileiro Jorge Amado, escrito em 1937 e publicado no mesmo ano. A obra retrata a vida de um grupo de menores abandonados que vivem nas ruas da cidade de Salvador, abrigando-se em um trapiche e sobrevivendo por meio de pequenos furtos. Esses jovens, marginalizados pela sociedade, são conhecidos como os “Capitães da Areia”.
O romance integra o chamado Romance de 30, fase do modernismo brasileiro marcada pela intensificação do engajamento social e pela representação crítica das desigualdades econômicas, da exclusão social e da violência urbana, afastando-se das experimentações formais predominantes na década anterior.
A narrativa acompanha o cotidiano do grupo, formado por crianças e adolescentes submetidos à pobreza extrema, à repressão policial e ao abandono institucional. Entre os personagens centrais está Dora, uma jovem de cerca de treze anos que passa a conviver com os meninos do trapiche e assume um papel afetivo e simbólico no grupo, sendo frequentemente associada a elementos da religiosidade popular, como a figura de Iemanjá.
Capitães da Areia tornou-se o livro mais vendido de Jorge Amado, com cerca de 4,3 milhões de exemplares comercializados, e é amplamente considerado um clássico da literatura brasileira. A obra figura recorrentemente em listas de leituras obrigatórias de vestibulares, como o da FUVEST.[1]
Análise e contexto
Havia no Brasil da década de 1930 uma visão de país "novo", que ainda não havia se realizado, como registrou Antonio Candido de Mello e Souza, ressaltando os autores da época aquilo, que separava a nação dos países ricos.[2]
Vivia o Brasil um momento conturbado, em que se tomava consciência da chamada luta de classes, durante a ascensão ao poder de Getúlio Vargas; João Luiz Lafetá afirma que “A consciência da luta de classes, embora de forma confusa, penetra em todos os lugares - na literatura inclusive, e com uma profundidade que vai causar transformações importantes”.[2]
Buscava-se, então, a mudança social, ao contrário do momento literário anterior em que se enaltecia as qualidades do país, presente no movimento modernista; há um certo desencanto com a realidade, que a literatura passa a retratar de modo pessimista, mas fazendo-o de forma ativa, transformadora. No dizer de Lafetá, deu-se a "consciência pessimista do subdesenvolvimento".[2]
Nesse contexto, a obra de Amado pode ser qualificada como "social e proletária".[2]
A perspectiva crítica de Jorge Amado pode ser percebida na composição do núcleo de personagens principais. Essa foi a primeira vez que um menino de rua, fora da lei, assume o papel de protagonista em uma obra literária brasileira.[3]
Ambiência
Neste livro, Jorge Amado retrata a vida nas ruas de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, naquela época afetada por uma epidemia de bexiga (varíola); o aparato policial destinava-se à perseguição pura e simples dos menores infratores, encontrando mesmo prazer na tortura, sem qualquer senso de justiça.[4] Diante do ambiente hostil em que vivem, o grupo de meninos abandonados reage de forma também agressiva, mas de forma a encontrar nas ruas uma certa liberdade; tem por refúgio um velho trapiche (espécie de armazém) abandonado, numa das praias da capital baiana - de onde vem o nome do grupo.[5]
Esse trapiche é a única referência de "lar" que possuem, chegando inclusive a se confundirem com ele[6]; é onde se abrigam, se escondem, e vivem como família. Sua descrição ocupa lugar de destaque no início da obra. Ali constroem suas próprias regras, são os senhores e é objeto de investigação pelas autoridades, que desconhecem onde os mesmos se ocultam.[2]
Enredo
Retrata os meninos como moleques atrevidos, malandros, espertos, famintos, ladrões, agressivos, falsos, soltos de língua, carentes de afetos, de instrução e de comida. "Os capitães da areia são meninos que perturbam a ordem da cidade, infundem ódio à polícia e ao diretor do reformatório, transmitem medo aos ricos, tiram o sono dos donos de palacetes na cidade cheia de igrejas, por onde também soam atabaques que trepidam com ritmos trazidos de África para os terreiros de candomblés.[7]
O livro é dividido em três partes. Antes delas, no entanto, vem uma sequência de pseudo-reportagens no Jornal da Tarde, que caracterizam-nos e mostram diversas visões e opiniões sobre o caso.
Primeira Parte: Sob a lua, num velho trapiche abandonado
Subdividida em 11 capítulos, a primeira parte apresenta o local onde as ações transcorrerão. Um trapiche (ou armazém abandonado), à beira-mar, que no passado fora um local movimentado e agora está sujo e infestado de ratos. Fora frequentado inicialmente pela marginália, até ser tomado pelo bando dos Capitães da Areia.
"Sob a Lua, num velho trapiche abandonado, as crianças dormem. Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inumeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias maritimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar-oceano, as noites diante dele eram um verde-escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite".
Ao contrário de outros grupos espalhados pela cidade, os Capitães da Areia têm um líder, seguem normas e, principalmente, obedecem a um chefe que cumpre o papel de "manter um lar" para as crianças que ali vivem. Pedro Bala, quase naturalmente surge como um líder e tem o papel de harmonizar, manter a ordem e, de certa maneira, ensiná-los a agir sob certas circunstâncias. Com quinze anos, audaz, ativo e conhecedor de todos os recantos da cidade, é marcado por uma cicatriz e por seus cabelos loiros. Poucos lhe conheceram a mãe, e o pai "morrera num balaço". Para firmar a liderança, Pedro Bala destituiu o caboclo Raimundo, após uma luta pelo "poder".
O ápice da primeira parte vem em dois momentos: quando os meninos se envolvem com um carrossel mambembe que chegou na cidade, e experimentam as sensações infantis; e quando a varíola ataca a cidade e acaba eliminando um deles, Almiro, apesar da tentativa do padre José Pedro em ajudá-los, e tendo grandes embaraços por causa disso...
Segunda parte: Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos
A segunda parte, "Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos", surge uma história de amor quando a menina Dora torna-se a primeira "Capitã da Areia", e mesmo que inicialmente os garotos tentem tomá-la a força, ela se torna como mãe e irmã para todos. A homossexualidade é comum no grupo, mesmo que em dado momento Pedro Bala tente impedi-la de continuar, e todos eles costumam "derrubar negrinhas" na orla (ou seja, estupravam as moças que cortavam caminho pela praia à noite). Mas Professor e Pedro Bala se apaixonam por ela, e Dora se apaixona por Pedro Bala. Quando Pedro e ela são capturados (ela em pouco tempo passa a roubar como um dos meninos), eles são muito castigados, respectivamente no Reformatório e no Orfanato. Quando escapam, muito enfraquecidos, se amam pela primeira vez na praia e ela morre, marcando o começo do fim para os principais membros do grupo.
Terceira parte: Canção da Bahia, Canção da Liberdade
Mostra a desintegração dos líderes. Sem-Pernas se mata antes de ser capturado pela polícia que odeia; Professor parte para o Rio de Janeiro onde torna-se um pintor de sucesso, entristecido com a morte de Dora; Gato se torna um malandro de verdade, vai para Ilhéus com Dalva, de quem é cafetão; Pirulito se torna padre; Padre José Pedro finalmente consegue uma paróquia no interior, e vai para lá ajudar os desgarrados do rebanho do Sertão; Volta Seca se torna um cangaceiro do grupo de Lampião e mata mais de 60 soldados antes de ser capturado e condenado; João Grande torna-se marinheiro; Querido-de-Deus continua sua vida de capoeirista e malandro; Boa Vida torna-se um musico e malandro; Pedro Bala, cada vez mais fascinado com as histórias de seu pai sindicalista, vai se envolvendo com os doqueiros e finalmente os Capitães da Areia ajudam numa greve. Pedro Bala abandona a liderança do grupo, transferindo-a para Barandão, mas antes os transforma numa espécie de grupo de choque. Assim Pedro Bala deixa de ser o líder dos Capitães da Areia e se torna um líder revolucionário comunista.
Personagens
O grupo de menores abandonados que recebe o nome de Capitães da Areia traz em comum a pobreza, a vida insalubre, uma vaga revolta contra o mundo hostil, a liberdade que encontra nas ruas, a lealdade grupal e uma certa maturidade prematura que, contudo, cede lugar a rasgos de deslumbramento infantil ou à falta de uma mãe.[5]
A distinção dos garotos se dá na forma com que cada um deles lida com essa situação comum: Gato liga-se às prostitutas; Volta-Seca sonha em ser cangaceiro; Sem-Pernas torna-se sarcástico e cruel; Pirulito busca a religiosidade; Professor busca os livros, planejava as estratégias; Pedro Bala arquiteta planos de roubos. Neles se adivinha o futuro que os espera: o gigolô em Gato, o sacerdote em Pirulito, num fatalismo inevitável - e aqueles a quem Jorge Amado antevê a solução para tais casos de reação à realidade adversa: em professor e Pedro Bala, dá-se o encontro com a luta de classes e o ideal comunista.[5]
- Pedro Bala, o líder, uma espécie de pai para os garotos, mesmo sendo tão jovem quanto os outros. Depois descobre ser filho de um líder sindical, morto durante uma greve comunista;
- Volta Seca, afilhado de Lampião, tem ódio das autoridades e tem o desejo de se tornar cangaceiro do mesmo bando;
- Professor (João José), grande amigo de Pedro Bala partilhando amor pela mesma moça que o seu amigo, rapaz sonhador e mediador do grupo Capitães da Areia, sendo essencialmente conselheiro de Pedro Bala; Lê e desenha vorazmente, sendo muito talentoso; ao final do livro, vai para o Rio de Janeiro pintar e ficou conhecido por isso. Essa sua ida proporcionou ao mundo a história do seu grupo de crianças de rua;
- Gato, que com seu jeito malandro acaba conquistando uma prostituta, Dalva. Mais para a frente vai para outras cidades grandes do Nordeste ganhar dinheiro às custas dos grandes fazendeiros.
- Boa-Vida, era um malandro, sambista, adorava Querido-de-deus, ia para as festas conquistando prostitutas;
- Sem-Pernas, o garoto coxo que serve de espião se fingindo de órfão desamparado, infiltra-se nas casas, reconhece o lugar e programa um assalto (em uma das casas que vai é bem acolhido, mas trai a família ainda assim, mesmo sem querer fazê-lo de verdade); provavelmente a criança mais carenciada de afeto no grupo e mais afetada com tudo que já passou;
- João Grande, o "negro bom" como diz Pedro Bala, segundo em comando; porte físico forte e corajoso;
- Querido-de-Deus, um capoeirista que é apenas amigo do grupo;
- Dora, fica orfã após seus pais morrerem de bexiga (conhecida também como Varíola), o que fez ser difícil arrumar emprego para sustentar ela e seu irmão, Zé- Fuinha. Então entra para o grupo e é como a "mãe" e irmã de todos do trapiche, é amada por Professor e por Pedro Bala, de quem fica noiva e depois esposa. Fica doente de febre por causa tristeza ao ir para um orfanato e antes de morrer faz amor com Pedro Bala. Professor diz que Dora, ao morrer, vira uma estrela de longos cabelos loiros no céu;
- Caboclo Raimundo, ex-líder dos Capitães da Areia antes de Pedro Bala, foi ele que cortou o rosto de Pedro Bala, mas logo vai embora do grupo;
- Don'Anninha, mãe de santo, amiga dos Capitães da Areia;
- Padre José Pedro, amigo dos Capitães da Areia e que procura fazer daqueles meninos homens de bem e crentes em Deus; Tira parcialmente Pirulito do grupo o levando para a Igreja, conquistando uma eventual vida justa e melhor;
- João-de-Adão, estivador, negro, forte e antigo grevista. Através dele Pedro Bala soube do pai;
- Barandão, nomeado chefe do grupo depois que Pedro Bala partiu para o grupo dos Índios Maloqueiros de Aracaju, onde tenta organizá-los como os Capitães da Areia;
- Almiro, morreu de Bexiga;
- Pirulito, grande fé cristã, o único que prestava atenção nos dizeres religiosos do Padre José Pedro, seu destino foi o celibato;
- Loiro, pai de Pedro Bala, com o nome Raimundo, porém não confundir com o ex-líder, seu codinome ficou "loiro" líder nas greves antigas ao lado de João-de-Adão. Foi assassinado pela Polícia durante uma de suas greves;
- Zé Fuinha, irmão de Dora;
- Ezequiel, chefe de outro grupo de meninos mendigos;
- Alberto, estudante que se torna amigos dos Capitães da Areia;
- Gonzales, revendia os artigos roubados pelos Capitães da Areia e dava dinheiro para o grupo;
- Bedel Ranulfo, bedel do reformatório onde estava Pedro Bala.
Recepção
Já em Novembro de 1937 a obra foi perseguida pelo ditadura Vargas, sendo queimados em Salvador 808 exemplares em praça pública, junto a outros livros do autor e outros escritores, como José Lins do Rego, sob o pretexto de se tratar de objeto de propaganda comunista.[8] No dia 8 de dezembro do mesmo ano a obra foi também uma das que foram apreendidas nas livrarias do Rio de Janeiro, sob a alegação de serem "nocivas à sociedade".[8]
O livro voltou a ser censurado durante a Ditadura Militar que durou de 1964-85.[9]
Foi parte da Lista da FUVEST de 2013 a 2018.[10][11][12] Capitães da Areia é chamado um clássico da literatura brasileira [13] e parte do cânone literário [1]
Teve 122 edições e vendeu 4,3 milhões de exemplares e é o livro mais vendido de Jorge Amado. Alguns críticos consideraram a linguagem amadiana "chula, deleixada, e desapegada das regras gramáticais" mas a obra foi bastante apreciada pelo leitor comum. [1]
Obras derivadas
Em 1971 a obra foi levada ao cinema por Hall Barthet com o título de "The Sandpit Generals". Foi censurado no ocidente, mas na União Soviética foi considerada o melhor filme estrangeiro pelo jornal Komsomolskaya Pravda em 1974.[14]
Em 1987 Adolfo Moreira Cavalcante escreveu o cordel "Pedro Bala, o chefe dos Capitães da Areia", onde reconta com críticas sociais a saga do líder dos meninos abandonados, dizendo que Amado "...baseou-se em fatos muito reais, no menor abandonado, verdadeiros marginais".[15]
Em 1989, a Rede Bandeirantes adaptou o romance para a minissérie Capitães da areia, de 10 capítulos, escrita por José Louzeiro.
Em 2011 estreou nos cinemas o filme Capitães da Areia por Cecília Amado, neta de Jorge Amado que realizou o filme em homenagem ao avô.
Referências
- ↑ a b c ROCHA, Maria Aparecida Gonçalves de Oliveira. Jorge Amado: a recepção de sua obra sob os diferentes enfoques de críticos literários brasileiros e estrangeiros e do leitor comum. Dissertação de mestrado. Universidade do Estado da Bahia, p. 142–150. Disponível em: https://saberaberto.homologacao.uneb.br/handle/20.500.11896/4812 .
- ↑ a b c d e Sandra Regina Frangiotti de Almeida. «O ESPAÇO ROMANESCO EM CAPITÃES DA AREIA» (PDF). Anais do Encontro de Estudos Literários e Literatura Brasileira Contemporânea do Norte do Paraná
- ↑ GAVIÃO, Leandro. «Capitães da areia: até quando? - Le Monde Diplomatique». diplomatique.org.br. Consultado em 25 de setembro de 2017
- ↑ Biancardi et allii (s/d). «Capitães da Areia: Marginalidade e Coletividade» (PDF). Revista Univen, 10
- ↑ a b c Michelle Valois. «Entre o visível e o lisível em Capitães da Areia: o dialogismo vislumbrado na materialidade do texto» (PDF). Revista ao Pé da Letra, vol. 205.1
- ↑ Ribeiro, Leandro Lima (16 de dezembro de 2022). «Política, ideologia e direitos humanos em >i/i». São Paulo. doi:10.11606/d.8.2022.tde-08032023-121458. Consultado em 28 de outubro de 2024
- ↑ Cyro de Mattos, Os Saberes nas Narrativas de Jorge Amado, Fundação Casa de Jorge Amado, 2022, pp. 31-32.
- ↑ a b CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. (1999). O Estado Novo, o Dops e a ideologia dasegurança nacional. In: REPENSANDO o Estado Novo / Dulce Pandolfi,organizadora. Rio de Janeiro (PDF). [S.l.]: Fundação Getulio Vargas. p. 327-340
- ↑ Pg 155 A maldição da ditaduras. Tese de Mestrado. FGV CPDOC https://www.researchgate.net/profile/Paula-Rembischewski/publication/384836536_Livros_a_maldicao_das_ditaduras/links/67090cb868e0f20a610c612e/Livros-a-maldicao-das-ditaduras.pdf
- ↑ https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/enem-e-vestibular/fuvest-unicamp-divulgam-lista-de-livros-obrigatorios-para-vestibular-3713286
- ↑ https://www5.usp.br/noticias/vestibular-noticias/fuvest-divulga-lista-de-livros-obrigatorios-para-vestibular-2016/
- ↑ https://www.educacao.sp.gov.br/fuvest-divulga-lista-de-livros-obrigatorios-para-o-vestibular-2017/
- ↑ https://guiadoestudante.abril.com.br/coluna/estante/como-o-livro-capitaes-da-areia-e-cobrado-no-vestibular
- ↑ Darmaros, Marina Fonseca (2017). «Jorge Amado in the USSR: allowed printed, "dangerous" on the big screen». Brasiliana: Journal for Brazilian Studies (em inglês). 6 (1): 7–27. ISSN 2245-4373. doi:10.25160/bjbs.v6i1.98883
- ↑ Ilana Selzer Goldstein (2002). «Uma Leitura Antropológica de Jorge Amado: dinâmicas e representações da identidade nacional» (PDF). Diálogos Latinoamericanos, número 5, Universidade de Aahrus (Dinamarca), pp. 109-133



