Brasílio Ramos Caiado

Brasílio Ramos Caiado
Brasílio Caiado
Brasílio Caiado enquanto deputado federal por Goiás.
Deputado Federal por Goiás
Período1.º- 1.º de fevereiro de 1971 até
1.º de fevereiro de 1975
2.º 1.º de fevereiro de 1979 até
1.º de fevereiro de 1987
Deputado Estadual por Goiás
Período1.º de fevereiro de 1967 até
1.º de fevereiro de 1971
Prefeito de Goiás
Período31 de janeiro de 1961 até
31 de janeiro de 1966
Antecessor(a)Djary Alencastro Veiga
Sucessor(a)Jerônimo de Carvalho Bueno
Dados pessoais
Nascimento8 de agosto de 1929
Goiás, Goiás, Brasil
Morte23 de setembro de 2006 (77 anos)
São Paulo, São Paulo, Brasil
ProgenitoresPai: Brasil Ramos Caiado
Alma materFaculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro
PartidoUDN (1960-1965)
ARENA (1966-1979)
Sem partido (1979-1980)
PDS (1980-1987)
Profissãomédico
pecuarista

Brasílio Ramos Caiado (Goiás, 8 de agosto de 1929São Paulo, 23 de setembro de 2006) foi um médico, fazendeiro e político brasileiro membro de tradicional família atuante no estado de Goiás.[1][2]

Primeiros anos

Filho do médico e político brasileiro, Brasil Ramos Caiado e sua esposa, Noêmia Rodrigues Caiado, Brasílio Ramos Caiado era natural do munícipio de Goiás, então capital do estado homônimo. Seu pai foi governador de Goiás e senador pelo respectivo estado durante a República Velha.[3]

Bacharelou-se em medicina em 1958, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo integrando ao Clube da Lanterna ao lado de figuras como Carlos Lacerda. Em sua cidade natal fundou um hospital batizado com o nome de seu pai e foi diretor do Hospital São Pedro de Alcântara.

Carreira política

Prefeito de Goiás

Ingressou na política ao ser eleito prefeito de Goiás, para um mandato de cinco anos em 1960 pela União Democrática Nacional, tomando posse em 31 de janeiro do ano seguinte, conforme determinava a Constituição de 1946.

Deputado estadual por Goiás

Ingressou na Aliança Renovadora Nacional, após o Ato Institucional n.º 2, que extinguiu os partidos políticos existente no período da ditadura militar brasileira. Tal agremiação política era o reduto governista da Ditadura, e por essa legenda, Brasílio foi eleito deputado estadual em nas disputas eleitorais de 1966. Foi o líder do governo Otávio Lage e presidente da Assembleia Legislativa de Goiás no último ano de mandato.[4]

Deputado federal por Goiás

Seguiu para a Câmara dos Deputados do Brasil, ao ser eleito para o cargo em 1970, disputou um novo mandato em 1978 quando foi reeleito,[2] porém licenciou-se do mandato a fim de assumir o cargo de secretário de Justiça no governo Ary Valadão.[1][nota 1] Reeleito pelo Partido Democrático Social, sucessor legal da ARENA, em 1982, votou contra a Emenda Dante de Oliveira em 1984 e no ano seguinte apoiou Paulo Maluf na Votação do Colégio Eleitoral da Eleição presidencial no Brasil em 1985.[5][6] Ao fim do mandato desfiliou-se do PDS e abandonou a política dedicando-se a atividades privadas.

Morte

Faleceu no município de São Paulo, em 23 de setembro de 2006 aos 77 anos de idade.[1]

Notas

  1. Sua passagem pelo Executivo permitiu a convocação de Siqueira Campos, mas como este foi efetivado após a morte de José de Assis, a vaga de Brasílio Caiado foi ocupada por Guido Arantes.

Referências

  1. a b c «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Brasílio Caiado». Câmara dos Deputados do Brasil. Consultado em 1º de maio de 2017. Cópia arquivada em 6 de outubro de 2025 
  2. a b «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 1º de maio de 2017 
  3. «Senado Federal do Brasil: senador Brasil Caiado». Consultado em 1º de maio de 2017 
  4. «Perfil Biográfico de Brasílio Ramos Caiado | Portal da Alego». Perfil Biográfico de Brasílio Ramos Caiado | Portal da Alego. Consultado em 6 de outubro de 2025 
  5. A nação frustrada! Apesar da maioria de 298 votos, faltaram 22 para aprovar diretas (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 26/04/1984. Capa. Página visitada em 1º de maio de 2017.
  6. Sai de São Paulo o voto para a vitória da Aliança (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 16/01/1985. Primeiro caderno, p. 06. Página visitada em 1º de maio de 2017.