Ataque aéreo israelense à sede do Hamas no Catar
| Ataque israelense à sede do Hamas no Qatar | |
|---|---|
| Parte de Guerra Israel-Hamas | |
| Localização | Doha, Catar |
| Comandado por | Israel |
| Alvo | Hamas |
| Data | 9 de setembro de 2025 |
| Baixas | 6 mortos |
Em 9 de setembro de 2025, durante a guerra de Gaza, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conduziram ataques aéreos visando a liderança do Hamas no distrito de Leqtaifiya, em Doha, capital do Catar.[1] As FDI declararam que a operação foi um ataque israelense direcionado a autoridades do Hamas baseadas na cidade.[1] A operação teria sido denominada Pisgat HaEsh (em hebraico: פסגת האש).
De acordo com relatos, os alvos incluíam várias figuras importantes do Hamas: Khalil al-Hayya, líder sênior em Gaza; Zaher Jabarin, responsável pelas operações do Hamas na Cisjordânia; Muhammad Ismail Darwish, chefe do Conselho Shura do grupo; e Khalid Meshal, ex-líder geral do Hamas e chefe de seu braço internacional.[2]
Antecendentes
Desde 2012, o Catar sediou a liderança política do Hamas, começando quando seu chefe, Khalid Meshal, se mudou da Síria para Doha.[3] O ex-chefe do Hamas, Ismail Haniya, residiu em Doha de 2016 até seu assassinato durante uma visita ao Irã em julho de 2024.[4] Khalil al-Hayya, vice-presidente do Bureau Político do Hamas e um membro-chave do comitê de liderança temporária de cinco pessoas, também estava baseado em Doha. Ele atuou como negociador-chefe do Hamas em discussões de cessar-fogo e troca de reféns com Israel.[5][6]
Em maio de 2024, foi relatado que os Estados Unidos instaram o Catar a expulsar os líderes do Hamas de seu território caso eles se recusassem a concordar com um acordo de reféns com Israel.[7][8] Posteriormente, o Catar teria revisado o futuro do escritório do Hamas em Doha como parte de uma avaliação mais ampla de seu papel como mediador na guerra de Gaza.[9] Em novembro de 2024, surgiram relatos de que o Catar havia encerrado sua mediação entre Israel e o Hamas e ordenado que o grupo deixasse o país, após pressão dos EUA, depois de mais uma rejeição do Hamas a um acordo de cessar-fogo; entretanto, tanto o Catar quanto o Hamas negaram essas alegações.[10]
Pouco antes do ataque, o Hamas reivindicou a responsabilidade pelo tiroteio no cruzamento de Ramot, em Jerusalém, ocorrido no dia anterior, no qual dois agressores palestinos da Cisjordânia mataram seis israelitas.[11]
Preparativos
A operação teria recebido o codinome Atzeret HaDin (em hebraico: עצרת הדין).[12] O nome faz referência ao feriado judaico de Shemini Atzeret.[12] Israel declarou que o ataque foi uma resposta aos atentados de 7 de outubro e ao tiroteio em Ramot Junction, ocorrido no dia anterior.[13]
De acordo com uma reportagem do Canal 12 de Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou o ataque.[14] Dois dias antes, ele teria emitido o que descreveu como seu "último aviso" ao Hamas, instando o grupo a concordar com um acordo de libertação de reféns, afirmando: "Os israelenses aceitaram meus termos. É hora de o Hamas aceitar também [...] Eu avisei o Hamas sobre as consequências de não aceitar. Este é meu último aviso, não haverá outro!"[15]
A AFP informou que um funcionário anónimo da Casa Branca declarou que "fomos informados com antecedência" sobre o ataque ao Catar, aliado dos EUA e anfitrião de uma importante base militar estadunidense.[16] No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que o país não havia sido informado previamente, observando que "a comunicação recebida de um dos funcionários dos EUA ocorreu durante o som de explosões".[17]
Alvos e baixas
Israel teve como alvo a alta liderança política do Hamas.[18] O ataque teria mirado Khalid Meshal, uma figura de longa data do Hamas que havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato israelense em 1997 na Jordânia.[14] A mídia israelense relatou que vários altos funcionários do Hamas estavam presentes na reunião quando o ataque aéreo ocorreu, incluindo Khalil al-Hayya, Khaled Mashal, Muhammad Ismail Darwish, Musa Abu Marzouk, Razi Hamad, Izzat al-Rishq, Zaher Jabarin e Taher al-Nono.[19][20][21]
De acordo com relatos, o ataque ocorreu enquanto autoridades do Hamas discutiam uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo em Gaza apresentada pelo presidente Donald Trump.[22] A reunião estava sendo realizada em um complexo residencial fechado no bairro de West Bay Lagoon (oficialmente conhecido como Leqtaifiya), no norte de Doha.[23]
O Hamas afirmou que seis pessoas foram mortas, mas que sua liderança sobreviveu ao ataque. As vítimas fatais foram identificadas como o filho de al-Hayya, Himam, o diretor do gabinete de al-Hayya, Jihad Abu Labal, três guarda-costas e um agente de segurança do Catar.[24]
Análise
De acordo com a Reuters, esperava-se que o ataque resultasse no fim temporário ou permanente das negociações de cessar-fogo na guerra.[25] Frank Lowenstein, ex-enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, afirmou que o ataque indicava que o governo israelense não apenas havia perdido interesse em negociar um cessar-fogo, mas também estava suficientemente confiante de que as negociações se tornariam irrelevantes para prosseguir com o assassinato da equipe de negociação do Hamas.[26] Caso o presidente Donald Trump soubesse e tivesse autorizado o ataque, isso indicaria a aprovação de seu governo em encerrar o processo das negociações.[27]
No entanto, após o ataque, durante um evento na embaixada dos EUA em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a falar sobre o fim da guerra, afirmando que Israel já havia aceitado as condições de uma proposta de trégua apresentada por Trump e que, se o Hamas também a aceitasse, a guerra terminaria imediatamente.[28]
Reações
Estados soberanos
Alemanha: O chanceler Friedrich Merz e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, consideraram o ataque "inaceitável", pois não só viola a soberania territorial do Catar, mas também ameaça os esforços coletivos para libertar os reféns.[29]
Arábia Saudita: O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita condenou o ataque como uma violação flagrante da soberania do Catar e pediu à comunidade internacional que "ponha fim às violações de Israel".[30]
Argélia: A Argélia condenou os ataques como uma "agressão israelense brutal" e expressou sua "total e absoluta solidariedade" ao Estado "irmão" do Catar.[31]
Austrália: A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, condenou o ataque como "a coisa errada a fazer", pois coloca em risco os esforços do Catar e dos Estados Unidos para negociar um cessar-fogo e viola a soberania do Catar.[32]
Bahrein: O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein condenou o ataque como uma violação da soberania do Catar e do direito internacional e expressou solidariedade ao Catar.[33]
Brasil: O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou fortemente o ataque, dizendo que "constitui flagrante violação à soberania do Catar e aos princípios mais fundamentais do direito internacional".[34]
Canadá: O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, condenou a "expansão intolerável da violência e uma afronta à soberania do Catar", que "coloca em risco direto os esforços para promover a paz".[35]
Catar: O Catar condenou o ataque aéreo, chamando-o de "ataque israelense covarde" e uma violação do direito internacional e da soberania.[36]
China: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, emitiu um comunicado condenando os ataques como uma violação da soberania territorial do Catar. Ele também afirmou que "a China pede fortemente que todas as partes envolvidas, particularmente Israel, façam maiores esforços positivos para acabar com os conflitos e reiniciar as negociações, em vez do contrário".[37]
Cazaquistão: O Cazaquistão chamou o ataque de "inaceitável" e contrária ao direito internacional, independentemente dos motivos.[38]
Egito: O Egito declarou que "essa escalada prejudica os esforços internacionais para alcançar a calma e ameaça a segurança e a estabilidade em toda a região".[39]
Emirados Árabes Unidos: O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, chamou o ataque de Israel de "uma escalada irresponsável que ameaça a segurança regional e internacional".[30]
Espanha: O Ministério das Relações Exteriores da Espanha condenou os ataques, dizendo que eles violam a "soberania territorial do Catar" em uma "violação flagrante do direito internacional", pedindo "o fim imediato da violência e o retorno das negociações diplomáticas".[40]
Estados Unidos: A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump "vê o Catar como um forte aliado e amigo dos Estados Unidos e se sente muito mal com o local do ataque", acrescentando que Trump falou com o emir do Catar Tamim bin Hamad Al Thani e agradeceu o "apoio e amizade do Catar ao nosso país", assegurando que "tal coisa não acontecerá novamente em seu território".[41]
Filipinas: Sem reconhecer que o ataque aéreo foi conduzido por Israel, o Departamento de Relações Exteriores das Filipinas disse que “lamenta o ataque em Doha, que é uma grave violação do direito internacional, particularmente dos princípios fundamentais de soberania e integridade territorial consagrados na Convenção das Nações Unidas”. Também apelou às "partes não identificadas no conflito em Gaza para que concordassem com um cessar-fogo imediato e permanente, cumprir suas obrigações sob o direito internacional humanitário, garantir a proteção de civis e trabalhar por uma paz justa, duradoura e abrangente no Oriente Médio."[42]
França: O presidente francês Emmanuel Macron chamou os ataques de "inaceitáveis, seja qual for o motivo" e disse que "sob nenhuma circunstância a guerra deveria se espalhar pela região".[40]
Irã: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, condenou o ataque como uma "violação flagrante do direito internacional" e uma "infração à soberania nacional do Catar e da Palestina".[43]
Iraque: O Ministério das Relações Exteriores do Iraque pediu à comunidade internacional que "assuma suas responsabilidades para pôr fim a essas práticas agressivas".[39]
Israel: O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou: "A ação de hoje contra os principais chefes terroristas do Hamas foi uma operação israelense totalmente independente [...] Israel iniciou, Israel conduziu e Israel assume total responsabilidade."[44]
Jordânia: O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia chamou o ataque de uma flagrante violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, além de um flagrante ataque à soberania e à segurança do irmão Catar.[45]
Kuwait: O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait expressou "seu total apoio ao Catar em todas as medidas que tomar para preservar sua estabilidade e soberania".[39]
Líbano: O presidente libanês Joseph Aoun descreveu o ataque como parte de uma série de agressões israelenses que minam a estabilidade regional.[46]
Líbia: O primeiro-ministro líbio Abdul Hamid Dbeibah chamou o ataque de "agressão covarde" e pediu à comunidade internacional que pare com essas "violações".[47]
Malásia: O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, disse que o ataque "coloca vidas civis em perigo de forma imprudente, atinge o coração de uma capital soberana e ameaça inflamar uma região já frágil".[48]
Maldivas: As Maldivas condenaram o ataque "covarde" israelita, chamando-o de "uma violação grave do direito internacional e uma violação flagrante da soberania e integridade territorial de uma nação soberana".[31]
Marrocos: O Ministério das Relações Exteriores do Marrocos condenou o ataque e expressou "total apoio" ao Catar.[49]
Mauritânia: A Mauritânia declarou que o ataque constitui uma "violação flagrante das convenções e leis internacionais" e apelou à comunidade internacional para "lidar com firmeza e rigor com esta agressão".[50]
Omã: Omã expressou sua "total solidariedade ao Estado do Catar e sua liderança, governo e povo" e denunciou veementemente o "ataque hediondo" lançado por Israel em território catariano.[51]
Palestina: O vice-presidente palestino Hussein al-Sheikh disse: "condenamos veementemente o hediondo ataque israelense contra o Estado irmão do Catar".[52]
Paquistão: O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif considerou o ataque "totalmente injustificado, uma violação descarada da soberania e da integridade territorial do Catar e constitui uma provocação muito perigosa".[49]
Reino Unido: O primeiro-ministro britânico Keir Starmer disse que os ataques "violam a soberania do Catar e correm o risco de uma maior escalada na região".[40]
Rússia: O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o ataque, chamando-o de "grave violação" do direito internacional que prejudica os esforços para acabar com a guerra em Gaza.[53]
Síria: O Ministério das Relações Exteriores da Síria expressou "sua forte condenação à agressão israelense contra a capital do Catar, Doha, e afirma sua total solidariedade ao Estado do Catar, sua liderança, governo e povo."[38]
Sudão: O Sudão chamou o ataque de "uma flagrante violação da integridade territorial e da soberania nacional do Catar" e que "prejudica os esforços em curso para alcançar segurança e estabilidade na região.[54]
Turquia: O Ministério das Relações Exteriores da Turquia condenou os ataques, descrevendo-os como "evidência das políticas expansionistas de Israel e sua adoção da estratégia de terrorismo de Estado".[55]
Vaticano: O Papa Leão XIV chamou o ataque de "uma situação muito séria".[56]
Estados não soberanos
Hamas: Em comunicado, o Hamas afirmou que “confirmamos o fracasso do inimigo em assassinar os nossos irmãos na delegação negociadora” e que o ataque "confirma, sem sombra de dúvida, que Netanyahu e seu governo não querem chegar a nenhum acordo" de paz. Afirmou também que "consideramos a administração dos EUA conjuntamente responsável com a ocupação por este crime, devido ao seu apoio contínuo à agressão e aos crimes da ocupação contra nosso povo."[57]Hezbollah: O Hezbollah condenou o ataque como um “crime covarde” que “apenas prova o mal e a "a falta de vergonha da entidade sionista, que está revelando ao mundo um novo nível de criminalidade e seu desrespeito a todas as leis e normas internacionais."[58]
Organizações intergovernamentais
Conselho de Cooperação do Golfo: O CCG "condenou nos termos mais fortes a operação desprezível e covarde realizada pelas forças de ocupação israelenses no território do Estado irmão do Catar".[38]
Liga Árabe: A Liga Árabe condenou o ataque, afirmando que o “comportamento de Israel ultrapassou agora todas as normas internacionais estabelecidas e todos os princípios do direito internacional, colocando uma responsabilidade clara sobre a comunidade internacional para lidar com um estado que zomba da lei e ignora as consequências de suas ações vergonhosas."[39]
ONU: O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenou "esta violação flagrante da soberania e integridade territorial do Catar", e elogiou o Catar como "um país que vem desempenhando um papel muito positivo para alcançar um cessar-fogo e a libertação de todos os reféns".[43]
Ver também
- Ataque aéreo israelense à Al-Mawasi em 13 de julho de 2024
- Assassinato de Ismail Haniyeh
- Tiroteio no cruzamento de Ramot em 2025
Referências
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