Antiga Igreja de Santo António do Arrimal
| Capela de Santo António do Arrimal | |
|---|---|
| Igreja Paroquial de Santo António do Arrimal | |
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| Informações gerais | |
| Estilo dominante | Arquitectura Tradicional |
| Construção | Finais do século XVI ou inicio do século XVII |
| Religião | Católica |
| Diocese | Leiria |
| Localização | Outeiro |
A Antiga Igreja Paroquial de Santo António do Arrimal também conhecida por "Igreja Velha do Arrimal" e é de evocação de Santo António. Está localizada no Outeiro num local ermo, este sitio terá sido escolhido por ficar equidistante em relação aos lugares mais distantes da freguesia do Arrimal.
Esta igreja foi substituída pela nova Igreja Paroquial de Santo António do Arrimal em 1976.
Características
A igreja apresenta uma orientação poente nascente, com uma planta simples de uma só nave, com teto em madeira pintada de três planos, capela-mor abobadada dois altares colaterais, púlpito o coro a capela batismal e a sacristia. Possui um alpendre no frontal da igreja e uma torre sineira cujo carrilhão era composto por dois sinos de bronze.
No adro desta igreja existia uma enorme árvore um (Freixo), que se diz ter sido plantada no dia do lançamento da Primeira Pedra da Igreja. Estas árvores antigamente eram plantadas para assinalar locais sagrados. A árvore foi arrancada em 16 de Maio de 2013.[1]
História
A sua construção é muito antiga. Sabe-se que a sua construção ocorreu em final do século XVI inicio do século XVII. O livro “O Couseiro” [2] em 1657 já faz referência à igreja à igreja matriz, a qual foi erigida no mesmo local onde já existia uma outra ermida em honra de S. António do Arrimal, esta construída no século provavelmente no século XII de que muito pouco se sabe, sabendo-se apenas que esta existiu devido a documentos posteriores que mencionam a existência de um templo católico neste local, sendo a sua menção mais antiga conhecida de 1525, aquando da desanexação da paróquia da Colegiada de São Pedro
Melhoramentos e Intervenções
O templo ao longo dos anos foi sendo alvo de obras de melhoramentos como a colocação da nova porta principal a qual tem gravada a data 1775 correspondente ao ano da sua da sua colocação. Em 1917 recebeu o guarda-vento o qual tem pintado o ano da sua colocação. No ano de 1945 levou o antigo pavimento de lajes de pedra serrada substituído por ladrilho no corredor central e soalho nas alas laterais.
Sabe-se pela Memoria Paroquial de 1758[3] redigida pelo cura Tomás da Costa, que a igreja sofreu grandes danos com o Terramoto de 1755 porque uma torre que de novo se tinha feito padeceu grande ruína e a mesma teve a capela-mor, mas em 13 de Junho de 1758 já se encontrava reedificada. O sismo de 28 de Fevereiro de 1969, provocou grandes danos na torre da Igreja tendo levado nos dias que se seguiram as braçadeiras de ferro por ordem do então pároco da freguesia P. Tomás para evitar o seu desmoronamento. Neste mesmo ano a capela-mor foi demolida por ordem do P. Tomás por já estar bastante degradada.
Abandono e Degradação
A "Igreja Velha do Arrimal", após a sua substituição pela nova Igreja Paroquial de Santo António do Arrimal em 1976, entrou num processo gradual de degradação e pilhagem, sem que as várias comissões de paróquia tenham tomado qualquer ação para reverter esta situação.
Em 2018 a comissão da Igreja Paroquial do Arrimal decidiu iniciar um processo de venda da Antiga Igreja Paroquial de Santo António do Arrimal. Este processo consistia nos passos seguintes:
1º Auscultação dos Paroquianos; (15 de Junho de 2018 e o dia 08 de Julho de 2018)
2º Avaliação por dois Avaliadores;
3ª Determinação do Valor da Venda;
4ª Venda da Igreja de Santo António do Arrimal;
Mas o processo parou logo na primeira fase do processo, a venda foi travada por manifesto contra a venda de alguns paroquianos. E o pároco Leonel, disse o templo não tinha desde 1976 qualquer utilidade paroquial e uma vez que não havia uma definição de uma utilidade a dar ao templo e como se encontra num ermo não era uma prioridade para a Comissão da Igreja cuja prioridade era a construção do Pavilhão Paroquial de Santa Maria pelo que não a iriam reabilitar e que este grupo que se tinha manifestado contra a venda tinha agora a responsabilidade de conseguir arranjar uma solução para o edifício de modo a travar a degradação da Igreja de Santo António do Arrimal ou caso contrário eram os responsáveis pela sua ruína.
Dos elementos que se manifestaram contra a venda da igreja dois destes elementos tentaram arranjar alguma solução para a reabilitação da igreja e um destes elemento agendou uma reunião para debater este assunto.
A reunião decorreu no dia 9 de Outubro de 2018 na Câmara Municipal de Porto de Mós com o presidente da Cãmara e o Vereador, o presidente da Junta de freguesia do Arrimal, o Tesoureiro da fábrica da igreja do Arrimal, o padre ambos em representação da comissão da paroquia do Arrimal e dois dos elementos que se tinham manifestado contra a venda da igreja. O executivo camarário e o presidente da junta manifestaram logo interesse em a ajudar com o processo de reabilitação.
Mas tinha de ser resolvida a posse do edifício que é pertencente à Diocese de Leiria/Fátima. Primeiramente falou-se de doação tendo a câmara enviado para o padre Leonel um plano de intenções do que pretende realizar com a reabilitação do edifício.
Na negociação decorrida entre a Diocese e a Câmara a Diocese recusou, a ideia inicial de doação. Após uma reunião no local a diocese propôs um contrato de comodato por 12 anos o qual a câmara não aceitou.
O processo depois voltou a ficar parado, mas por insistência dos elementos que se tinham manifestado contra a venda e após algumas trocas de e-mail o processo voltou à discussão entre as partes e a igreja propôs um novo contrato de comodato por 50 anos o qual foi aceite pelo executivo Camarário e no dia 13 de Junho a Câmara Municipal de Porto de Mós e a Fábrica da Igreja Paroquial do Arrimal assinaram o contrato de comodato que irá possibilitar o restauro da antiga igreja paroquial do Arrimal. A autarquia assume as despesas inerentes às obras de conservação e restauro, deste património abandonado e degradado há dezenas de anos que serão acompanhadas também pelo Departamento Diocesano do Património Cultural.[4]
Referências
- ↑ Partilhada com o autor da secção, oralmente, pela população
- ↑ Desconhecido (1868). O COUSEIRO. Braga: 1657. p. Capítulos 36 e 37
- ↑ da Costa, Cura Tomás (1758). MEMÓRIA PAROQUIAL. [S.l.: s.n.]
- ↑ https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/antiga-igreja-do-arrimal-sera-transformado-em-centro-de-investigacao-hidrografica. Em falta ou vazio
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