Bully (álbum)

Bully
Álbum de estúdio de Ye
Lançamento18 de março de 2025 (vídeo, como Bully V1)[a]
20 de Março de 2026 (streaming)
Gravação
  • 2021
  • 2024–2025
Gênero(s)Hip-hop
Duração23:14 (YouTube)
Gravadora(s)YZY
Cronologia de Ye
Donda 2
(2025)
Vídeo musical
Bully V1 no YouTube
Singles de Bully
  1. "Preacher Man"
    Lançamento: 20 de junho de 2025
  2. "Beauty and the Beast[b]"
    Lançamento: 20 de junho de 2025
  3. "Damn"
    Lançamento: 20 de junho de 2025
  4. "Last Breath"
    Lançamento: 26 de junho de 2025
  5. "Losing Your Mind"
    Lançamento: 26 de junho de 2025

Bully (estilizado em letras maiúsculas) é o décimo segundo álbum de estúdio do rapper estadunidense Ye. O álbum foi anunciado em setembro de 2024 e múltiplas versões em andamento, com faixas diferentes, foram publicadas por West no X em março de 2025. Essas versões contam com participações de Peso Pluma, Playboi Carti e Ty Dolla Sign. Cinco músicas do álbum foram lançadas como singles por dois EPs em junho de 2025. O álbum foi adiado diversas vezes, e atualmente está previsto para lançamento em 30 de janeiro de 2026.[1]

O álbum foi originalmente lançado como um curta-metragem chamado Bully V1 dirigido por Kanye West e editado por Hype Williams, estrelado pelo filho de West, Saint, que luta contra lutadores da New Japan Pro-Wrestling usando um martelo de brinquedo. Musicalmente, o álbum remete ao trabalho de West em 808s & Heartbreak (2008) e My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010). É amplamente baseado em samples e interpolação, com West cantando na maior parte das faixas em vez de rimar. Aproximadamente metade dos vocais nas versões originais são deepfakes de áudio gerados por inteligência artificial, embora West pretendesse regravar as letras com sua própria voz; a maioria das músicas presentes nos dois EPs promocionais contém vocais gravados com deepfake. Com a suposta data de lançamento de 30 de janeiro de 2026, West aparentemente removeu todos os vocais deepfakes gerados por inteligência artificial.

Bully foi gravado durante um período em que West enfrentava controvérsias por promover discurso de ódio, incluindo declarações antissemitas, apoio ao nazismo e insultos à família e colegas, todos publicados em sua conta do Twitter. West lançou múltiplas versões no Twitter sem aviso prévio em 18 de março de 2025, afirmando que o álbum ainda estava em desenvolvimento. Bully recebeu críticas positivas, sendo elogiado por sua produção.

Antecedentes

Segundo o produtor Mike Dean, Kanye West começou a trabalhar na canção "Beauty and the Beast", presente em Bully, durante as sessões de seu álbum Donda (2021).[2] West ofereceu a canção "Preacher Man" ao rapper Drake, que recusou a proposta. Posteriormente, West incorporou a faixa a Bully.[3] Em 2024, West colaborou com o cantor Ty Dolla Sign nos álbuns Vultures 1 e Vultures 2, lançados sob o nome ¥$.[4] Vultures 1 recebeu críticas mistas, enquanto Vultures 2 foi criticado por ter sido lançado de forma inacabada e pelo suposto uso de inteligência artificial (IA) na produção.[5][6] O produtor Erick Sermon disse que West estava trabalhando em um álbum solo, "Y3", antes de deixá-lo de lado para trabalhar em "Vultures". Sermon disse que contribuiu para "Y3" em 2023.[7] West negou a história de Sermon, enviando uma mensagem para uma conta de fã para afirmar que "não há nenhum álbum chamado Y3".[8]

Gravação

Após os lançamentos de Vultures, o produtor musical Digital Nas compartilhou mensagens de texto enviadas por West, nas quais ele afirmava estar entrando em "modo total de estúdio artístico".[9] Em 26 de setembro de 2024, West publicou um vídeo em seu Instagram, onde aparecia usando um teclado ASR-10 para compor a faixa "Preacher Man", já apresentada nos eventos de audição.[10]

Durante sua apresentação no Estádio Wuyuan River, em Haikou, China, realizada em 28 de setembro de 2024 após o lançamento de Vultures 2, West anunciou o álbum Bully,[11] e apresentou trechos das músicas "Beauty and the Beast" e "Preacher Man".[12] Ele publicou mais prévias nas redes sociais e em seu site nos dias seguintes.[11] O jornalista musical Touré informou que Bully seria um álbum conceitual inspirado no período de isolamento de West em Tóquio, sendo ele o único produtor do disco:

"Tradicionalmente, [West] é o produto de uma equipe, há produtores e compositores o ajudando; ele vem com as grandes ideias, mas há outros envolvidos. [West] fará [Bully] praticamente sozinho. Um novo capítulo em sua vida, pois em Tóquio ele pode ser quem quiser ser."[9][13][14]

Embora Touré tenha afirmado que West trabalhou em Bully sozinho e praticamente viveu isolado, West convidou os ex-colaboradores Don Toliver e Baby Keem para Tóquio no mesmo mês de sua reportagem e mencionou, em uma transmissão ao vivo com Digital Nas em abril de 2025, que o álbum contou com composições de Quentin Miller, Ty Dolla Sign, Toliver, Malik Yusef e Billy Walsh.[9][15]

Divulgação

Em 25 de outubro de 2024, West disponibilizou o álbum para pré-venda em seu site yeezy.com nos formatos vinil e CD, junto com uma coleção de produtos temáticos de Bully.[16] Ele apresentou novas músicas enquanto atuava como DJ no clube 1 Oak, em Tóquio, em 19 de janeiro de 2025, sendo duas delas remixes de "Lil Demon" e "Magic Don Juan", de Future, além de uma faixa sem título.[17][18] Após aparecer ao lado de sua esposa Bianca Censori na 67.ª edição do Grammy Awards, em 3 de fevereiro, West tocou mais canções na festa pós-evento, incluindo uma com refrão de sua filha North.[19]

Em uma entrevista concedida a Justin LaBoy em fevereiro de 2025, West afirmou que Bully contaria com vocais gerados por IA. Para demonstrar suas capacidades, ele aplicou o modelo de voz em “60 Miles”, single de estreia de Lil RT, criando uma versão em que sua própria voz substituía a original, algo aprovado pela mãe de Lil RT, apesar de não ter sido previamente informada de que West usaria os vocais de seu filho.[20] A decisão de West de utilizar IA foi amplamente criticada; ele respondeu comparando a tecnologia ao Auto-Tune, que também havia enfrentado resistência antes de se popularizar na música.[21] West declarou que Bully estava programado para ser lançado em 15 de junho, data de aniversário de North.[22][23] Em 9 de fevereiro, ele lançou "Beauty and the Beast" em seu site.[24] Em 20 de março, West afirmou que "Melrose", canção com participações de Playboi Carti e Ty Dolla Sign presente na lista de prévias do álbum, não estaria em Bully.[25] Ele respondeu a um fã dizendo que a transformaria em uma faixa solo. A decisão de retirar "Melrose" provavelmente decorre de seu descontentamento por não ter sido incluído no terceiro álbum de estúdio de Carti, Music.[25]

West realizou um concerto em Xangai, na China, em 12 de julho, em promoção a Bully, apresentando os singles já lançados juntamente com canções mais antigas de sua discografia.[26] Em 3 de janeiro de 2026, o site da Yeezy foi atualizado com opções de pré-venda do álbum, incluindo vinil multicolorido, CD, cassete e pacotes; as imagens do cassete e do CD continham a lista de faixas do álbum.[27]

Sinopse

Bully V1

Logotipo exibido ao final do curta-metragem
Informações gerais
Direção Kanye West
Elenco Saint West
Música por Kanye West
País de origem  Estados Unidos
Idioma original inglês
Produção
Editor Hype Williams
Duração 23 minutos (versão exibida)
29 minutos (primeira versão)
45 minutos (segunda versão)
Exibição original
Transmissão 18 de março de 2025

Bully V1 é acompanhado por um curta-metragem em preto e branco homônimo, dirigido por West e editado por Hype Williams.[28] O filme é estrelado por Saint, filho de West,[29][30] que permanece em um ringue de luta livre empunhando um martelo de brinquedo e afugenta agressores retratados pelos lutadores profissionais japoneses Yoh, Toru Yano, Tiger Mask e El Desperado.[29] O álbum toca sobre as imagens,[30] cuja primeira montagem tem duração de 29 minutos; uma versão posterior tem 45 minutos.[29] De acordo com Jayson Buford, da Rolling Stone, Saint representa West, "que se enxerga como um mártir sendo atacado por todos os lados".[31] No entanto, o tom do filme é ridículo e cômico,[31] com Paul Thompson, da GQ, escrevendo que os elementos visuais apresentam "uma ludicidade [e] generosidade" refletidas na música.[32]

Canções

Bully V1 contém nove ou dez faixas, dependendo da versão. A lista de faixas varia entre elas.[25][33] O álbum abre com "Preacher Man", uma faixa minimalista na qual West reflete sobre a fama. A quarta faixa da "versão pós-Hype", "Circles", apresenta uma batida animada construída sobre o sample da música "Huit Octobre 1971" (1975), da banda francesa Cortex. A faixa-título, "Bully", utiliza intensamente o Auto-Tune, sendo comparada por Buford às músicas do álbum 808s & Heartbreak (2008).[31]

Outras músicas incluem "Highs and Lows" e "Last Breath", esta última com participação do cantor mexicano Peso Pluma.[31][34] "Melrose", com Playboi Carti e Ty Dolla Sign, aparece como a décima e última faixa da versão lançada no Twitter, mas está ausente na versão publicada no YouTube.[25][33]

Estilo musical

Segundo Gil Kaufman, da Billboard, o som de Bully remete ao período mais experimental e aclamado de West no fim dos anos 2000, especialmente os álbuns 808s & Heartbreak (2008) e My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010).[30] O jornalista descreveu as faixas como composições minimalistas, com elementos de soul, em que West canta de forma suave com vocais processados por Auto-Tune. West canta na maior parte das músicas,[32] e declarou que cerca de metade de seus vocais são deepfakes gerados por IA.[35] Segundo Paul Thompson, da GQ, o uso de IA não é evidente de imediato, pois "[os] vocais funcionam mais como textura do que como motor das canções".[32] Contudo, ele afirma que se torna perceptível por volta da metade do álbum, devido à semelhança com os vocais de 808s & Heartbreak.[32]

Além dos vocais, Bully V1 também utiliza IA na produção musical. Em entrevista com Justin LaBoy, West defendeu os benefícios da separação de stems via IA, afirmando, "hoje em dia, você pode pegar qualquer música e separá-la; isolar os vocais, o baixo, a bateria… completamente separados. Então, quando envio uma música ou sample aos meus engenheiros, só digo: '[John Scott], IA.'"[36] West já havia utilizado essa tecnologia em 2022 em colaboração com a Kano Computing, no Stem Player.[37]

Assim como em seus trabalhos iniciais, Bully faz amplo uso de samples. São sampleadas ou interpoladas gravações como "A Change Is Gonna Come" (1964), de Sam Cooke; "You Can't Hurry Love" (1966), das Supremes; "(They Long to Be) Close to You" (1970), de Burt Bacharach e Hal David; "Huit Octobre 1971" (1975), de Cortex; "Bésame Mamá" (1996), de Poncho Sanchez; e "Soleil Soleil" (2020), da cantora francesa Pomme. A faixa "Losing Your Mind"[c] inclui um cover feito por IA da música "Vitamin C" (1972), da banda Can,[38] enquanto a faixa-título sampleia a risada "ha ha!" do personagem Nelson Muntz, de Os Simpsons.[39] Segundo reportagens da MusicTech e da Variety, muitos desses samples aparentam não ter sido autorizados.[38][39] A própria cantora Pomme já havia negado a permissão a West para samplear "Soleil Soleil", citando divergências com suas posições políticas.[40]


Lançamentos

Bully V1

Inicialmente, Kanye West anunciou a data de lançamento de Bully para 15 de junho de 2025, coincidindo com o 12.º aniversário de sua filha, North West.[22] Três versões preliminares do álbum foram lançadas de surpresa em 18 de março, por meio da conta de West no Twitter.[41] Eles foram hospedados através do site Frame.io.[42] West declarou que o projeto ainda estava em andamento e expressou arrependimento por ter utilizado IA, afirmando que havia passado a detestá-la. Ele também disse que pretende continuar trabalhando no álbum e regravar os vocais com sua própria voz,[43] acrescentando que talvez não o disponibilize em plataformas digitais de streaming, pois acredita que "as reproduções são falsas e que as gravadoras francesas e judaicas tratam artistas como prostitutas".[44][35][30]

O lançamento de Bully V1 ocorreu em meio à repercussão negativa de publicações de West no Twitter contendo discurso de ódio, nas quais ele fez comentários antissemitas, defendeu Sean Combs, e insultou sua ex-esposa Kim Kardashian, seu antigo colaborador Jay-Z, sua esposa Beyoncé e seus filhos, além de rappers como Playboi Carti, Tyler, the Creator e Future.[44][35]

West lançou três versões do álbum: uma "versão de exibição", uma "versão pós-Hype" e uma "versão pós-pós-Hype".[29] Em 22 de março de 2025, ele publicou a versão de exibição, datada de dezembro de 2024, no YouTube.[45] Veículos de imprensa observaram diferenças nas listas de faixas entre as versões.[33][25] A versão publicada no YouTube não inclui a faixa "Melrose", que é a última das demais versões.[44] Os lançamentos nas plataformas YouTube e Apple Music foram retirados do ar pouco depois, sem explicações.[31]

Lançamento completo

Apesar do lançamento em vídeo em março, West reafirmou, durante uma reunião gravada com o streamer Sneako em 24 de maio de 2025, que Bully seria lançado integralmente em 15 de junho.[46] Ele também mencionou a pré-venda realizada em 25 de outubro de 2024, dizendo: "Vendemos vinil, sim. Só ainda não os fabricamos. Foram tipo, 30 mil unidades ou algo assim". Durante a reunião, ele criticou a indústria musical e encorajou outros artistas a resistirem à exploração.[47] No entanto, o álbum não foi lançado na data prometida.

Em 16 de junho, cinco faixas destinadas a integrar Bully foram carregadas no site do ISRC sob os nomes artísticos "Ye" e "Kanye West", sendo elas "Highs and Lows", "Beauty and the Beast", "Preacher Man", "Damn" e "White Lines".[48] Posteriormente, West teria dito à conta de fãs YeFanatics que planejava lançar o álbum em conjuntos de cinco músicas. As mensagens diretas publicadas pela conta indicavam que cinco faixas seriam lançadas no dia 16, e outras cinco no dia 17.[49] Em 20 de junho, West lançou "PREACHER MAN", "BEAUTY AND THE BEAST" e "DAMN" nas plataformas de streaming como um extended play (EP) de três faixas com o mesmo nome do álbum.[50] Em 27 de junho, West carregou brevemente um segundo EP no YouTube e no Tidal, contendo as faixas "LAST BREATH" e "LOSING YOUR MIND", que foi removido poucas horas depois.[51] Em 2 de julho, Bully foi disponibilizado para pré-salvamento nos perfis "Ye" e "Kanye West" no Spotify, com uma lista de 13 faixas e lançamento previsto para 25 de julho.[52] No dia seguinte, o segundo EP de Bully foi relançado com produção atualizada.[53] Em 18 de julho, Bully teve seu lançamento adiado para 26 de setembro de 2025,[54] e o álbum foi novamente adiado em 22 de setembro, sendo remarcado para 7 de novembro de 2025.[55] Em 3 de novembro, quatro dias antes da data prevista de lançamento do álbum, West voltou a adiar o lançamento para 12 de dezembro de 2025.[56] No entanto, um dia depois, a página do álbum no Spotify foi revertida para a data de lançamento original e, mais tarde no mesmo dia, alterada novamente para 12 de dezembro. Em 8 de dezembro, West voltou a adiar o lançamento para 30 de janeiro de 2026.[57] Em 3 de janeiro de 2026, o site da Yeezy foi atualizado com opções de pré-venda do álbum, incluindo vinil multicolorido, CD, cassete e pacotes.[27]

Arte e título

Em março de 2025, West afirmou que esta imagem de uma suástica nazista vermelha sobre um fundo preto seria a sua "nova capa de álbum".

Em 23 de outubro de 2024, West publicou a capa de Bully, fotografada pelo fotógrafo japonês Daidō Moriyama, no Instagram.[22] Ela apresenta uma imagem em preto e branco de seu filho Saint West usando grills de titânio, semelhantes aos que West utilizou de janeiro de 2024[58] até cerca de novembro de 2025. West afirmou que o título Bully era uma referência a Saint, que ele observou chutar uma criança por ser "fraca".[23][59]

Falando sobre o processo do ensaio fotográfico, o designer de grills Omar Alvarado afirmou:

A intensidade deste projeto foi inesquecível. Quase tudo o que podia dar errado deu, o que tornou o processo de fabricação um verdadeiro teste de habilidade e resiliência. Mas ver a equipe e eu superarmos cada obstáculo para entregar o resultado foi uma sensação incrível.[60]

Em 16 de março de 2025, West publicou no Twitter uma imagem de uma suástica nazista vermelha sobre um fundo preto e alegou que se tratava da arte de capa de seu novo álbum.[61][62] Ele também publicou a insígnia da Schutzstaffel, tanto em versões branca quanto vermelha, e afirmou que seria o novo logotipo do Sunday Service Choir.[63] Ele apagou rapidamente as publicações,[63] e o envio do álbum no YouTube apresentou o filho de West, Saint, na capa.[45]

Recepção da crítica

Bully V1 recebeu críticas geralmente positivas por parte dos críticos musicais.[64] Michael Saponara, da Billboard, considerou que aqueles dispostos a relevar o comportamento de West apreciaram Bully e elogiou o álbum por evocar seus trabalhos dos anos 2000, como 808s & Heartbreak.[44] Thompson escreveu que não lhe trouxe "nenhum prazer relatar que Kanye West fez um bom álbum de Kanye West", descrevendo Bully como "não apenas a melhor coleção de batidas que ele reuniu em mais de uma década, mas um disco rico, caloroso e até otimista, que parece estar seguramente isolado da internet, do mundo e até mesmo de seu autor principal".[32] Thompson comparou favoravelmente a produção do álbum aos singles de West "Only One" (2014) e "FourFiveSeconds" (2015).[32] Frazier Tharpe, da GQ, comentou sobre a "admitidamente muito boa produção" do álbum ao discutir o suposto álbum de Jay-Z previsto para 2025.[65] Nyla Symone, do The Breakfast Club, afirmou ter gostado das canções de Bully que ouviu, acrescentando que, embora duvidasse que West pudesse fazer um retorno, "no que diz respeito a ser excelente em seu ofício, ele nunca se desviou disso".[64]

Jayson Buford, da Rolling Stone, descreveu Bully como o melhor álbum de West desde The Life of Pablo (2016), "mostrando lampejos do artista que ele já foi".[31] Ele considerou que o trabalho indicava que West ainda era capaz de produzir material de qualidade, mas também o classificou como seu primeiro álbum entediante e não suficientemente bom para restaurar sua reputação. Em particular, apontou que a faixa "Bully" sofre de uma letra "sem sentido".[31] Kyle Dennis, da Billboard, criticou a curadoria e a sequência de faixas de Bully, afirmando a respeito dos álbuns de West: "não tive uma experiência de audição favorável do início ao fim há bastante tempo".[64]

Lista de faixas

Créditos de "Losing Your Mind" e "Last Breath" adaptados de Qobuz.[66]

Lista de faixas de Bully[27]
N.º TítuloCompositor(es)Produtor(es) Duração
1. "Preacher Man"     3:01
2. "Beauty and the Beast"     1:45
3. "Last Breath"  
  2:22
4. "White Lines"      
5. "I Can't Wait"      
6. "Bully"      
7. "All the Love"      
8. "This One Here"      
9. "Highs and Lows"      
10. "Mission Control"     1:52
11. "Circles"      
12. "Damn"     2:02
13. "Losing Your Mind"  
  • Holger Schüring
  • Irmin Schmidt
  • Jaki Liebezeit
  • Kenji Suzuki
  • Michael Karoli
  3:26

Notas

  • Todos os títulos das faixas estão estilizados em letras maiúsculas.
  • Antes do lançamento do álbum, West lançou um EP incluindo "Preacher Man", "Beauty and the Beast" e "Damn" em 20 de junho de 2025;[67] juntamente com "Last Breath" e "Losing Your Mind" em 27 de junho de 2025.[53]

Créditos de samples

  • "Preacher Man" contém sample de "To You With Love", escrita por Al Goodman, Sharon Sieger e Tyrone Johnson, e interpretada por the Moments.[68]
  • "Beauty and the Beast" contém sample de "Don't Have to Shop Around", interpretada por The Mad Lads.[69]
  • "I Can't Wait" contém samples de "You Can't Hurry Love", interpretada por the Supremes.[72]
  • "Bully" contém samples de "Mujhe Maar Daalo", interpretada por Asha Bhosle.[73]
  • "All the Love" contém samples de "Fayek Alaya", de Fairuz.[carece de fontes?]
  • "This One Here" contém samples de "Walk on the Wild Side", escrita e interpretada por Lou Reed.[carece de fontes?]
  • "Highs and Lows" contém samples de "Soleil Soleil", escrita e interpretada por Pomme.[40]
  • "Circles" contém samples de "Huit Octobre 1971", escrita por Alain Mion e interpretada por Cortex.[31]
  • "Losing Your Mind" contém sample de "Vitamin C", escrita por Holger Schüring, Irmin Schmidt, Jaki Liebezeit, Kenji Suzuki e Michael Karoli e interpretada por Can.[70]

Créditos e pessoal

Créditos adaptados de Qobuz.[66]

  • The Legendary Traxster – gravação (3, 13), mixagem (3, 13)
  • John Scott – mixagem (3, 13), masterização (3, 13)
  • Nkenge 1x – mixagem (3, 13), masterização (3, 13)
  • Josh Schuback – mixagem (3, 13), masterização (3, 13)

Notas e referências

Notas

  1. Kanye West compartilhou várias versões de Bully no Twitter em 18 de março de 2025. Uma dessas versões foi posteriormente enviada para o YouTube em 22 de março de 2025.
  2. Lançada inicialmente como single promocional em 9 de fevereiro de 2025.
  3. Confundida com a segunda parte de "Last Breath" devido à ausência de pausas entre as duas músicas no curta-metragem.

Referências

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