Braima Camará

Braima Camará
Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau
Período7 de agosto de 2025
28 de novembro de 2025
Antecessor(a)Rui Duarte de Barros
Sucessor(a)Ilídio Vieira Té
Deputado da Assembleia Nacional Popular
Período18 de abril de 2019
28 de novembro de 2025
Coordenador do Madem G-15
PeríodoAgosto de 2018
até o presente
Dados pessoais
Nascimento3 de agosto de 1968 (57 anos)
Geba, Guiné-Bissau
Nacionalidadebissau-guineense
ProgenitoresMãe: Hadja Famata Mane
Pai: Aladje Mama Camará
PartidoPAIGC (1986-2016)
Madem G-15 (2018-)

Braima Camará (Geba, 3 de agosto de 1968) é um empresário e político bissau-guineense.[1] Foi eleito coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15) em agosto de 2018 e reeleito em 2022. Foi, de 7 de agosto de 2025 a 28 de novembro de 2025, primeiro-ministro da Guiné-Bissau.[2][3]

Biografia

Iniciou a sua carreira no comércio, fundou e presidiu a Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau (CCIAS). Presidiu também a Rede Centro Atlântico de Arbitragem, organização para arbitragem de conflitos entre empresários de Açores, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Madeira, Mauritânia e Senegal.[4]

É membro Fundador do Madem G-15, onde ocupa o cargo de Coordenador.[5]

Foi Presidente do Sport Bissau e Benfica.

Deputado de Nação eleito nas Listas do PAIGC – VIII Legislatura (2008-2012), no Círculo Eleitoral 24 – Sector Autónomo de Bissau. Conselheiro Especial para Assuntos Económicos e Investimento Privado do Presidente da Republica General João Bernardo Vieira. Ministro Conselheiro do Presidente da Republica para Assuntos Económicos e do Investimento Privado do Presidente da República Malam Bacai Sanha, Função equiparada a Ministro de Estado. Foi Conselheiro especial do presidente da república José Mário Vaz. Foi reeleito deputado da nação, pela lista do PAIGC círculo 24 e novamente em 2019 pelo Madem G-15 pelos setores de Ganadu e Contubuel região de Bafatá.[6]

Em 7 de agosto de 2025 foi nomeado pelo presidente Umaro Sissoco Embaló como primeiro-ministro da Guiné-Bissau, com a missão explícita de organizar as eleições.[2] Embora Camará tivesse criticado fortemente Embaló e assinado um acordo com o líder da oposição Domingos Simões Pereira para "salvar a democracia e o Estado de direito", rumores de sua reconciliação com o presidente circulavam desde julho de 2025.[7]

Em 28 de novembro de 2025 Camará foi demitido da função de primeiro-ministro na sequência do golpe de Estado na Guiné-Bissau em 2025.[3]

Vida pessoal

Natural de Geba, Guiné-Bissau, pai de três filhos, filho de Aladje Mama Camara e de Hadja Famata Mane. O pai, foi Combatente de Liberdade de Pátria na Região de Bafatá.

Referências

Ligações externas