Calate Almadi
Calate Almadi (em árabe: قلعة المهدي; romaniz.: Qalʿat al-Mahdī) ou Calate Mádi ibne Tauala (em árabe: قلعة مهدي بن توالة; romaniz.: Qalʿat Mahdī b. Tawāla) foi um calate construído no século X pelo chefe tribal Tauala.
História
Na segunda metade do século X, os zenetas do Magrebe Central foram empurrados para oeste pelos sanajas de Bologuine ibne Ziri (r. 972–984), que governava a Ifríquia em nome dos fatímidas do Cairo; é nesse período que os magrauas e os ifranitas se estabeleceram no Marrocos. Estes últimos criaram para si um principado nos territórios recém-conquistados e um dos clãs, os iajefaxitas (Banu Yajfash), ocuparam Fazaz. O chefe dos iajefaxitas, Tauala, construiu ali o Calate Almadi, herdada por seu filho Mádi. Em 1060, o emir almorávida Abu Becre ibne Omar conquistou a região montanhosa de Fazaz, exceto o calate, que seu sucessor Iúçufe ibne Taxufine só conseguiu ocupar, mediante acordo, após um investimento de nove anos (1063–1072). Durante alguns meses, o desterrado rei de Sevilha Almutâmide (r. 1069–1091) foi mantido prisioneiro no calate antes de ser enviado a Agmate.[1]
Localização
A localização exata de Calate Almadi é desconhecida. Albacri não o menciona: na verdade, sua rota de Agmate a Fez por Tédula passava um pouco a oeste dos Fazaz; Dreses, por sua vez, o localiza na mesma rota, entre Sefru e Tédula, a duas jornadas (cerca de 100 quilômetros) de cada uma delas, sobre uma montanha muito elevada. O autor anônimo do Kitāb al-Istibsār observa que, quando Almutâmide estava prisioneiro ali, ela era construída em madeira e a maior parte de sua população consistia de mercadores judeus. Mas Leão, o Africano, que a viu em ruínas e a chama Mádia, afirma que ela ficava praticamente na planície. Pode estar se referindo a uma povoação edificada abaixo de uma fortaleza montanhosa, mas ele a situa "dez milhas" (15 quilômetros) de Aine Alasname (a atual Anoceur), isto é, 35 quilômetros (mal uma jornada) de Sefru. Parece que o local do Calate Almadi deve ser procurado na região entre Timadite e Merirte, talvez na própria Timadite.[1]
Referências
- ↑ a b Colin 1965, p. 848.
Bibliografia
- Colin, G. S. (1965). «Fāzāz». In: Lewis, B.; Pellat, Ch.; Schacht, J. The Encyclopaedia of Islam, Second Edition. Volume II: C–G. Leida: Brill