Benedita Henriqueta do Palatinado

Benedita Henriqueta
Duquesa de Brunsvique-Luneburgo
Princesa de Calemberga
Condessa Palatina de Simmern
Dados pessoais
Nascimento14 de março de 1652
Paris, França
Morte12 de agosto de 1730 (78 anos)
Asnières-sur-Seine, França
Nome completo
Benedikta Henriette Philippine
MaridoJoão Frederico de Brunsvique-Luneburgo
Descendência
Ana Sofia
Carlota
Henriqueta Maria
Guilhermina Amália
CasaWittelsbach (por nascimento)
Hanôver (por casamento)
PaiEduardo, Conde Palatino de Simmern
MãeAna Gonzaga
ReligiãoCatolicismo

Benedita Henriqueta do Palatinado (em alemão: Benedikta Henriette Philippine; Paris, 14 de março de 1652Asnières-sur-Seine, 12 de agosto de 1730) foi uma condessa palatina do Reno, da linhagem Palatinado-Simmern, pelo nascimento, e duquesa de Brunsvique-Luneburgo e princesa de Calemberga pelo casamento com João Frederico de Brunsvique-Calemberga.

Biografia

Benedita Henriqueta foi filha do conde palatino Eduardo de de Simmern (1625–1663) e de sua esposa Ana Gonzaga (1616–1684), filha de Carlos I Gonzaga, duque de Mântua, Monferrato, Nevers e Rethel. Seu pai mudou-se para Paris em 1645 e converteu-se ao catolicismo para poder se casar. Assim, Benedita Henriqueta cresceu em Paris como católica, junto com suas irmãs Luísa Maria e Ana Henriqueta do Palatinado. Benedita foi educada por Louise de La Fayette, uma cortesã que converteu-se em freira e passou a ser conhecida como Irmã Louise-Angélique.[1]

Ela casou-se em 30 de novembro de 1668, em Hanôver, com o duque João Frederico de Brunsvique-Calemberga (1625–1679), que havia se convertido ao catolicismo em 1651. A união foi arranjada pelo diplomata francês Jean Hérault de Gourville.[2] Por ocasião do casamento, foi estreada a ópera L’Adelaide, do compositor Antonio Sartorio.[3]

Benedita chegou a Hanôver em 9 de novembro de 1668, como mostra uma gravura em cobre executada por Georg Friedrich Grimm.[4] A noiva trouxe consigo numerosos cortesãos franceses, e assim começou em Hanôver um período de florescimento barroco com forte influência francesa, devido à origem da duquesa. A pedido de Benedita Henriqueta, João Frederico contratou músicos formados no estilo francês, entre eles a cantora Anne Sophie Bonne. Benedita também incentivou a ópera italiana e tocava música pessoalmente. Era considerada simples e satisfeita, "desde que tivesse seus livros e seu violão". Ela apoiou sua tia Sofia de Hanôver em seus esforços de reconciliação religiosa.[5]

Após a morte do marido, em 1679, Benedita Henriqueta mudou-se com as filhas para a corte francesa, onde viveu como hóspede de sua prima, Isabel Carlota do Palatinado. Em 1688, herdou juntamente com sua irmã Ana Henriqueta o Castelo de Marchais, na Picardia, de sua prima Maria de Guise – propriedade que vendeu em 1719. Mais tarde, foi acolhida por seu genro em Módena, mas, por ser maltratada, retornou à França, onde passou a viver com sua irmã Ana Henriqueta. Manteve correspondência com Gottfried Wilhelm Leibniz, que havia sido convidado por seu marido para a corte de Hanôver.[6]

Referências

  1. Bougaud, Emile. St. Chantal and the Foundation of the Visitation. Vol. 2. New York: Benziger Brothers, 1895. Google Books. Web, p. 258
  2. Littell's living age, Volume 166
  3. Christian Seebald: Libretti vom „Mittelalter“, Walter de Gruyter, 2009, p. 40
  4. Christoph Reske: Die Buchdrucker des 16. und 17. Jahrhunderts im deutschen Sprachgebiet. Wiesbaden, Harrassowitz, 2007; ISBN 978-3-447-05450-8; p. 353; online em Google Livros
  5. Kuno Fischer: Geschichte der Neuern Philosophie, F. Bassermann, 1867, p. 234
  6. State papers and correspondence: illustrative of the social and political... By John Mitchell Kemble, p. 224

Bibliografia

  • Wilhelm Rothert: Benedikta, Herzogin von Hannover, in ders.: Allgemeine Hannoversche Biographie, Band 3: Hannover unter dem Kurhut 1646–1815, Sponholtz, Hannover 1916 (posthum von seiner Frau A. Rothert und M. Peters herausgegeben), pp. 100–101
  • Linda Maria Koldau: Frauen-Musik-Kultur: ein Handbuch zum deutschen Sprachgebiet der Frühen Neuzeit, Böhlau, Köln / Weimar 2005.