Artur Saboia
Artur Saboia | |
|---|---|
| Diretor de Obras e Viações de São Paulo | |
| Prefeito de São Paulo | |
| Período | 1.º- 3 de outubro de 1932 até 29 de dezembro de 1932 2.º- 2 de abril de 1933 até 22 de maio de 1933 |
| Antecessor(a) | 1.º- Gofredo Teles 2.º- Teodoro Augusto Ramos |
| Sucessor(a) | 1.º- Teodoro Augusto Ramos 2.º- Osvaldo Gomes da Costa |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 3 de julho de 1877 Valença, Rio de Janeiro, Império do Brasil |
| Morte | 11 de dezembro de 1952 (75 anos) São Paulo, São Paulo, Brasil |
| Alma mater | Escola Politécnica da Universidade de São Paulo |
| Profissão | Engenheiro |
Artur Saboia[a] (Valença, 3 de julho de 1877 — São Paulo, 11 de dezembro de 1952) foi um engenheiro brasileiro.[1]
Formação
Nasceu em Valença (Rio de Janeiro). Estudou no Colégio Marinoni.[2] Formou-se em engenharia civil em 1908 pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.[1]
Prefeitura de São Paulo

Foi funcionário na Prefeitura de São Paulo por décadas, chegando ao posto de Diretor de Obras e Viação.[3][1] Participou na criação, desenvolvimento e elaboração direta e indireta em diversas das principais obras das décadas de 20 e 30 do século 20 na cidade de São Paulo.[3] Dentre outras, estão o Mercado Municipal, o Parque Ibirapuera e principais avenidas como São João, 9 de Julho e 23 de Maio.[2]
Em 1929, o prefeito José Pires do Rio solicitou a criação de um código de obras para São Paulo, até então inexistente. Saboia teve importante participação em sua criação, sendo homenageado com seu nome: Código de Obras Arthur Saboya.[2]
O código definiu quatro zonas no município (central, urbana, suburbana e ural) e impôs restrições às alturas das edificações.[4] Redigido em 1934 e alterado em 1955, permaneceu em vigor até junho de 1975, quando foi substituído pela administração de Olavo Setúbal.[5]
Participou do 4.º Congresso Panamericano de Arquitetos em junho de 1930 como representante de Pires do Rio.[6]
Prefeito interino
Após o fim da Revolução Constitucionalista de 1932, o prefeito de São Paulo Gofredo Teles, que apoiou a revolução, reuniu os funcionários da prefeitura e declarou que deixaria o cargo. Entregou o comando da prefeitura a Saboia na qualidade de Diretor do Departamento de Obras e Viação, pois era o mais alto funcionário da prefeitura. Em declaração, Saboia aceitou o cargo, que ficaria sob sua guarda "até que seja dado às autoridades competentes o provimento do cargo de prefeito da Capital".[7] Entregou o cargo a Teodoro Augusto Ramos, nomeado pelo interventor federal Valdomiro Castilho de Lima, no final de dezembro.[1]
Em 2 de abril de 1933, assumiu novamente o expediente da Prefeitura após Teodoro Ramos pedir demissão. Ramos discordava do excesso de gastos públicos, especialmente com obras, uma vez que os cofres públicos encontravam-se deficitários.[8] Após algumas semanas, tendo também pedido demissão, passou o expediente ao prefeito nomeado Osvaldo Gomes da Costa.[1]
Apesar de atuar como prefeito por curtos períodos, com a alta rotatividade de prefeitos do início da Era Vargas, foi, de fato, um dos principais gestores da cidade.
Morte, família e legado
Faleceu em 11 de dezembro de 1952 em São Paulo. A Prefeitura suspendeu o expediente do dia a partir das 15 horas em sua homenagem. Foi sepultado no Cemitério São Paulo. Casou-se duas vezes, sendo a segunda com Ermelinda Monteiro Saboia, deixando três filhos do primeiro casamento e dois do segundo.[3][9]
É patrono da Escola Estadual Artur Saboia, na Vila Vera, distrito do Sacomã, São Paulo.[2] Em 1954, deu nome à antiga Rua Jurubatuba na Vila Mariana, que passou a se chamar Rua Artur Saboia.[9]
Notas
- ↑ Na grafia original, anterior ao Formulário Ortográfico de 1943 e mantida ao longo de sua vida, Arthur Saboya.
Referências
- ↑ a b c d e Machado, Armando Marcondes Júnior (2011) [1.ª pub. 1997]. Resgate histórico: divisão territorial do estado de São Paulo 4.ª ed. São Paulo: Conam - Consultoria em Administração Municipal. pp. 296–302. LCCN 2012317026
- ↑ a b c d «Nossa História». Escola Estadual Artur Saboia. 2011. Arquivado do original em 19 de dezembro de 2016
- ↑ a b c «Faleceu ontem o eng. Artur Sabóia». Folha de São Paulo. 12 de dezembro de 1952. Consultado em 18 de julho de 2025
- ↑ Peixoto-Mehrtens, C. (25 de outubro de 2010). Urban Space and National Identity in Early Twentieth Century São Paulo, Brazil: Crafting Modernity. [S.l.]: Springer. ISBN 978-0-230-11403-6. Consultado em 17 de julho de 2025
- ↑ Aureliano, Biancarelli (18 de novembro de 1990). «Novo Código de Obras tem menos exigências». Folha de S. Paulo. p. C-10. Consultado em 17 de julho de 2025. Arquivado do original em 17 de julho de 2025 – via Acervo Folha
- ↑ «IV Congresso Pan-Americano de Architectos». O Jornal (3563). 26 de junho de 1930. p. 3. Consultado em 17 de julho de 2025 – via Hemeroteca Digital Brasileira
- ↑ «Deixa a prefeitura de S. Paulo o sr. Goffredo Telles». O Jornal (RJ) (4272). 4 de outubro de 1932. p. 2. Consultado em 17 de julho de 2025 – via Hemeroteca Digital Brasileira
- ↑ Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (2010) [1.ª ed. 1983]. «RAMOS, Teodoro Augusto». Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. São Paulo: FGV-CPDOC. Consultado em 17 de julho de 2025. Cópia arquivada em 15 de abril de 2025
- ↑ a b «Rua Artur Sabóia». DIC.ruas. Consultado em 17 de julho de 2025
| Precedido por Gofredo Teles |
Prefeito de São Paulo 1932 |
Sucedido por Teodoro Augusto Ramos |
| Precedido por Teodoro Augusto Ramos |
Prefeito de São Paulo 1933 |
Sucedido por Osvaldo Gomes da Costa |