Bulgaria inquinans

Bulgaria inquinans

Classificação científica
Reino: Fungi
Divisão: Ascomycota
Classe: Leotiomycetes
Ordem: Phacidiales
Família: Phacidiaceae [en]
Género: Bulgaria [en]
Espécie: B. inquinans
Nome binomial
Bulgaria inquinans
(Pers.) Fr. (1822)
Sinónimos
  • Peziza inquinans Pers. (1794)
Bulgaria inquinans
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Características micológicas
Píleo é afundado
Lamela não distinguível
Estipe ausente
A cor do esporo é castanho-enegrecido
A relação ecológica é saprófita
Comestibilidade: não comestível

Bulgaria inquinans é um fungo da família Phacidiaceae [en]. É conhecido popularmente em inglês pelos nomes poor man's licorice,[1] black bulgar e black jelly drops.[2][3]

Cresce em árvores mortas, incluindo carvalho, carpino e freixo, na Europa e na América do Norte.

Descrição

O píleo geralmente mede entre 0,5 a 4 cm de largura e 1 cm de altura. Apresenta a parte superior escura com superfície externa marrom quando jovem, tornando-se posteriormente mais côncava, com a região preta expandindo-se por grande parte da superfície externa.[3][4] A textura do fungo assemelha-se a couro ou elástico, dependendo do clima seco (elástica) ou úmido (coriácea).[3]

Espécies semelhantes

Espécies semelhantes incluem Ascocoryne sarcoides e Exidia glandulosa.[5] Espécies de Pseudoplectania [en] formam taças pretas sem superfície externa marrom rugosa.[4] Galiella rufa possui superfície superior clara e externa escura, oposta aos espécimes jovens de B. inquinans.[4] Exidia glandulosa e Neobulgaria pura também são vagamente semelhantes.[4]

Distribuição e habitat

Os cogumelos geralmente crescem em grupos médios nos ramos e casca de árvores mortas, principalmente carvalho[1] e carpino, mas também em freixos devido à uma doença causada por Hymenoscyphus fraxineus [en]. Ocorre em toda a Europa continental e nas Ilhas Britânicas. Também é encontrado em partes dos Estados Unidos,[3] onde aparece de novembro a março na Costa Oeste e de maio a outubro mais ao leste.[4]

Usos

Pesquisas sobre os materiais corantes presentes no fungo, realizadas por H. Lockett e R. Edwards na Universidade de Bradford, deram nome a três biocromos roxos.[6]

A espécie não é comestível.[7]

Galeria

Referências

  1. a b Arora, David (1986). Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi 2nd ed. Berkeley, California: Ten Speed Press. pp. 876–77. ISBN 978-0-89815-170-1 
  2. Sterry, Paul; Hughes, Barry (2009). D & N Publishing, ed. Collins Complete Guide to British Mushrooms & Toadstools. London: HarperCollins. p. 306. ISBN 978-0-00-723224-6 
  3. a b c d «Bulgaria inquinans, Black Bulgar fungus». www.first-nature.com. Consultado em 9 de outubro de 2019. Arquivado do original em 31 de julho de 2019 
  4. a b c d e Audubon (2023). Mushrooms of North America. [S.l.]: Knopf. 53 páginas. ISBN 978-0-593-31998-7 
  5. Davis, R. Michael; Sommer, Robert; Menge, John A. (2012). Field Guide to Mushrooms of Western North America. Berkeley: University of California Press. 398 páginas. ISBN 978-0-520-95360-4. OCLC 797915861 
  6. Edwards RL, Lockett HJ. (1976). «Constituents of the Higher Fungi. Part XVI. Bulgarhodin and bulgarein, novel benzofluoranthenequinones from the fungus Bulgaria inquinans». Journal of the Chemical Society, Perkin Transactions 1: 2149–55. doi:10.1039/p19760002149 
  7. Miller Jr., Orson K.; Miller, Hope H. (2006). North American Mushrooms: A Field Guide to Edible and Inedible Fungi. Guilford, CN: FalconGuides. 524 páginas. ISBN 978-0-7627-3109-1 

Ligações externas