Belmira das Neves
Belmira das Neves | |
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| Período | 5 de outubro de 1923[1] até 11 de dezembro de 1925 |
| Antecessor(a) | Maria Joana Queiroga de Almeida |
| Sucessor(a) | Elzira Dantas Machado |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 5 de agosto de 1885 Portimão, Portugal |
| Morte | 26 de janeiro de 1967 (81 anos) Portimão, Portugal |
| Nacionalidade | portuguesa |
| Parceiro | Manuel Teixeira Gomes[1] |
Belmira das Neves (Portimão, 5 de agosto de 1885 — Portimão, 26 de janeiro de 1967), foi a companheira do 7.º Presidente da República Portuguesa Manuel Teixeira Gomes, e por inerência, Primeira-dama de Portugal de 5 de outubro de 1923[1] a 11 de dezembro de 1925, apesar de nunca se terem casado.[2][1]
Biografia
Belmira das Neves nasceu na cidade de Portimão, oriunda de famílias humildes de pescadores da região. Era filha de João de Jesus Quatorze, natural de Estômbar e de Quitéria das Dores Reis, natural de Portimão, tendo sido legitimada pelo casamento dos pais em 16 de abril de 1912.[3][4]
Manuel Teixeira Gomes residia em Portimão desde 1885, onde se dedicou ao negócio de exportação de frutos secos herdado de seu pai e foi onde conheceu e se apaixonou por Belmira, trabalhadora do seu fumeiro, tendo a partir de 1899 vivido em união de facto com a mesma, que contava à data apenas 14 anos e o companheiro, 39, facto que causou resistência por parte das famílias. O relacionamento de ambos nunca se traduziu numa vida comum, tendo Teixeira Gomes viajado e residido sozinho durante quase toda a sua vida adulta. Os negócios da família obrigaram-no desde cedo a viagens longas, sobretudo em torno do Mediterrâneo e do Médio Oriente. Nunca se casaram, no entanto tiveram duas filhas, Ana Rosa Teixeira Gomes, nascida em 1906 e Maria Manuela Teixeira Gomes, nascida em 1910.[1][2][5]
Quando Teixeira Gomes foi eleito para a Presidência da República, em 1923, Belmira das Neves decidiu permanecer em Portimão, nunca tendo ocupado o Palácio de Belém. Quando, dois anos depois, Teixeira Gomes renunciou o cargo de Presidente e partiu para o exílio voluntário, não mais se voltaram a ver, trocando cartas esporadicamente.[1][2][5]
Belmira viveu anonimamente o resto dos seus dias na sua terra natal, onde veio a falecer aos 81 anos, a 26 de janeiro de 1967. Encontra-se sepultada naquela localidade.[3][5]
Referências
- ↑ a b c d e f «Manuel Teixeira Gomes». Museu da Presidência da República. Consultado em 18 de setembro de 2024
- ↑ a b c «Manuel Teixeira Gomes, a história do Presidente da República que cultivava o hedonismo e a sensualidade sem constrangimentos». dezanove.pt
- ↑ a b «Livro de registo de baptismos da Paróquia de Portimão (1885)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. pp. 75v e 76, assento 186
- ↑ «Livro de registo de casamentos de Portimão (1912)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. pp. 19v e 20, assento 31
- ↑ a b c Esteves, João; Castro, Zília Osório de (dezembro de 2013). «Feminae: Dicionário Contemporâneo». Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. p. 143-144. Arquivado do original em 16 de fevereiro de 2023
