Antônio Guedes Muniz
| Antônio Guedes Muniz | |
|---|---|
![]() Brigadeiro Faria Antônio Guedes Muniz | |
| Nascimento | 12 de junho de 1900 |
| Morte | 28 de junho de 1985 (85 anos) |
| Alma mater | POLI UFRJ |
| Profissão | |
| Serviço militar | |
| País | |
| Serviço | Exército Brasileiro Força Aérea Brasileira |
| Patente | |
Antonio Guedes Muniz GOMA (Maceió, Alagoas, 12 de junho de 1900 — 28 de junho de 1985) foi o pioneiro da indústria aeronáutica brasileira.
Biografia

Após passar por um colégio de padres, o jovem Muniz embacou para o Rio de Janeiro,onde ficou interno no Colégio Anglo-Brasileiro.
Ao terminar os preparatórios, inscreveu-se no concurso para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, sendo aprovado e matriculado em 1918. Em 18 de janeiro de 1921, saiu da escola como aspirante da Arma de Engenharia. Passou a servir na Companhia de Aviação da Arma de Engenharia, sediada em Marechal Hermes, cuja missão principal era a manutenção do Campo dos Afonsos, para ele completamente desconhecido, pois não possuía qualquer interesse pela Aviação. Isso mudou, quando, em abril de 1921, fez alguns voos em avião com o então capitão Marcos Evangelista da Costa Villela Junior, a convite deste.
Em 13 de janeiro de 1923 casou-se com Lúcia da Rocha e Silva. Nesse mesmo ano organizou e foi Chefe do Primeiro Serviço Meteorológico da Aviação Militar. Em agosto de 1925 partiu para a França a fim de cursar Engenharia Aeronáutica. Durante o curso projetou os aviões M-1, M-2, M-3, M-4 e M-5. Este último 5 foi construído em 1929 pela fábrica Caudron, tendo feito todos os seus voos de teste na França, sendo homologado pelo Serviço Técnico da Aeronáutica Francesa.
Em 17 de outubro de 1935 ocorreu o primeiro vôo de um avião fabricado no Brasil pela Companhia Nacional de Navegação Aérea e projetado por Muniz o Muniz M-7 ou M-7, depois de trazer um M-5 fabricado na França e ser apresentado publicamente em 1931, onde fez sucesso abriu caminho para fabricação interna.[1][2]
No ínicio da década de 40 então coronel Antônio Guedes Muniz propôs a construção de uma fábrica de motores aeronáuticos que atenderia à aviação militar e à nascente produção nacional de aviões para uso civil. Aproveitando o ensejo do governo do presidente Getúlio Vargas, que desejava transformar o Brasil em uma economia industrializada nessa época houve a fundação de diversas empresas estatais.[3][4]
Em 1958 publicou o livro Um mundo mais humano.[5]
Promoções
Em 7 de setembro de 1922, exatamente no centésimo aniversário da Independência do Brasil, foi promovido a primeiro-tenente. Em 9 de fevereiro de 1928, tornou-se major; em 29 de março de 1934, tenente-coronel, e em 7 de setembro de 1938, coronel. Em 6 de abril de 1942, foi promovido a brigadeiro-do-ar, tendo sido o ofical mais novo elevado ao generalato.
Em 10 de dezembro de 1950, foi distinguido com a Ordem do Mérito Aeronáutico, grau de Grande Oficial[6]
Referências
- ↑ «Aconteceu em 17 de outubro». Estadão. Consultado em 7 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2025
- ↑ Marcolin, Neldson. «Esquadrilha na fábrica». Consultado em 7 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2025
- ↑ Reinert, José C. (26 de março de 2008). «História da marca FNM». ALFA - FNM. Consultado em 7 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de julho de 2025
- ↑ Fraga, André Barbosa (setembro de 2020). «O Desenvolvimento da Indústria Aeronáutica Brasileira no Governo Vargas: A Fábrica Nacional de Aviões e a Fábrica Nacional De Motores» (PDF). Consultado em 7 de dezembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 25 de junho de 2024
- ↑ Antonio Guedes Muniz, pioneiro da indústria aeronáutica brasileira, Patronos do INCAER. Rio de Janeiro: INCAER, 2008, p. 147-155.
- ↑ A Manhã, Rio de Janeiro, 10/12/1950, p. 13
