Austroplebeia australis

Austroplebeia australis
Operária
Operária
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Apidae
Subfamília: Apinae
Tribo: Meliponini
Gênero: Austroplebeia
Espécie: A. australis
Nome binomial
Austroplebeia australis
(Friese, 1898)

Austroplebeia australis é uma espécie de abelha sem ferrão da tribo Meliponini, descrita originalmente por Heinrich Friese em 1898 como Trigona australis.[1][2]

A espécie ocorre exclusivamente na Austrália, onde é ocasionalmente chamada de bush bee (“abelha do mato”). Seu alcance natural se estende por mais de 2.000 km, desde a região de Fitzroy Crossing e Queensland Central, passando por Darling Downs e chegando ao norte de Nova Gales do Sul, não sendo registrada ao sul de 31°04'S.[3]

A delimitação taxonômica atual reconhece vários sinônimos históricos:[4]

  • A. cockerelli (Rayment, 1930)
  • A. ornata (Rayment, 1932)
  • A. percincta (Cockerell, 1929)
  • A. websteri (Rayment, 1932)

Ciclo da colônia

Atividade

Colônias de A. australis permanecem ativas durante todo o ano.[5]

O período diário de atividade é maior nos meses mais quentes (setembro a março). A intensidade máxima de voo ocorre em setembro e é mínima em maio. A atividade de forrageamento só inicia quando a temperatura ambiente ultrapassa 20 °C.[5]

A espécie coleta um espectro relativamente estreito de recursos florais e tende a preferir néctar com altas concentrações de açúcar, em comparação com espécies simpátricas como Tetragonula carbonaria.[6]

Interações com outras espécies

Predadores

Predadores comuns incluem aves, lagartos, aranhas e pequenos mamíferos, semelhantes aos de outras espécies de Meliponini.[7]

Defesa

Sem ferrão funcional, A. australis emprega principalmente barreiras arquitetônicas. A entrada do ninho é reduzida a apenas 3–4 abelhas de largura.[8]

À noite, as colônias constroem uma cortina rendada de cerúmen na entrada, retirada ao amanhecer e reutilizada conforme necessário.[8]

Pequeno-besouro-da-colmeia (Aethina tumida)

Estudos mostram que colônias saudáveis de A. australis são capazes de destruir rapidamente ovos, larvas e adultos do pequeno-besouro-da-colmeia.[9][10]

Galeria

Referências

  1. Friese, H. (1898). «Die Trigona-Arten Australiens». Természetrajzi Füzetek (em alemão). 21: 427–431 
  2. «IRMNG Trigona australis Friese, 1898». IRMNG. Consultado em 10 de fevereiro de 2020 
  3. Halcroft, M.T. (2012). Investigations into the Biology, Behaviour and Phylogeny of a Potential Crop Pollinator: The Australian Stingless Bee, Austroplebeia australis (PhD). University of Western Sydney 
  4. Halcroft, MT; Dollin, A; Francoy, TM; King, JE; Riegler, M; Haigh, AM; Spooner-Hart, RN (2016). «Delimiting the species within the genus Austroplebeia...» 1 ed. Apidologie. 47: 76–89. doi:10.1007/s13592-015-0377-7 
  5. a b Halcroft, M.T.; Haigh, A.M.; Holmes, S.P.; Spooner-Hart, R.N. (2013). «The thermal environment of nests...» (PDF) 4 ed. Insectes Sociaux. 60: 497–506. doi:10.1007/s00040-013-0316-4 
  6. Leonhardt, S.D.; Heard, T.A.; Wallace, H. (2014). «Differences in the resource intake...» (PDF). Apidologie. 45: 514–527 
  7. Hilário, S.D.; Imperatriz-Fonseca, V.L. (2003). «Thermal Evidence of the Invasion...» (PDF) 3 ed. Brazilian Journal of Biology. 63: 457–462 
  8. a b Dollin, Anne (1996). Nests of Australian Stingless Bees. [S.l.]: Australian Native Bee Research Centre 
  9. Halcroft, M.T. (2007). Investigations on the behaviour... (PDF) (BSc). University of Western Sydney 
  10. Halcroft, M.; Spooner-Hart, R.; Neumann, P. (2011). «Behavioral defense strategies...» (PDF) 2 ed. Insectes Sociaux. 58: 245–253 

Ligações externas