Austroplebeia essingtoni

Austroplebeia essingtoni
Dois morfos de operárias (primeiras duas colunas) e macho (terceira coluna) de A. essingtoni. As setas pretas indicam a genitália característica dos machos, com pontas curvadas.
Dois morfos de operárias (primeiras duas colunas) e macho (terceira coluna) de A. essingtoni. As setas pretas indicam a genitália característica dos machos, com pontas curvadas.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Apidae
Subfamília: Apinae
Tribo: Meliponini
Gênero: Austroplebeia
Espécie: A. essingtoni
Nome binomial
Austroplebeia essingtoni
(Cockerell, 1905)
Distribuição geográfica
Distribuição estimada de A. essingtoni na Austrália
Distribuição estimada de A. essingtoni na Austrália

Austroplebeia essingtoni é uma pequena abelha eussocial e sem ferrão descrita por Cockerell em 1905.[1] A espécie ocorre no norte da Austrália, incluindo o norte da Austrália Ocidental e o Território do Norte. É uma das menores abelhas sem ferrão da Austrália[2] e consegue sobreviver em áreas extremamente áridas, com precipitações anuais de apenas 300 mm.[3]

Etimologia

O nome "essingtoni" foi dado porque os primeiros exemplares foram coletados em Port Essington, na costa norte de Arnhem Land, Austrália, em 1840.[3]

Descrição e identificação

As operárias (3,2–3,9 mm) geralmente possuem faixas creme distintas nas laterais e na parte posterior do tórax, além de uma marca clara e ampla na parte inferior do rosto.[3] Elas são, em média, menores do que as operárias de outras espécies de Austroplebeia.[3]

A coloração varia conforme a população:

  • Hamersley Ranges – operárias mais claras, com bandas amarelas no tórax, pernas e abdômen.
  • Áreas costeiras – indivíduos mais escuros.

Os machos são fortemente marcados e apresentam genitália peculiar, com pontas curvadas.[3]

Construção do ninho

A. essingtoni normalmente nidifica em árvores ocas de pequeno a médio porte (9–30 cm de diâmetro), mas também utiliza cavidades em paredes ou fendas em penhascos. Assim como Austroplebeia cassiae e Austroplebeia magna, a espécie constrói um túnel de entrada curto.[3]

As células da cria são dispostas de forma irregular em estruturas chamadas "clusters". O pólen e o mel são armazenados em potes esféricos ou ovais, de paredes finas.[3]

Uso humano

Tentativas preliminares de manter esta espécie em caixas têm sido bem-sucedidas, porém a multiplicação por divisão ainda apresenta baixa taxa de sucesso.[2]

Referências

  1. Cockerell, T. D. A. (1905). «XXVI.—Descriptions and Records of Bees.—I». Annals and Magazine of Natural History. 16 (92): 216–225. ISSN 0374-5481. doi:10.1080/03745480509443672 
  2. a b Heard, Tim (2016). The Australian native bee book: keeping stingless bee hives for pets, pollination and sugarbag honey. West End, Brisbane, Qld: Sugarbag Bees. ISBN 978-0-646-93997-1. OCLC 910915206 
  3. a b c d e f g Dollin, Anne. «Meet the Austroplebeia species – A Guide to Aussie Bee's Revision Paper» (PDF). Aussie Bee. Cópia arquivada (PDF) em 29 de março de 2016