Atlântida das Areias

Atlântida das Areias

Fotografia de satélite do sul da Arábia mostrando possíveis locais da cidade perdida.

Nome local
Atlântida das Areias
Geografia
Departamento
Funcionamento
Estatuto
lugar mitológico (d)

Atlântida das Areias é o nome dado a um lendário local perdido nos desertos do sul da Península Arábica, conhecido como Ūbār ou Awbār (أوبار) e também como Wabār ou Wubār (وبار), em árabe. Acredita-se que tenha sido destruído por um desastre natural ou como punição divina.

O nome em inglês é comumente atribuído a T. E. Lawrence no século XX, mas ele nunca aparece em suas obras publicadas. Nem Bertram Thomas, que tornou o termo público (e provavelmente foi quem realmente cunhou a expressão),[1] nem Ranulph Fiennes e Nicholas Clapp, que o popularizaram,[2][3] atribuíram tal termo a Lawrence.

Frequentemente se afirma que Ubar é mencionado no Alcorão e em As Mil e Uma Noites, mas isso é incorreto. O equívoco surge da associação feita por Nicholas Clapp entre Ubar e Iram, associação que não é geralmente aceita entre estudiosos.[4]

Introdução

Nos tempos modernos, o mistério da cidade perdida de Atlântida inspirou inúmeros livros, filmes, artigos e páginas da Web. (Ver Atlântida na cultura popular)[5][6] De modo semelhante, o mundo árabe possui sua própria lenda de uma cidade perdida — a chamada Atlântida das Areias —, que continua a gerar debate entre historiadores, arqueólogos e exploradores.

Em fevereiro de 1992, o jornal The New York Times anunciou uma grande descoberta arqueológica:

Guiados por mapas antigos e por observações aéreas detalhadas, arqueólogos e exploradores descobriram uma cidade perdida nas profundezas das areias da Arábia, e estão praticamente certos de que se trata de Ubar, o lendário centro comercial da rica rota do incenso de milhares de anos atrás.

A descoberta foi resultado do trabalho de uma equipe liderada por Nicholas Clapp, que escavou um poço beduíno em Shisr, província de Dófar, Omã. Com base nas escavações e em imagens de satélite, Clapp concluiu que o local correspondia a Ubar, que ele identificou como Iram dos Pilares, nome mencionado no Alcorão, que pode designar uma cidade perdida, uma tribo ou uma região.[7]

Outro membro da expedição, Sir Ranulph Fiennes, afirmou que esse seria o Omanum Emporium do famoso mapa de Cláudio Ptolomeu sobre a Arábia Feliz.

Atualmente, uma placa no sítio arqueológico de Shisr declara:

Bem-vindo a Ubar, a Cidade Perdida da Lenda Beduína.

[8]

Entretanto, estudiosos permanecem divididos sobre se este realmente é o local da lendária cidade perdida das areias.

Primeiros exploradores em Dófar

Em 1930, o explorador Bertram Thomas aproximava-se da borda sul do Rub' al Khali (“O Quarto Vazio”). Thomas pretendia ser o primeiro europeu a cruzar o grande deserto, mas, ao iniciar sua jornada de camelo, ouviu de seus guias beduínos a história de uma cidade perdida cujos habitantes, por sua maldade, haviam sido destruídos pela ira divina. Ele não encontrou vestígios da cidade, mas marcou no mapa uma trilha que, segundo os guias, levava à lendária Ubar. Apesar de planejar retornar, nunca pôde fazê-lo.[9]

A história da cidade perdida tornou-se uma obsessão entre exploradores. T. E. Lawrence acreditava que ruínas de uma antiga civilização árabe podiam ser encontradas no deserto e chegou a considerar o uso de um dirigível para procurá-las, mas seus planos nunca se concretizaram.[10]

O explorador inglês Wilfred Thesiger visitou o poço de Shisr na primavera de 1946, descrevendo “as ruínas de um rude forte de pedra sobre um afloramento rochoso, marcando a posição deste famoso poço”. Ele observou que alguns fragmentos de cerâmica encontrados ali poderiam ser do início do período islâmico. O poço era o único ponto permanente de água na região, e palco de confrontos entre beduínos por séculos.[11]

Ruínas do antigo forte em Shisr, Dófar, Omã.

Em 1948, uma equipe geológica da empresa Petroleum Development (Oman and Dhofar) Ltd., associada à Iraq Petroleum Company, fez um levantamento da província de Dófar. Como Thesiger, aproximaram-se de Shisr pelo sul, avistando um penhasco branco que, de perto, revelou-se a muralha de um forte em ruínas construído sobre uma grande caverna parcialmente soterrada por areia.[12]

O forte havia sido erguido com a mesma rocha branca do penhasco, dando-lhe aparência de estrutura única. Um dos geólogos registrou: “Não há casas, tendas ou pessoas aqui — apenas as ruínas desabadas deste forte pré-islâmico.” Sem ferramentas arqueológicas modernas, consideraram-no sem importância. Três dias depois, partiram, após grande dificuldade para extrair água do poço.[13]

Em 1953, o filantropo e arqueólogo Wendell Phillips tentou seguir a trilha de Thomas, mas as areias pesadas o impediram.[14]

Cerca de 35 anos depois, Clapp e sua equipe afirmaram ter descoberto sob o forte desabado uma grande fortificação octogonal com cerca de dois milênios. Sob o portão principal havia uma mesa calcária que desmoronara em um enorme sumidouro. Alguns acreditaram que se tratava da mítica cidade de Ubar — também conhecida como **Iram** — ou, ao menos, de uma cidade da região outrora próspera na rota do incenso.[15]

Alguns intérpretes religiosos sustentaram que a cidade teria sido destruída como punição divina. O Alcorão descreve Iram assim:

Não viste como o teu Senhor tratou o povo de ʿĀd — Iram, a das altas colunas, cuja igual não foi criada em toda a terra? — Surata Al-Fajr, 6-8

[16]

Pesquisas posteriores, porém, indicaram que Iram possivelmente corresponde a Wadi Rum, com base em inscrições safaíticas encontradas na região.[17]

Teorias sobre a localização

Dófar

O guia de Bertram Thomas apontou para largas trilhas entre as dunas e disse:

Veja, Sahib, ali está o caminho para Ubar. Era rica em tesouros, com jardins de tâmaras e um forte de prata vermelha. Agora jaz sob as areias do Ramlat Shu’ait.

[18]

Thomas escreveu ainda:

Em minhas viagens anteriores, ouvi de outros árabes o nome dessa Atlântida das Areias, mas nenhum pôde me indicar sequer uma localização aproximada.

[19]

Rub' al-Khali (O Quarto Vazio)

A maior parte das narrativas situa a cidade perdida em algum ponto do Rub' al Khali, o chamado “Quarto Vazio”, vasta região de dunas que cobre o sul da Península Arábica, incluindo grande parte da Arábia Saudita e trechos de Omã, Emirados Árabes Unidos e Iémen.

O explorador inglês St. John Philby — que preferia o nome “Wabar” para a cidade perdida — servia como conselheiro do emir Abdulaziz ibne Saud em Riade. Seu guia beduíno lhe contou sobre um local com ruínas de castelos, onde o rei ʿĀd teria guardado seus cavalos e esposas antes de ser destruído por fogo do céu.[20]

Determinando-se a encontrar o local, Philby partiu em busca da cidade, mas acabou descobrindo o que descreveu como um “vulcão extinto semilacrado pelas areias”, ou possivelmente os restos de um impacto de meteorito. Pesquisas modernas confirmaram que a depressão nas areias foi causada por um evento de impacto antigo.[21]

O geólogo H. Stewart Edgell observou que, “nos últimos seis mil anos, o Quarto Vazio tem sido continuamente um deserto de dunas, ambiente hostil onde nenhuma cidade poderia ter sido construída”.[22]

Shisr

Nicholas Clapp afirmou que a descoberta das ruínas de torres no sítio arqueológico de Shisr sustentava a teoria de que esse seria o local de Ubar — a cidade de ʿĀd com “altas colunas” descrita no Alcorão.[23] Bertram Thomas, porém, havia descartado o forte de Ash Shisr como uma construção rústica de apenas alguns séculos.[24]

Omanum Emporium

O explorador Ranulph Fiennes especulou que Ubar seria o local identificado em antigos mapas como Omanum Emporium, nome que aparece em um mapa da Arábia compilado por Cláudio Ptolomeu por volta de 150 d.C.[25]

Outras teorias

A exploradora Freya Stark analisou os textos de geógrafos árabes e encontrou uma grande diversidade de opiniões sobre a localização de Wabar:

Iacute afirma: “No Iémen existe a aldeia de Wabar.” El-Laith, citado por Iacute, a coloca entre as areias de Yabrin e o Iémen. Ibne Isaque a situa entre “Sabub (desconhecida de Iacute e Hamdani) e o Hadramaute”. Hamdani, homem muito confiável, a coloca entre Najrã, Hadramaute, Xir e Mara. Iacute, presumivelmente citando Hamdani, a situa entre os limites de Xir e Saná, e depois, com base em Abu Mundir, entre as areias de B. Sade (perto de Yabrin), Xir e Mara. Abu Mundir a coloca entre Hadramaute e Najrã.

Concluiu então:

Com tais evidências, parece perfeitamente possível que o Sr. Thomas e o Sr. Philby encontrem Wabar em cantos opostos da Arábia.

[26]

As descobertas em Shisr

A busca de Nicholas Clapp por Ubar começou após ele ler o livro Arabia Felix, de Bertram Thomas. Clapp havia retornado de Omã, onde ajudara na criação de um santuário para Órix na Jiddat al-Harasis, e ficou inspirado pelas referências de Thomas à cidade perdida.

Ele iniciou sua pesquisa na biblioteca da Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde encontrou um mapa do século II d.C., elaborado pelo geógrafo alexandrino Cláudio Ptolomeu, que mostrava um lugar chamado Omanum Emporium. Clapp especulou que esse poderia ser o local de Ubar, situado na rota do incenso entre Dófar e o Mediterrâneo. Sabendo que ruínas maias haviam sido identificadas por fotografias aéreas, Clapp entrou em contato com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA e obteve imagens de satélite de Dófar. Essas imagens revelaram trilhas antigas de caravanas de camelos escondidas sob as areias do deserto, que podiam indicar poços e antigos centros comerciais.[27]

Após visitar vários locais possíveis para Ubar, a equipe de Clapp voltou-se novamente às ruínas de Shisr. Embora exploradores anteriores tivessem considerado o forte local como uma construção recente, a equipe de Clapp começou a suspeitar que ele poderia ter sido reconstruído no século XVI sobre uma estrutura muito mais antiga.

Sob a direção do arqueólogo Juris Zarins, as escavações revelaram, em poucas semanas, muralhas e torres de uma fortaleza com mais de 2.000 anos. Clapp considerou as evidências “uma correspondência convincente” com a lendária cidade perdida de Ubar. Ele sugeriu que sua destruição teria ocorrido entre os anos 300 e 500 d.C., em consequência de um terremoto que provocou o colapso da mesa de calcário sobre a qual a cidade se erguia. Entretanto, o declínio do comércio de incenso e o esvaziamento das rotas de caravanas também teriam contribuído para o fim de Ubar.

Zarins, contudo, discordou de Clapp. Em uma entrevista concedida em 1996, ele afirmou:

Há muita confusão sobre essa palavra. Se observarmos os textos clássicos e as fontes históricas árabes, “Ubar” se refere a uma região e a um grupo de pessoas, não a uma cidade específica. As pessoas sempre ignoram isso. É muito claro no mapa de Ptolomeu do século II: lá se lê em grandes letras “Iobaritae”. E no texto que acompanha os mapas, ele deixa isso evidente. Foi apenas nas versões medievais tardias de As Mil e Uma Noites, nos séculos XIV ou XV, que Ubar foi romantizada e transformada em uma cidade, em vez de uma região ou um povo.

[28]

Em trabalhos posteriores, Zarins sugeriu que o verdadeiro local de Ubar poderia ser Habarut.[29]

Em 2007, após novas pesquisas e escavações, os resultados gerais foram resumidos da seguinte forma:[30]

  • As escavações indicaram um longo período de comércio intenso na área de Shisr, comprovado por artefatos de origem persa, romana e grega. O forte seria o mais oriental de uma série de antigos caravançarais que sustentavam a rota do incenso.
  • Não há evidências de que a cidade tenha sido destruída por uma tempestade de areia. Parte do forte desabou em um sumidouro, provavelmente causado pela retirada de água subterrânea para irrigação.
  • O nome “Ubar” parece referir-se a uma região, e não a uma cidade, correspondente à “Terra dos Iobaritas” de Ptolomeu.
  • O declínio da região deveu-se provavelmente à queda do comércio de incenso após a Cristianização do Império Romano, que reduziu a demanda por resinas aromáticas, e a mudanças climáticas que tornaram o transporte marítimo mais viável.
  • A importância arqueológica do sítio foi reforçada por imagens de satélite que revelaram uma rede de trilhas convergindo para Shisr, algumas sob dunas de até 100 metros de altura.
  • Não foram encontrados outros grandes sítios não documentados na região que pudessem corresponder à “Ubar” lendária.

Recepção crítica

A imprensa da Arábia Saudita reagiu com ceticismo à identificação de Ubar em território omanense. Abdullah al-Masri, então subsecretário-adjunto de Assuntos Arqueológicos, declarou ao jornal Asharq al Awsat:

O melhor desses sítios foi aquele que, em 1975, descobrimos na borda do Quarto Vazio, especialmente o oásis de Jabreen. Além disso, o nome Ubar é semelhante ao de Obar, um oásis no leste da Arábia Saudita. Devemos aguardar mais detalhes, mas até agora temos descobertas mais importantes em Jabreen e Najran.

Ainda assim, o professor Mohammed Bakalla, da Universidade Rei Saud, afirmou que não se surpreenderia se as cidades da nação de ʿĀd fossem encontradas sob as escavações de Shisr ou em suas proximidades.[31]

Pesquisadores posteriores mostraram-se igualmente céticos quanto à precisão das conclusões de Nicholas Clapp. Críticos apontaram que o próprio autor prejudicou a credibilidade de sua narrativa ao incluir, em seu livro The Road to Ubar, um capítulo especulativo sobre o “rei de Ubar”, o que, segundo alguns, diluiu o rigor científico de suas descrições.[32]

A identificação de Shisr como o Omanum Emporium também foi questionada. O pesquisador Nigel Groom argumentou, em artigo publicado em 1994 na revista Arabian Archaeology and Epigraphy, que o mapa de Cláudio Ptolomeu contém “muitas distorções” e que o termo “emporium” (em grego, “local de comércio atacadista”) poderia se referir tanto a uma cidade portuária quanto a um centro de coleta de impostos no interior. Com base em coordenadas geográficas antigas, Groom sugeriu que o Omanum Emporium talvez estivesse localizado em Izki ou Nizwa, no centro de Omã.[33][34]

O geólogo H. Stewart Edgell sustentou que Ubar é essencialmente um mito e que o sítio de Shisr provavelmente não passou de um pequeno caravançarai, ocupado por poucas famílias. Para Edgell, a “descoberta” de Ubar demonstra o quanto até cientistas podem sucumbir ao desejo de confirmar uma lenda.[35]

O professor Barri Jones, em artigo publicado na revista Minerva em 1992, escreveu:

A integridade arqueológica do sítio não deve ser comprometida por disputas acerca de seu nome.

[36]

Um relatório da UNESCO de 2001 classificou a região de Shisr, juntamente com os entrepostos de Khor Rori e Al-Balid, como exemplos notáveis de assentamentos fortificados medievais na região do Golfo Pérsico.[37]

O orientalista Michael Macdonald também expressou dúvidas quanto à “descoberta”, observando que o local de Shisr já era conhecido havia décadas e que o próprio Ranulph Fiennes havia estado estacionado na área.[38]

Ver também

Ligações externas

Referências

  1. Thomas, Bertram (1932). Arabia Felix: Across the Empty Quarter of Arabia. Nova Iorque: Charles Scribner’s Sons. 161 páginas 
  2. Fiennes, Ranulph (1993). Atlantis of the Sands: The Search for the Lost City of Ubar. Harmondsworth: Signet Books. ISBN 0-451-17577-8 
  3. Clapp, Nicholas (1999). The Road to Ubar: Finding the Atlantis of the Sands. Boston: Houghton Mifflin Harcourt. ISBN 978-0-395-95786-8 
  4. Webb, Peter (1 de junho de 2019). «Iram». Encyclopaedia of Islam, Three. Brill. Consultado em 22 de janeiro de 2024 
  5. «Atlantis: The Lost Empire». IMDb 
  6. «Atlantis: Milo's Return». IMDb 
  7. Glassé, Cyril; Huston Smith (2003). The New Encyclopedia of Islam Revisada ed. [S.l.]: AltaMira Press. p. 26. ISBN 978-0-7591-0190-6 
  8. Andy in Oman (11 de agosto de 2010). «Is "The Lost City of Ubar" Found or Still Lost?!». Consultado em 17 de novembro de 2019 
  9. Thomas, Bertram (1933). «Ūbār — the Atlantis of the Sands of Rub' al Khali». Journal of the Royal Central Asian Society. 20 (2): 259–265. doi:10.1080/03068379308725252 
  10. Lawrence, T. E. (1964). The Letters of T. E. Lawrence. Londres: Spring Books 
  11. Thesiger, Wilfred (1946). «A New Journey in Southern Arabia». The Geographical Journal. 108 (4/6). 135 páginas. doi:10.2307/1789822 
  12. Morton, Michael Quentin (2006). In the Heart of the Desert 2.ª ed. Aylesford: Green Mountain Press. ISBN 0-9552212-0-X 
  13. Morton, Michael Quentin (2006). In the Heart of the Desert 2.ª ed. Aylesford: Green Mountain Press. ISBN 0-9552212-0-X 
  14. Phillips, Wendell (1972). Unknown Oman. Beirute: Librairie Du Liban. ISBN 978-0-86685-025-4 
  15. Clapp, Nicholas (1999). The Road to Ubar: Finding the Atlantis of the Sands. Boston: Houghton Mifflin Harcourt. ISBN 978-0-395-95786-8 
  16. «The lost city of Ubar». Islam 101. Consultado em 27 de junho de 2013 
  17. From History to Myth, and Back Again — Ahmad Al-Jallad — TEDxOhioStateUniversity. 8 de agosto de 2024. Consultado em 8 de outubro de 2024  Parâmetro desconhecido |canal= ignorado (ajuda)
  18. Thomas, Bertram (1931). «A Camel Journey Across the Rub al-Khali». The Geographical Journal. 78 (3): 209–238. doi:10.2307/1784895 
  19. Thomas, Bertram (1931). «A Camel Journey Across the Rub al-Khali». The Geographical Journal. 78 (3): 209–238. doi:10.2307/1784895 
  20. Wynn, Jeffrey C.; Eugene M. Shoemaker (novembro de 1998). «The Day the Sands Caught Fire» (PDF). Scientific American: 64–71. Consultado em 17 de novembro de 2019 
  21. Hodge, Paul W. (1994). Meteorite Craters and Impact Structures of the Earth. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 118–119. ISBN 978-0-521-36092-0 
  22. Edgell, H. Stewart (2004). «The myth of the lost city of the Arabian Sands». Archaeopress. Proceedings of the Seminar for Arabian Studies. 34: 105–120 
  23. Clapp, Nicholas (1999). The Road to Ubar: Finding the Atlantis of the Sands. Boston: Houghton Mifflin Harcourt. ISBN 978-0-395-95786-8 
  24. Thomas, Bertram (1933). «Ūbār — the Atlantis of the Sands of Rub' al Khali». Journal of the Royal Central Asian Society. 20 (2): 259–265. doi:10.1080/03068379308725252 
  25. Fiennes, Ranulph (1993). Atlantis of the Sands: The Search for the Lost City of Ubar. Harmondsworth: Signet Books. ISBN 0-451-17577-8 
  26. Stark, Freya (1936). The Southern Gates of Arabia. Nova Iorque: E. P. Dutton 
  27. Clapp, Nicholas (1999). The Road to Ubar: Finding the Atlantis of the Sands. Boston: Houghton Mifflin Harcourt. ISBN 978-0-395-95786-8 
  28. Zarins, Juris (setembro de 1996). «Entrevista com Dr. Juris Zarins». PBS Nova Online (entrevista). Consultado em 27 de junho de 2013 
  29. Zarins, Juris (2000). «Environmental disruption and human response: an archaeological-historical example from south Arabia». Albuquerque: Maxwell Museum of Anthropology. Environmental Disaster and the Archaeology of Human Response. 7: 35–49 
  30. Blom, Ronald G.; Robert Crippen; Charles Elachi; Nicholas Clapp; George R. Hedges; Juris Zarins (2006). «Southern Arabian Desert Trade Routes, Frankincense, Myrrh, and the Ubar Legend». Nova Iorque: Springer. Remote Sensing in Archaeology: 71–87. doi:10.1007/0-387-44455-6_3 
  31. Fiennes, Ranulph (1993). Atlantis of the Sands: The Search for the Lost City of Ubar. Harmondsworth: Signet Books. ISBN 0-451-17577-8 
  32. Kakutani, Michiko (27 de fevereiro de 1998). «Stumbling Upon the Desert's Secret». The New York Times. Consultado em 16 de novembro de 2019 
  33. Groom, Nigel (1994). «Oman and the Emirates in Ptolemy's map». Arabian Archaeology and Epigraphy. 5 (3): 198–214. doi:10.1111/j.1600-0471.1994.tb00067.x 
  34. Groom, Nigel (2000). «The Road to Ubar — Pros and Cons». Bulletin of the Society for Arabian Studies. 5: 42–43 
  35. Edgell, H. Stewart (2004). «The myth of the lost city of the Arabian Sands». Proceedings of the Seminar for Arabian Studies. 34: 105–120 
  36. Jones, Barri (1992). «On the Incense Trail». Minerva. 3 (4). 17 páginas 
  37. «Information on tentative lists and examination of nominations of cultural and natural properties to the List of World Heritage in Danger and World Heritage List» (PDF). UNESCO.org. Consultado em 24 de maio de 2012 
  38. Jack M. Sasson, ed. (1994). Civilizations of the Ancient Near East. Londres: Hendrickson Publishers. p. 1351