CANTV
| Compañía Anónima Nacional de Teléfonos de Venezuela | |
|---|---|
| Empresa Estatal | |
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 20 de junho de 1930 |
| Sede | |
| Empregados | 9.199 (2006) |
| Produtos | Telefonia fixa, celular e banda larga |
| Website | www.cantv.com.ve |
CANTV (Compañía Anónima Nacional de Teléfonos de Venezuela) é a provedora estatal de serviços de telefonia e internet na Venezuela. Foi uma das primeiras empresas de serviços telefônicos do país, fundada em 1930. A maior empresa de telecomunicações da Venezuela, foi privatizada em 1991 e renacionalizada em 2007 por Hugo Chávez.
Em 9 de maio de 2008, a base de clientes da Cantv somava 10,1 milhões de assinantes de telefonia móvel, 5,2 milhões de assinantes de telefonia fixa e 1 milhão de assinantes de banda larga.[1]
Origens
Em 1930, o "Ministerio de Fomento", durante a administração do presidente Juan Vicente Gómez, concedeu uma autorização a Félix A. Guerrero para construir e operar uma rede telefônica no Distrito Federal e nos Estados da União. Com os sócios Manuel Pérez Abascal, empresário, e Alfredo Damirón, advogado, registraram a Compañía Anónima Nacional Teléfonos de Venezuela em 20 de junho de 1930.
Em 31 de dezembro, tornou-se a empresa operadora local dos ativos da Venezuelan Telephone and Electrical Appliances Company Limited, uma empresa inglesa que operava na Venezuela havia 40 anos, entre Caracas e Puerto Cabello, San Juan de Los Morros, Ocumare del Tuy e Macuto, e que havia adquirido recentemente a companhia telefônica de Maracaibo em 1929. A empresa estrangeira, renomeada Telephone Properties Ltd, ainda detinha 100% das ações ordinárias da companhia Nacional e manteve seu investimento; no momento da transferência estava em processo de automatizar sua rede de centrais.[2]
Após uma comissão passar vários anos estudando maneiras de expandir o serviço, em 1953 o governo anunciou sua intenção de adquirir 100% das ações da Cantv por US$ 7,1 milhões, como parte do programa estatal de nacionalização.[3] Nos anos seguintes, comprou outras companhias telefônicas privadas, sendo a última a Compañía de Teléfonos de San Fernando de Apure, adquirida em 1973.
Privatização e renacionalização
A empresa foi privatizada em 15 de dezembro de 1991. Os envelopes com as propostas foram abertos em ato público e o vencedor foi o consórcio VenWorld Telecom, C.A., que ofertou US$ 1,885 milhão (US$ 1,085 milhão acima do preço-base) por 40% de participação acionária na empresa. O consórcio VenWorld era liderado pela GTE Corporation, com 51% das ações. Os outros membros eram a Telefónica Internacional de España, a C.A. Electricidad de Caracas, cada uma com 16%, o Consorcio Inversionista Mercantil CIMA com 12% e a AT&T International com 5%.
Em 8 de janeiro de 2007, o presidente Hugo Chávez anunciou que a Venezuela iria re-nacionalizar a CANTV, medida voltada a devolver o controle da empresa ao Estado. Em 8 de abril de 2007, o governo venezuelano lançou uma oferta pública de aquisição para adquirir as ações da Cantv na Venezuela (Classe D) e nos Estados Unidos (ADS). Um mês depois, ao término da oferta, o governo adquiriu 79,6% das ações em circulação da empresa, além dos 6,6% que já possuía, passando a controlar a companhia com um total de 86,2% de suas ações.
Subsidiárias
Além dos serviços de telefonia, outros serviços oferecidos pela CANTV estão divididos em três subsidiárias de propriedade integral da empresa, que administram acesso à internet, serviço de telefone celular e serviços de diretórios.
CANTV e CANTV.NET
A maior parte da rede de telefonia fixa da Cantv depende de cabos de cobre, também conhecidos como POTS. Em 2006, a Cantv começou a oferecer VoIP, ou Serviço Telefônico via Internet, a seus usuários de banda larga, ainda que a comunicação VoIP através da Cantv seja considerada deficiente. O serviço de internet, além da discada, é fornecido pelo ISP Cantv.net, que também oferece acesso banda larga por ADSL e serviço de banda larga sem fio através da rede 3G 1x EV-DO / UMTS / HSDPA da Movilnet, em áreas onde a rede cabeada não alcança. A Cantv alcançou grande participação no mercado de banda larga venezuelano, chegando a 53% em 2001 e 76% em 2003, com mais de 800 mil clientes de banda larga em 2007. As conexões sem fio, no entanto, possuem limite de 6 GB por mês, considerado um entrave ao desenvolvimento da infraestrutura. Atualmente, existem planos para implantar serviço de televisão sobre a rede de banda larga cabeada (IPtv) no final de 2011.
Movilnet

O braço de telefonia móvel da CANTV foi fundado em 1991. Em seu primeiro ano alcançou cerca de 21 mil clientes, implantando uma rede AMPS nas principais cidades da Venezuela. Essa rede foi atualizada para TDMA em 1997. A Movilnet oferece serviços de voz sem fio, dados e telefonia fixa sem fio, entre outros, em sua rede digital. Atualmente, as redes da Movilnet são baseadas em 1xRTT CDMA2000, EV-DO na frequência de 800 MHz e GSM / GPRS / EDGE / UMTS / HSDPA / LTE nas faixas de 850/1900 MHz, ambas com cobertura nacional. A Movilnet possui mais de 1.450 estações-base 1xRTT e número semelhante em GSM, com maior cobertura que qualquer outro provedor. Em 2008, com mais de 10 milhões de assinantes, tornou-se a maior provedora de serviços móveis da Venezuela, seguida de perto pela Movistar.
Caveguías
A Caveguías fornece diretórios impressos e eletrônicos para clientes e assinantes da CANTV.
Controvérsias
Vigilância pública
Em um artigo do El Nuevo Herald, ex-funcionários do SEBIN e especialistas em segurança afirmaram que o governo venezuelano teria gasto milhões de dólares para espionar cidadãos venezuelanos, utilizando tecnologia italiana e russa para monitorar e-mails, palavras-chave e conversas telefônicas, especialmente de usuários da CANTV. As informações coletadas eram usadas para criar perfis de "pessoa de interesse" para as autoridades venezuelanas, que podiam então vigiar seletivamente indivíduos e manter um banco de dados de opositores à Revolução Bolivariana.[4]
Ver também
Referências
- ↑ «Cantv Resultados Q1 2008» (PDF). Consultado em 6 de novembro de 2009. Arquivado do original (PDF) em 19 de julho de 2012
- ↑ The Times Thursday, 13 Apr 1933, Telephone Properties Limited Dividend Of 8 Per Cent. Conditions In Venezuela, Sir Alexander Roger's Statement
- ↑ The Times, Tuesday, 8 December 1953 Telephone Properties' Venezuelan Assets $7M
- ↑ «El Nuevo Herald: Gobierno gasta millones en espionaje electrónico de sus ciudadanos». La Patilla. 2 de novembro de 2014. Consultado em 7 de novembro de 2014