Bigode (futebolista)

Bigode
Informações pessoais
Nome completo João Ferreira
Data de nascimento 4 de abril de 1922
Local de nascimento Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Data da morte 31 de julho de 2003 (81 anos)
Local da morte São Mateus, Espírito Santo, Brasil
Altura 1,69 m
canhoto
Apelido Bigode
Informações profissionais
Posição lateral-esquerdo
Clubes de juventude
1938
1939
Industrial-RJ (amador)
Combate (amador)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1939–1940
1940–1943
1943–1949
1949–1952
1952–1955
Sete de Setembro
Atlético Mineiro
Fluminense
Flamengo
Fluminense
15 (0)
60 (6)
234 (16)
66 (0)
396 (1)
Seleção nacional
1949–1953 Brasil 16 (1)[1]
Medalhas
Jogos Pan-Americanos
Ouro Santiago 1952 Equipe

João Ferreira, mais conhecido como Bigode (Belo Horizonte, 4 de abril de 1922São Mateus, 31 de julho de 2003), foi um futebolista brasileiro que atuou como lateral-esquerdo. Teve passagem pelo Atlético Mineiro, Fluminense, Flamengo e Seleção Brasileira.

Biografia

Bigode começou a sua carreira jogando nas equipes amadoras do Industrial e do Combate até se profissionalizar no Sete de Setembro de Belo Horizonte em 1939 e depois se transferiu para Atlético Mineiro em 1940.

Foi contratado pelo Fluminense em 1943. Bigode participou de 396 jogos pelo Fluminense, tendo atuado até 1949 e de 1952 a 1955. Marcou apenas 62 gols no total.[2]

No Flamengo atuou em 66 jogos entre 1949 e 1952, com 33 vitórias, 13 empates e 20 derrotas.

Pela Seleção Brasileira de Futebol, entre 1949 e 1953, Bigode fez 16 jogos, (1 não oficial[1]) 1 gol , (treze vitórias, um empate e duas derrotas), inclusive o Maracanaço, a partida que decidiu a Copa do Mundo de Futebol de 1950 a favor da Seleção Uruguaia de Futebol, deixando desolados os brasileiros. Em 1952 ele voltou para a seleҫao nacional novamente.[3]

Bigode foi um dos jogadores mais criticados pela derrota do Brasil na Copa de 1950 por não ter acompanhado Ghiggia e ter sido driblado por ele nos dois gols do Uruguai na final. Foi, depois do goleiro Barbosa, o jogador mais criticado da Seleção Brasileira naquela partida.[4]

A Lenda do Tapa

No Brasil, surgiu uma lenda de que Bigode teria levado um tapa de Obdulio Varela, o capitão do time do Uruguai, na final da Copa de 1950 e que, por isso, Bigode teria ficado com medo e não teria acompanhado Ghiggia no lance do segundo gol uruguaio. No entanto, os jogadores, assim como os torcedores que assistiram aquela partida, sempre negaram que o tal tapa ocorreu. O próprio Varela disse que jamais agrediu Bigode.[5]

Morte

Em 27 de julho de 2003, Bigode foi internado no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Fumante, ele estava com problemas respiratórios e com pneumonia crônica, que evoluiu para uma infecção generalizada. Veio a falecer no dia 31 de julho de 2003, aos 81 anos, às 3h45. O corpo do ex-atleta foi enterrado no Cemitério Bosque da Esperança.[6] [7]

Títulos

Atlético-MG
Fluminense
Seleção Brasileira

Literatura

Referências

  1. a b c d e «Todos os brasileiros 1950». Folha de S.Paulo. 9 de dezembro de 2015. Consultado em 3 de outubro de 2018 
  2. Site Estatísticas do Fluminense - Jogadores - Bigode
  3. «Placar Magazine - (Google Books)». books.google.de. 2011. Consultado em 7 de junho de 2011 
  4. «Com coração despedaçado, encontramos Bigode, um dos maiores injustiçados da Copa de 50». DDC. 28 de julho de 2020. Consultado em 15 de julho de 2025 
  5. «Brasil 50: Mentira Eterna». Folha de São Paulo. 28 de maio de 2002. Consultado em 15 de julho de 2025 
  6. «Morre o ex-jogador Bigode, vice na Copa de 50». Folha de Londrina. 31 de julho de 2003. Consultado em 15 de julho de 2025 
  7. «Morre o ex-jogador Bigode, vice em 50». Estadão. 31 de julho de 2003. Consultado em 15 de julho de 2025 

Ligações externas