Astronomia no Brasil
O marco inicial da astronomia no Brasil foi durante o período de domínio holandês no nordeste brasileiro, onde Jorge Marcgrave,[1][2] da comitiva de Maurício de Nassau, fez o primeiro estudo sistemático sobre a astronomia brasileira e construiu o primeiro observatório, instalado no palácio de Friburgo em Recife. Lá, ele foi responsável por analisar ocultações, conjunções e uma série de eclipses , como o da Lua de abril de 1642, visto do Forte dos Reis Magos, na foz do rio Potengi, em Natal. Suas contribuições foram obstruídas precocemente por ele morrer em 1644. Durante o século XVII e XVIII, astrônomos estrangeiros, como Edmund Halley, foram responsáveis por determinar fatores naturais como declinação magnética do Rio de Janeiro, em 1699, e fatores geográficos do Brasil como o uso da astronomia na demarcação do Tratado de Madrid que substituiu o Tratado de Tordesilhas, em 1750, e posteriormente em 1777 e 1781 foi utilizado para demarcar o Sul e Norte, respectivamente.
Durante o reinado de D. Pedro II, O Imperial Observatório do Brasil foi criado por decreto em 1827, no Rio de Janeiro, mas só começou a funcionar efetivamente em 1840, sendo renomeado no ano de 1909 para Observatório Nacional.
Centros de lançamento
O Brasil contém 2 centros de lançamento: o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).[3]
O CLA, fundado na década de 80, tem como objetivo executar as atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais, coleta e processamento de dados como e execução de testes e experimentos de interesse do Comando da Aeronáutica, relacionados com a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE). O CLA atende lançamentos de sondagem, investigação científica e satelizadores orbitais. O CLA possui uma posição geográfica privilegiada por estar próxima à linha do Equador, em Manaus.
O CLBI, localizado em Natal e criado em 1965, busca executar e prestar apoio às atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados, entretanto, o CLBI não tem permissão para operar o lançamento de veículos grandes, apenas foguetes de sondagem, devido à sua proximidade da cidade de Natal.
Ver também
Referências
- ↑ Matsuura, Oscar. «As atividades astronômicas de Jorge Marcgrave (1610-1644) no Brasil holandês». Ciência e cultura. Consultado em 5 de outubro de 2025
- ↑ Costa, J.R.V (Dezembro de 2002). «Astronomia no Brasil». Zênite. Consultado em 5 de outubro de 2025
- ↑ «Centros de Lançamento». Gov.br. 5 de março de 2020. Consultado em 5 de outubro de 2025
