Borum-Kren

Borum-Kren é um povo indígena de Minas Gerais (Brasil), com identidade histórica, cultural e territorial de resistência na defesa do território e da Natureza. Sua retomada é marcada por processos de recuperação territorial, restauração florestal e práticas culturais originárias.

Localização geográfica

Localizam-se principalmente na região de Ouro Preto, Itabirito, Mariana e distritos e zonas rurais vizinhas, no território alto dos rios Velhas, Paraopeba e Doce. [1] Têm presença também em distritos como Santo Antônio do Leite, Amarantina, Antônio Pereira entre outros locais históricos.

Identidade e história

Ao longo da história colonial, foram conhecidos por diversos nomes entre não indígenas: Botocudos, Bukans, Cataguases, Guarachues, Batatais, Guaianazes do Velhas[2], entre outros e sofreram processos de extermínio cultural, invisibilização e dispersão forçada de seus descendentes. Muitos foram obrigados a ocultar sua ancestralidade e identificavam-se como “pardos” ou “negros da terra” nos censos e registros oficiais.

Cultura, práticas e saberes

Os Borum-Kren retêm e tem retomado práticas tradicionais, como o acendimento do fogo, confeccção de pedras lascadas e confecção de arcos e flechas, além de movimentar tradições orais, cosmogonias ancestrais, lembranças de modos de vida nômades, que envolviam deslocamentos nos ambientes de matas, rios e serras para atividades de subsistência e uso cultural.

Reivindicações e organização política

A retomada e a demarcação de terra é uma das principais reivindicações atuais. A visita da FUNAI ao território e o reconhecimento como terra dominial indígena reconheceu de fato a presença indígena Borum-Kren no município de Ouro Preto e abriu espaço político para novas reivindicações. A reterritorialização é percebida como parte de um processo mais amplo que leva em conta restaurar a memória biocultural, restabelecer práticas sócio-ecológicas, conservar paisagens multifuncionais e garantir acesso a recursos naturais vivos (florestas, rios, solos) para sustento cultural e material da comunidade, como investiga a pesquisadora indígena Bárbara Flores Borum-Kren[1].

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Referências

  1. Marques, Maria Eduarda (19 de abril de 2025). «Povo Borum-kren reforça presença na Região dos Inconfidentes». Agência Primaz de Comunicação. Consultado em 7 de novembro de 2025 
  2. Marques, Maria Eduarda (19 de abril de 2025). «Povo Borum-kren reforça presença na Região dos Inconfidentes». Agência Primaz de Comunicação. Consultado em 7 de novembro de 2025 
  3. Marques, Maria Eduarda (19 de abril de 2025). «Povo Borum-kren reforça presença na Região dos Inconfidentes». Agência Primaz de Comunicação. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  4. «Memória Indígena Borum Kren na região de Ouro Preto, Minas Gerais». www.cedefes.org.br. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  5. https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2023/02/07/noticia-diversidade,1454678/povo-indigena-de-ouro-preto-os-borum-kren-lutam-por-demarcacao-de-terra.shtml
  6. Marques, Ellen Joyce (27 de setembro de 2024). «Funai visita Borum-Kren de Antônio Pereira». Instituto Guaicuy. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  7. «Pesquisadora diz que memória indígena pode recuperar áreas degradadas». Agência Brasil. 9 de agosto de 2025. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  8. https://territoriopress.com.br/noticia/2495/povo-indigena-de-ouro-preto-os-borum-kren-lutam-por-demarcacao-de-terra?print=1
  9. «Arqueóloga indígena estuda criança sepultada há pelo menos 600 anos em casca de árvore». O Globo. 21 de setembro de 2024. Consultado em 17 de outubro de 2025