Austroplebeia magna

Austroplebeia magna
Operária (acima) e macho (abaixo) de A. magna. As setas pretas apontam para o largo basitarso, característico da espécie.
Operária (acima) e macho (abaixo) de A. magna. As setas pretas apontam para o largo basitarso, característico da espécie.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Tribo: Meliponini
Gênero: Austroplebeia
Espécie: A. magna
Nome binomial
Austroplebeia magna
Dollin, Dollin & Rasmussen, 2015
Distribuição geográfica
Mapa mostrando a distribuição estimada de A. magna na Austrália.
Mapa mostrando a distribuição estimada de A. magna na Austrália.

Austroplebeia magna é uma pequena abelha sem ferrão eussocial descrita pela primeira vez por Dollin, Dollin e Rasmussen em 2015,[1] sendo encontrada na Austrália (parte do norte do Território do Norte e extremo noroeste de Queensland).

Etimologia

O adjetivo feminino latino magna, que significa “grande”, refere-se à ampla região de suas pernas (Basitarsus III) e ao longo lancete do ferrão encontrado nas operárias desta espécie.[1][2]

Descrição e identificação

A. magna é muito semelhante a A. cassiae em tamanho e coloração. As operárias (3,5–4,5 mm) são mais escuras que as de A. australis. A margem posterior do tórax geralmente possui apenas duas manchas ocres ou creme. A face apresenta pelos brancos espessos, com pelo menos uma marcação completa escondida sob eles.[2]

Algumas operárias não apresentam qualquer marcação na face ou no tórax, como em certas populações encontradas em Arnhem Land, no Território do Norte. Os machos são fortemente marcados, com faixas de cor creme na face, tórax e pernas. As principais diferenças em relação a A. cassiae são o basitarso III largo, o longo lancete do ferrão(Ferrão atrofiado, portando incapaz de ferroar), e os pelos finos do clípeo.[1][2]

Ninho

Os ninhos de A. magna estudados até o momento foram encontrados em árvores ocas de pequeno a médio porte (10–24 cm de diâmetro no nível do ninho). Os ninhos possuem um túnel de entrada curto. A estrutura do ninho e os potes de alimento são semelhantes aos de A. australis.[2][3]

Referências

  1. a b c Dollin, Anne E.; Dollin, Leslie J.; Rasmussen, Claus (23 de novembro de 2015). «Australian and New Guinean stingless bees of the genus Austroplebeia Moure (Hymenoptera: Apidae)—a revision». Zootaxa. 4047 (1): 1–73. PMID 26624733. doi:10.11646/zootaxa.4047.1.1 
  2. a b c d Dollin, Anne (2016). «Meet the Austroplebeia species -A Guide to Aussie Bee's Revision Paper» (PDF). Aussie Bee. Cópia arquivada (PDF) em 29 de março de 2016 
  3. Heard, Tim (2016). The Australian native bee book : keeping stingless bee hives for pets, pollination and sugarbag honey. West End, Brisbane, Qld: Sugarbag Bees. ISBN 978-0-646-93997-1. OCLC 910915206