Caetano Correia de Sá
| Caetano Correia de Sá | |
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| Nascimento | 20 de dezembro de 1712 Reino de Portugal |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Progenitores |
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| Ocupação | fidalgo, comandante militar, Governador-Geral de Moçambique |
| Lealdade | Império Português |
Caetano Correia de Sá (20 de dezembro de 1712 - depois de 1765) foi um nobre e militar português, que exerceu o cargo de Governador e capitão general de Moçambique e Rios de Sena, de 1746 a 1750.[1]
Biografia
Era filho do 3.º Visconde de Asseca, Diogo Correia de Sá e de sua mulher, Inês Isabel Virgínia da Hungria de Lancastre.[2]
Partiu de Portugal para o Estado da Índia, já com o propósito de lá vir a prestar serviço militar, no ano de 1729.
Em Goa, ocupou os postos de capitão de infantaria e capitão de granadeiros, passando depois a capitão de mar e guerra.[2][3]
Nessa qualidade, participou nas operações contra os maratas na Província do Norte, integrando armadas enviadas de Goa em 1731 e em 1738. Ficou, contudo, em situação financeira delicada devido à perda de bens e propriedades da sua mulher (que pertencia a uma importante família de Damão), em resultado dessas campanhas militares.[4]
Foi então nomeado pelo vice-rei Marquês de Castelo Novo, por carta patente de 23 de Agosto de 1745, para o cargo de "Governador e capitão general de Moçambique e Rios de Sena", que exerceria entre os anos de 1746 e 1750.[1]
Na Ilha de Moçambique, sede do seu governo, finalizou a construção da casa da Alfândega, que havia sido iniciada pelo seu antecessor. No exercício do cargo, e diferentemente dos seus predecessores, não permitiu a entrada de navios franceses que frequentavam o porto da ilha para traficar escravos, a pretexto de fazerem comércio. A sua atuação no governo de Moçambique caracterizar-se-ia, em geral, pela ausência de grandes conflitos.[4][5]
De regresso a Goa, prosseguiu a carreira militar, voltando a participar em expedições contra os maratas, agora conduzidas pelo novo vice-rei, o marquês de Távora.
Nos anos da década de 1760, já no vice-reinado do Conde da Ega, ocupou o cargo de vedor geral da Fazenda da Índia,[6] estando documentado nessa qualidade como participando em cerimónias, juntamente com o vice-rei, nomeadamente em atos envolvendo militares oriundos do reino, como foi o caso em 4 de novembro de 1761, quando foi testemunha do casamento de D. Luís Inácio de Ataíde Azevedo e Brito Malafaia.[7]
Foi depois nomeado comandante de Damão, em 1765, mas não chegou a exercer o cargo, sendo provável que tenha falecido pouco após essa data.[4]
Casamento
Casou em Goa, com D. Francisca Pereira de Lacerda (filha de António Coelho da Rocha) que - como acima referido - pertencia a uma influente família de lusodescendentes de Damão; sem geração.[2]
Referências
- ↑ a b «Capitães e Governadores de Moçambique (1505-1800) | Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa». eve.fcsh.unl.pt. Consultado em 2 de maio de 2025.
1746-1750 - Caetano Correia de Sá (Governador e capitão-general de Moçambique e Rios de Sena)
- ↑ a b c Sousa, Antonio Caetano de (1755). Memorias historicas, e genealogicas dos grandes de Portugal, que contem a origem e antiguidade de suas familias : os estados e os nomes dos que actualmente vivem...offerecidas a Elrey fidelissimo D. Joaov. Nosso senhor por D. Antonio Caetano,... Lisboa: na regia officina Sylviania. pp. 256–259. Consultado em 2 de maio de 2025
- ↑ «Digitarq. Caetano Correia de Sá. Carta Patente. Capitão de Mar e Guerra. Filiação: Visconde da Asseca. Data: 1756-04-07». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ a b c Forjaz, Jorge Pamplona; Noronha, José Francisco de (2003). Os luso-descendentes da Índia portuguesa. Lisboa: Fundação Oriente. Consultado em 2 de maio de 2025
- ↑ «Digitarq. REQUERIMENTO de Caetano Correia de Sá para o desembargador de Moçambique, a solicitar o traslado da sua residência, enquanto governador daquela fortaleza.». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ «Digitarq. O vedor da fazenda do Estado da Índia, Caetano Correia de Sá, põe na real presença de SM a relação da receita e despesa que teve a Fazenda Real naquele Estado, desde o primeiro de Janeiro de 1761 até o fim de Dezembro dele, e vai a mesma relação que se acusa.». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ «Digitarq. Requerimento de D. Luís Inácio de Azevedo e Ataíde, tenente coronel no Estado da Índia, solicitando em remuneração dos serviços do seu sogro, Manuel Paim de Melo, a posse da aldeia de Damão Pequeno».». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 2 de maio de 2025.
Aos 4 de Novembro de 1761, na prezença o Ill.mo Inquizidor Deam Manoel Marques de Azevedo e dos testemunhos o Ill.mo e Ex.mo Snor Conde de Ega vice Rey deste Estado, e de Caetano Correa de Sá, vedor geral da Fazenda, se cazarão (...) D. Luis Ignacio da Cunha Azevedo, e Atayde, (...) e D. Maria M.el Paim de Mello Sampayo
| Precedido por Pedro do Rego Barreto da Gama e Castro |
Governador de Moçambique 1746 — 1750 |
Sucedido por Francisco de Melo e Castro |