Batalha de Tédula
| Batalha de Tédula | |||
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| Data | setembro de 1554 | ||
| Local | Tédula, Marrocos | ||
| Desfecho | Vitória sádida | ||
| Comandantes | |||
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| Forças | |||
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| Baixas | |||
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A Batalha de Tédula foi um confronto militar ocorrido em setembro de 1554, na região de Tédula, em Marrocos, entre as forças do Sultanato Oatácida, lideradas por Alboácem Ali ibne Maomé, e o exército do Sultanato Sádida, comandado por Maomé Axeique. A batalha resultou na derrota definitiva dos oatácidas e marcou o fim do seu sultanato, consolidando o domínio sádida sobre Marrocos.
Contexto
Na década de 1540, o Sultanato Oatácida enfrentava um processo avançado de enfraquecimento político e militar. Em 1545, o sultão Alboácem Ali ibne Maomé, então governante do norte de Marrocos, submeteu-se formalmente à soberania do Império Otomano, buscando apoio contra o avanço do Sultanato Sádida, que se expandia a partir do sul sob a liderança de Maomé Axeique.[1]
Apesar dessa submissão, os otomanos não conseguiram impedir a tomada de Fez pelos sádidas. Alboácem Ali ibne Maomé fugiu então para Argel, onde recebeu asilo junto às autoridades otomanas locais.[1][2]
Com apoio otomano, sob a liderança de Salá Reis, Alboácem Ali ibne Maomé conseguiu reconquistar Fez em 1554, sendo reinstalado como sultão sob condição de vassalagem ao Império Otomano e com o suporte de tropas argelinas e de janízaros.[3]
A batalha
Após a retirada das forças otomanas de Fez, Maomé Axeique reorganizou seu exército e avançou contra as forças oatácidas. O confronto decisivo ocorreu na planície de Tédula, em setembro de 1554.
Durante a batalha, as tropas sádidas derrotaram o exército de Alboácem Ali ibne Maomé, que foi morto em combate. A derrota encerrou definitivamente a resistência oatácida organizada e pôs fim ao sultanato.[3]
Consequências
Na sequência da vitória, Maomé Axeique entrou em Fez em 13 de setembro de 1554, tornando-se o governante incontestado de Marrocos e estabelecendo o Sultanato Sádida como poder dominante no país.[3][4]
A vitória sádida alterou o equilíbrio político do Magrebe ocidental. Em resposta, os otomanos organizaram o assassinato de Maomé Axeique em 1557, seguido de uma tentativa fracassada de invasão de Marrocos no ano seguinte, culminando na Batalha de Uádi Alabane.[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b c Abun-Nasr, Jamil M. (1987). A History of the Maghrib in the Islamic Period. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 154–155
- ↑ Smith, Richard Lee (2006). Ahmad Al-Mansur: Islamic Visionary. [S.l.]: Pearson Longman. p. 11
- ↑ a b c Kissling, H. J. (1969). The Last Great Muslim Empires. [S.l.]: Brill. p. 103
- ↑ Ogot, Bethwell A. (1992). Africa from the Sixteenth to the Eighteenth Century. [S.l.]: UNESCO. p. 201