Barão de Alagoa

Barão de Alagoa
Barão de Alagoa
Brasão dos Barões de Alagoa
Criação D. Maria II
22 de Dezembro de 1841
Ordem Titular do Reino
Tipo Renovado em duas vidas
1.º titular José Francisco da Terra Brum
Linhagem Terra Brum
Actual titular Extinto (desde de 11 de julho de 1905)

Barão de Alagoa foi um título nobiliárquico criado por D. Maria II por Decreto de 22 de Dezembro de 1841 a favor de José Francisco da Terra Brum, um abastado comerciante da cidade da Horta, Açores, onde tinha a sua residência nas margens da ribeira da Conceição, sendo proprietário dos terrenos denominados Alagoa (onde se situa o campo de jogos do mesmo nome).[1][2]

História

José Francisco da Terra Brum destacou-se pelo seu apoio à causa liberal nos Açores. Em 1832, após a implantação do regime liberal no arquipélago, foi nomeado coronel de voluntários por D. Pedro IV. Como reconhecimento pelos serviços prestados, recebeu a carta de conselheiro em 1834 e, mais tarde, em 1841, foi agraciado pela Rainha D. Maria II com o título de Barão de Alagoa.[2][3]

Manuel Maria da Terra Brum, nono filho de José da Terra Brum, 1.º Barão de Alagoa, destacou-se como um dos maiores viticultores do Pico e figura de relevo público na ilha do Faial.[carece de fontes?] Em 1901, reconhecendo o seu contributo para a região, o Rei D. Carlos I restabeleceu o título de Barão de Alagoa a seu favor.[2] O baronato encontrava-se extinto desde 1844,[4] ano da morte do seu irmão mais velho, José Francisco da Terra Brum, 2.º Barão de Alagoa.[4]

Brasão de armas

Às famílias Terra não consta ter sido concedida carta de brasão de armas, no entanto, usavam o seguinte:[5]

Escudo esquartelado:

  • No primeiro quartel, em campo de ouro, uma águia negra de duas cabeças, e nos pés seu ondulado de azul;
  • No segundo quartel, as armas dos Pereiras esquarteladas com as dos Leites (três flores-de-lis de ouro em campo verde);
  • No terceiro quartel, as armas dos Bruns, que são: em campo de prata, uma faixa vermelha com três flores-de-lis de ouro, e um chefe com três perdizes da sua cor;
  • No quarto quartel, as armas dos Silveiras (três faixas sanguinhas em campo de prata).

Elmo: de prata, aberto, guarnecido de ouro.

Timbre: a águia do primeiro quartel.

Barões de Alagoa (1841)

# Nome Nascimento Morte Reinado Cônjuge Notas
1 José da Terra Brum, 1.º Barão de Alagoa 10 de março de 1776 22 de dezembro de 1842 22 de dezembro de 1841 – 22 de dezembro de 1842 Francisca Paula Terra Brum da Silveira Leite de Noronha Tìtulo concedido. Teve onze filhos[2] (mais três fora do matrimónio).[5]
2 José Francisco da Terra Brum, 2.º Barão de Alagoa 24 de setembro de 1809 3 de setembro de 1844 22 de dezembro de 1842 – 3 de setembro de 1844 Maria Júlia Terra Carvalhal Filho primogénito do 1.º Barão. Teve duas filhas.[2]
3 Manuel da Terra Brum, 3.º Barão de Alagoa 3 de fevereiro de 1885 11 de julho de 1905 28 de agosto de 1901 — 11 de julho de 1905 Não casou Nono filho do 1.º Barão. Morreu sem descendência. Título extinto.[2]

Ver também

Referências

  1. Nobreza de Portugal e do Brasil, Direcção de Afonso Eduardo Martins Zuquete, Editorial Enciclopédia, 2ª Edição, Lisboa, 1989, Vol. 2, pág. 212
  2. a b c d e f Zoquete, Afonso Eduardo (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Lda. p. 212 
  3. Enciclopédia Açoriana: «Brum, José Francisco da Terra».
  4. a b Mónica and Silveira e Sousa (2009): p. 146
  5. a b Marcelino Lima, Famílias Faialenses (Subsídios para a história do Faial), título Terras. Horta, 1922.